terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Segunda-feira 13 do cão

Segunda-feira foi um dia atípico. Para pior. Estava zicado mesmo. Sabe quando você acha que nada mais pode dar errado, mas quem é está errado é você? Foi segunda-feira.

Estou num serviço novo. Estou triando livros didáticos. Depois de triar, o serviço é entregar os livros nas escolas, nas cidades da região. Pois bem, ontem fomos eu, um colega de serviço e um motorista da empresa entregar os benditos livros em Assaí e São Sebastião da Amoreira.

Éramos em três para descarregar cerca de três toneladas de livros. Repara na via-crucis.

1º) Para começar, Assaí parece que foi construída em cima da Cordilheira dos Andes - e de propósito, só para fazer sofrer o carteiro. Um sobe e desce sem fim. Cada escola era um sacrifício, porque o caminhão parava na subida - ou descida - e, ao abrir a porta de trás, imagine a situação dos livros.

2º) Em praticamente todas as esocolas tivemos de descarregar sozinhos, pois as aulas haviam terminado e os alunos foram embora. Na única em que havia alunos o diretor não deixou que ajudassem. Mesmo assim, recrutei cincos piás que ajudaram a descarregar. Me comeram R$ 10,00 de gorgeta.

3º) Nesta mesma escola, o motorista do nosso caminhão quis ir ao banheiro. Foi num que tinha dentro da biblioteca. Mas a bibliotecária saiu, foi almoçar, e o trancou lá dentro. E sai todo mundo atrás da mulher. Mais 40 minutos esperando e uma discussão de baixíssimo nível entre a bibliotecária e o motorista.

4º) O pino do freio de mão quebrou, ou seja, ao puxar o freio de mão, tornava-se praticamente impossível "despuxar". Em algumas escolas, o motorista deixava o caminhão engatado e ficava lá dentro pisando no freio enquanto descarregávamos. Mas nesta última, não houve jeito e o freio de mão teve de ser puxado. Para sair, foram necessários martelos; três chaves de boca; algumas chaves de fenda; muito, muito suor; muita, muita força nos braços; e muita, muita paciência.

5º) Na esquina de cima tivemos que parar porque a porta do passageiro não fechava mais. Conserto de gambiarra.

6º) A Secretaria de Educação de Assaí não quis receber os livros das escolas rurais. Resultado: tivemos que entregar em dois lugares: seção Cebolão e seção Pau D'álho. Pelo nome, você deve imaginar a distância, a condição da estrada e o estresse do motorista.

7º) Finalmente, já estressados, chegamos em São Sebastião da Amoreira. O motorista já não respeitava buracos, que não eram poucos. E os livros atrás... só por Deus. Mas eis que surge, no meio dos livros das escolas de Amoreira, um fardo de livros de uma escola de Assaí.

8º) Terminamos de entregar os livros da segunda cidade e voltamos a Assaí. Entregamos os livros esquecidos. Já passava mais de uma hora do horário previsto para a chegada em Londrina.

8º) Voltando, antes de chegar no pedágio de Jataizinho, ainda na rodