domingo, 18 de julho de 2010

A coisa que eu mais gosto de fazer

A coisa que eu mais gosto de fazer é jogar futebol. Pode ser na rua, na quadra, no campo (com grama ou sem grama), tanto faz.

Nas segundas e quartas de tardezinha jogo com meus amigos no campo do Ridioni. Na quarta a noite jogamos no campo do Val. Nas terças e quintas à noite jogamos na quadra municipal. Na sexta a noite jogamos no bola Brasil. Só não jogo na sexta a tarde por causa da catequese. No sábado a tarde tem o time do Baixinho (nesse pagamos mensalidade e entramos em campeonato). No domingo de manhã é jogo no Ridioni de novo. Isso quando, eventualmente, não tem jogo no sábado de manhã.

Domingo passado estávamos jogando nosso futebol sagrado de domingo de manhã num campinho aqui perto. E o Ridioni, que é o cara que toma conta do campo, era o zagueiro do time adversário. De repente ele subiu para cabecear uma bola e caiu em cima do braço.

Quebrou.

Mas o Ridioni, que é mais fanático que eu por futebol, rogou uma praga daquelas "se eu não posso jogar, ninguém joga". E a praga pegou.

Faz uma semana que chove sem parar.

Na sexta-feira eu já estava muito estressado porque fazia cinco dias que não dava pra jogar futebol por causa da chuva que detonou o campinho. Meu coração estava aflito. Tudo me irritava. Acho que é tipo uma droga, sei lá. Fui lá, entrei no campo, fiz uma reza.

E não é que deu certo!

Já faz dois dias que não chove. Joguei ontem no time do Baixinho e hoje, quando saí da missa de manhã lá estavam o Guilherme e o João Luiz na porta de casa me chamando pra jogar num mini torneio lá no campinho do Pombal. Topei na hora. Passamos na casa do Ramon (que é tão fominha quanto eu, mas muito mais habilidoso), que estava dormindo, mas foi também.

Esperei um jogo acabar debaixo de muito sol, sentado no campinho quase sem grama vendo um monte de perna de pau jogar e esperando meu jogo. Quando começou já era meio dia e meio, sem almoço, sem nada.

O primeiro tempo terminou 5x1 pra gente. O segundo tempo terminou 7x5 pra eles. Apanhamos. Saí todo ralado. O Ramon torceu o pé. Fiquei muito irritado e tive que me contentar com as explicações táticas pra derrota. Acho que não foi culpa minha.

E depois o Kellyson teve que aguentar nossa explicações (minha e do Ramon). O Kellyson é nosso goleiro às segundas, quartas e sextas no campo do Ridioni. Ele deve estar se perguntando: "Se os dois jogaram tão bem, como perderam?". Vamos deixá-lo meditar.

Amanhã, se São Pedro deixar, mais futebol vai rolar.

Mas quer saber... ADOGOOOOOOO!

(foto tirada de http://vozdoseven.blogs.sapo.pt/336198.html)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Comédias para se ler na escola


Este é um livro para quem não gosta de ler.

Sim, porque quem diz que não gosta de ler, certamente vai mudar de ideia depois de ler "Comédias para se ler na escola".

Sabe aqueles livros deliciosos, que não dá para parar de ler enquanto não chega o fim? E quando chega o fim, a gente vontade que não tivesse chegado.

São textos curtíssimos de, no máximo, quatro páginas. Uma história mais surpreendente que a outra. A primeia, um menino que recebe, no aniversário de sete anos, uma espada de verdade. Ele jura para o pai que agora ele é o Thunder Boy e que tem a missão de proteger a terra. O pai, claro, leva na brincadeira. No final, há uma surpresa.

A linguagem é bem simples, bem parecida com a que a gente fala no dia a dia. E antes de começar o livro, propriamente dito, há um prefácio muito interessante de Ana Maria Machado, que fala sobre o gosto pela leitura. Ela diz que é até falta de respeito com os jovens obrigá-los a ler livros de dois séculos atrás. Tudo muda, tudo se moderniza e a literatura também. Há muito escritores novos que interessariam muito mais aos jovens. Aliás, é a própria Ana quem organiza as crônicas do livro.

Puta que pariu! Não existe quem não goste de ler. Existem leituras que agradam mais e a uns e não agradam a outros. Eu não gosto livros de Paulo Coelho, mas o cara é um dos que mais vendem livros no mundo! Como eu posso dizer que ele é ruim? Mas adoro ler romances policiais crônicas de autores brasileiros, mas tem muita gente que não gosta.

"Comédias para se ler na escola" é um livro divertidíssimo, ótimo para o jovem que quer começar a ler. E melhor ainda para quem diz que não gosta de ler ou não tem o hábito.

Ah, ia me esquecendo. O autor é Luis Fernando Veríssimo. Acho que isso já resume tudo o que escrevi.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O melhor da Copa

Hoje de manhã comentei com um amigo meu que o Diego Forlán bem que poderia ser escolhido o melhor da Copa.

Não sou o polvo Paul, mas nesta eu e a FIFA concordamos.

O cara jogou demais. Não dá para dizer que levou o Uruguai nas costas, mas dá para dizer que ele tem condições de jogar em qualquer seleção do mundo. Inclusive na do Brasil, é claro e principalmente.

Dentre tantos jogadores tão falados e que eram tidos comos os craques da copa, Forlán chegou mineiramente e jogou melhor que todo mundo. Até o UOL fez alguns infográficos mostrando os "craques" da Copa: Cristiano Ronaldo, Wayne Ronney, Didier Drogba e Lionel Messi. Perfeito, né?

Por isso, digo que o prêmio é merecidíssimo. Ainda mais depois do segundo gol contra a Alemanha, no sábado. Uma pintura.

Forlán é uruguaio e jogou na seleção que merecia estar na final.

O prêmio de melhor jogador ficou em boas mãos. Ou melhor, em bons pés.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Uruguai é poesia

E aqui vai uma dica para uma poesia do Cássio Corrêa, do blog "E também futebol".

É sobre o Uruguai e sintetiza toda a raça desta seleção que, para mim, fez valer a Copa do Mundo e merece ficar entre as melhores.

Para ler lá, clique bem aqui.

Cara, como foi bom ver o Uruguai jogar nesta copa!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Torcicólogo

Ontem o Rubinho veio aqui em casa.

O Rubinho é um menininho que mora lá em Lins, São Paulo, e passa as férias na casa do vô dele, que é aqui perto.

Ele chegou em casa todo tortinho e perguntou se eu estava em casa. Minha mãe perguntou pra ele porque ele estava com o pescoço pro lado.

- É que eu estou com TORCICÓLOGO!

Nem teve tanta graça, mas a minha está rindo desde ontem.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Uruguai valeu a copa

Não sou de ficar me emocionando em jogos de futebol, nem de chorar quando meu time ou a seleção brasileira perde. Gosto sim de futebol, sou amante do bom futebol e gosto quando muito de ver belas jogadas, dribles e muita raça em campo.

Porém, se houve alguma partida na qual eu tenha sentido uma ponta de emoção, talvez até um certo orgulho, nesta copa foram os dois últimos jogos da seleção do Uruguai.

Contra Gana, um embate épico nas quartas de final. Com a Jabulani traindo os dois goleiros. Como uma garota que diz sim, mas na hora H pula fora. Um 1x1 digno de virar livro. Quando o atacante do Uruguai defendeu a bola com a mão no último segundo do jogo, dei adeus à Celeste.

O cara foi expulso e saiu chorando, mas o melhor jogador de Gana perde o penalti. Neste momento soltei um grito: "Meu Deus, não acredito!". Minha mãe correu na sala preocupada. "O cara de Gana perdeu o penalti!" E, mas emocionante ainda é ver o Suarez comemorando quando viu o gol a caminho do vestiário. Nos penaltis, Uruguai.

E hoje, mais uma vez, quando achei que estava tudo decidido para a Holanda, com o Robben saindo rindo de campo, com o Cleber Machado dizendo que a Holando era finalista, eis que surge um gol aos 45 minutos do Uruguai. Eis que dou mais um grito: "Meu Deus, gol do Uruguai". Eis que surge a pressão no final da partida. Eis que eu percebo o quão importante é a copa para aquele time. Eis que eu percebo o quanto eu gosto de futebol. Eis que me vejo de pé com as mãos postas e os pés gelados de tensão.

Hoje o Uruguai mostrou ao Brasil como se joga futebol. Futebol é mais que nome. É mais que camisa. Futebol é raça. É pura raça. Prefiro um time inteiro Lúcios e Luganos do que de Kakás e Messis.

Quando estava 2x1, o Brasil parecia jogar um amistoso contra a Holanda. Hoje, em desvantagem no placar, o Uruguai travava uma guerra contra a Holanda. O Paraguai, do mesmo modo, travou guerras contra Espanha, Itália e Japão. O Brasil tinha medo de estragar o esmalte.

Parabéns, Uruguai. Futebol é raça e paixão.

Só de ver a Celeste jogar os dois últimos jogos já valeu a copa inteira. O que vier daqui para frente é cumprimento de tabela.

Uma bela canção (6)

Este é o novo sucesso dos Aviões do Forró. A letra é linda.

Feito Capim
Aviões do Forró
Composição: Rodrigo Mell / Elvis Pires

O amor é feito capim
Mas veja que absurdo:
A gente planta, ele cresce
Aí vem uma vaca e acaba tudo

Me dediquei, me entreguei a você
Me anulei, esqueci de viver
Mesmo assim eu estava feliz
E faria bem mais, mas você não quis

Na primeira tentação você caiu
Nosso amor era quente foi ficando frio
Preparei o terreno pra você me amar
Mas foi plantar amor em outro lugar

O amor é feito capim
Mas veja que absurdo:
A gente planta, ele cresce
Aí vem uma vaca e acaba tudo ( 2x )




Repare no jeito que a cantora diz "vaca". No estilo Bruno e Marrone. Dá a impressão de que, no final da música, ela está toda descabelada, roupas rasgadas por ela mesma e babando de raiva.

Ri muito quando imaginei.

domingo, 4 de julho de 2010

As curvas do Vale do Ribeira

Cheguei hoje de madrugada de Adrianópolis. Lá será realizada a 25ª Romaria da Terra do Paraná, em agosto e ontem houve um reunião.

Adrianópolis fica no Vale do Ribeira, uma região de mata atlântica na divisa entre Paraná e São Paulo. E Adrianópolis fica bem no meio do vale. Mas outra hora eu falo sobre a cidade. Agora quero falar sobre a viagem.

Este é o mapa que mostra o caminho que fizemos até lá:


Adrianópolis fica bem aqui ó:


Saímos às 19h de Jataizinho. Passamos por Assaí, São Sebastião da Amoreira, Ribeirão do Pinhal, Santo Antonio da Plantina e Carlópolis, que já divisa com o Estado de São Paulo. Entramos em São Paulo.

Daí para frente: Fartura, Taquarituba, Itabera, Itapeva, Capão Bonito.

De Capão Bonito para frente, só por Deus, porque a partir daí entramos no Vale do Ribeira, que deveria se chamar Vale da Ribanceira. É quando começamos a voltar para o Paraná. A estrada (SP-250) se torna estreita, sem acostamento e cheia de buracos. Mas o pior não é isso. O pior são as curvas.

Você já andou na Serra do Mar? Já? Não gostou? Passou mal? Então neste trecho que andamos entre Capão Bonito e Adrianópolis, passando por Apiaí, Ribeira e outros municípios minúsculos por ali, você iria querer morrer.

Parece ser uma região esquecida do mundo. Até 100 metros antes de entrar na cidade, você não a vê, simplesmente porque a cidade fica escondida no meio das montanhas. Parace uma cidade numa cratera de vulcão. Mas Adrianópolis é mais longe ainda, porque ela fica lá embaixo, no pé do vale, na beira do rio Ribeira.

Aliás, esta é a cidade de Ribeira, que faz parte do Estado de São Paulo:


E esta é Adrianópolis, que é Estado do Paraná, mas é vizinha - separada por uma ponte - de Ribeira:


São cidades com origem nos resquícios da escravidão, ainda no início do século. Há muitas comunidades quilombolas. Para fugir das senzalas do litoral ou região de Curitiba, os negros se embrenhavam pela mata e procuravam os locais de mais difícil acesso. Assim, surgiram as cidades da região.

Foram cerca de 120 quilômetros de curvas, curvas e mais curvas. Muitas curvas. Quando eu digo curvas, digo curvas de 90, 120, 180, quase 360 graus. Pura descida. Puro buraco. Pura escuridão. Até agora estou me perguntando como é que as pessoas que moram lá conseguiram levar os materiais de construção praquele fim de mundo. Não consegui pensar um caminhão cheio de mudanças descendo aquele vale.

Mas pensando bem, não deve ser tão difícil, porque empresas mineradoras sobram por lá. Acabam com a natureza, exploram os locais e deixam as cidades do Vale do Ribeira na miséria. E sabe qual é a empresa que explora o minério lá em Adrianópolis? A Sanderson, nossa vizinha de Londrina.

O rio Ribeira, de tão poluído e contaminado por causa do chumbo, não tem peixe. Por isso, não há pesca na região. As cidades "sobrevivem" única e excluisivamente de mineração, já que não há onde plantar, porque as montanhas em volta, gigantescas, não permitem a atividade.

No mais, o lugar é lindo. Fiquei impressionado com a beleza do Vale do Ribeira. A Romaria da Terra é no dia 15 de agosto. Estarei lá e levo minha câmera fotográfica porque desta vez eu esqueci e não tirei foto alguma.

OBS: Na volta, ao chegar em Taquarituba, passamos direto e só quando estávamos chegando em Avaré é que percebemos o erro. Tinha uma placa indicando que logo logo entraríamos na Castelo Branco, rumo à capital paulista. Até pensamos e ir na 25 de março, mas voltamos e seguimos viagem até Jataizinho.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

"Eu estava cagando..."

A sinceridade e ingenuidade infantil.



O melhor é o sotaque na hora do "cagando..."

Muito fofo.

"Como você pode fazer isso comigo, Corinthians?"

Essa eu vi no Kibeloco e não resistir. Tive de colocar aqui porque é sensacional.



Agora só falta alguém avisar pra Andressa que ela vai ter de se acostumar com isso.

É uma infância perdida. Chorei.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Chi-chi-chi le-le-le Viva Chile!

Desde de quando a Espanha ganhou do Chile no último jogo do Grupo H, eu perdi um pouco do ânimo em relação à copa. Eu achava que o Chile poderia chegar mais longe e estava gostando muito do futebol da seleção chilena. Mas foi perder pra Espanha, quando podia até empatar pra ficar em primeiro e se livrar do Brasil.

Acabei de assistir Brasil 3x0 Chile. Eu não consegui torcer para o Brasil porque o Chile já havia ganhado a minha simpatia. Assisti sozinho no quarto e dormi durante quase todo o primeiro tempo, como se o jogo fosse desses sem importância, tipo Argélia x Eslovênia.

Acordei do sono com a gritaria do segundo gol.

No segundo tempo assisti a, no máximo, 20 minutos picados, mas ainda vi o gol do Robinho.

Realmente uma pena a saída do Chile que, dos pequenos, foi o time mais corajoso, porque atacou, criou chances e não se intimidou diante da Espanha e do Brasil.

O Brasil, passou. Legal. Mas esse jogo bem que podia ter sido contra a Espanha.

Se o Uruguai passar por Gana e o Brasil passar por Holanda, acho que vai acontecer a mesma coisa que aconteceu hoje contra o Chile.

E se o Paraguai chegar na semi-final contra a Argentina, vou ser obrigado a torcer por uma final entre Uruguai e Paraguai. Já pensou?

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ninguém vai comentar este post

Eu não gosto muito de escrever sobre futebol aqui no blog porque ninguém comenta. É por isso que penso muitas vezes antes de colocar alguma coisa sobre a Copa do Mundo que está rolando aí.

Por isso, eu não vou escrever que aposto em Brasil x Argentina na final da copa.

Não vou escrever que torço muito para o Brasil pegar a Espanha já nas oitavas de final, só para que as seleções sulamericanas não precisem se enfrentar nas segunda fase e tenham chance de se classificarem todas para as quartas de final.

Não vou escrever que o time que jogou melhor e mais bonito até agora na primeira fase da copa é o Chile, pra quem torço muito.

Não vou escrever que não gosto da richa que existe entre brasileiros e argentinos. Richa esta que os meios de comunicação fazem questão de ressaltar, reafirmar e aumentar, seja em propagandas, reportagens ou piadas de mal gosto. Não vou escrever que comigo isso não funciona e que, quanto mais tentam forçar essa rivalidade - que para mim beira a insanidade - mais eu gosto dos hermanos.

Não vou escrever que torço muito para que a França não passe da primeira fase porque quem deveria estar na copa era a Irlanda e Tierry Henry deveria estar no mundial de basquete.

Não vou escrever também que Uruguai e Paraguai estão entre os meus favoritos.

Não vou escrever que esta copa está muito chata porque não sai gol, não tem viradas espetaculares, os jogadores não estão jogando com vontade - porque o importante mesmo para eles são os clubes, não tem golaços, só gol contra e gol feio, os tais craques estão machucados e os que não estão machucados passam longe do que jogam nos seus clubes, e que por causa da globalização do futebol - leia-se europeização do futebol - todos os times jogam iguaizinhos (todos iguais a Eslováquia).

Não vou escrever que, mesmo assim, assisti a quase todos os jogos até agora. Ou pelo menos uma parte de cada um.

Enfim, não vou escrever nada disso.

Afinal, ninguém vai comentar este post mesmo.

domingo, 20 de junho de 2010

Confrontos históricos

Dois vídeos muito engraçados da MTV.

Um deles é um confronto histórico entre as seleções Sérvia x Montenegro. Neste, o árbitro para o jogo a todo momento porque a ONU decide que alguns jogadores tem de trocar de time porque Sérvia conquistou um território de Montenegro, ou vice-versa, depois vira tudo Iugoslávia de novo. Muito bom.



O outro é um outro confronto histórico entre Israel x Palestina. Neste, pra começar os times estão desfalcados porque os jogadores se mataram antes da partida. Ninguém invade território de ninguém, mas quando invadem... também muito bom. Esse foi sugestão dada pelo Torero no blog dele.



Imagine isso tudo numa Copa do Mundo!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sobre as pequenas caquinhas

O espetáculo, resumidamente falando, é uma hora de pura bobeira.

São piadas tão simples que a gente que está na plateia não acredita. São diversos atos bem curtos, com situações do cotidiano, mas que se tornam muito engraçadas. Minha barriga chegou doer de tanto que eu ri.

Cinco atores se revezam no palco. Um palco vazio. O que eles usam são apenas roupas alaranjadas de gari e às vezes trocam por camisetas pretas. Uma ou outra vez alguém aparece fantasiado de algum outro personagem.

E tem também um grande tambor de lixo alaranjado que ora é palco para um teatro de bonecos (que não são bonecos, mas sandálias, chinelos, sapatos, tênis e pantufas), ora vira carrinho de pipoca, ora viro lixo mesmo.

Uma hora um dos atores anuncia: "Caquinha número 'tal': o pipoqueiro". Aparece então uma atriz com o tambor de lixo, fingindo ser um carrinho de pipoca. De repente as pipocas (dois atores dentro do tambor) começam a estourar. São dois atores com uma camisa branca na cabeça pulando dentro do carrinho como se fossem as pipocas. Mas a pipoqueira esquece de tirá-los e de repente eles pulam novamente, mas agora com uma camisa preta na cabeça. A pipoca queimou. Só.

Em outro momento eles anunciam uma grande atração: "Toquinho!". Então aparece um rapaz sem metade do braço com um violão na mão. Só.

Tem uma hora que o "Toquinho" entra e anuncia a próxima atração: "Noel Rosa". Então aparece um Papai Noel com uma roupa cor-de-rosa. Só.

E assim o espetáculo vai fluindo. Mas até agora eu não consigo imaginar de onde os atores tiraram tanta bobeira. É muita criatividade. Quem tiver a oportunidade de assistir "Pequenas Caquinhas", do grupo Antropofocus, não perca. É muito divertido.

Ah, como foi uma parceria entre Sesc Londrina e Secretaria de Cultura de Ibiporã, não tive de pagar nada para assistir. Bastou levar um quilo de alimento, o que não era obrigatório. A gratuidade deixou a peça ainda mais deliciosa.

Aqui vão alguns vídeos sobre o "Pequenas Caquinhas". O primeiro é o Hospital do Tênis. O segundo é a Galinha sem Penas. Os dois atos fazem parte da peça.





Vale a pena.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Pequenas Caquinhas

Acabei de chegar de uma peça de teatro muito legal. A peça se chama "Pequenas Caquinhas" e é apresentada pelo grupo Antropofocus, que eu não sei da onde é.

Mas eu não vou escrever sobre o espetáculo agora, porque depois a gente foi numa pizzaria, eu comi demais e to a ponto de fazer pequenas caquinhas. Ou melhor, nem tão pequenas assim.

Quem quiser saber mais sobre o grupo, clica aqui.

Amanhã eu escrevo sobre a peça.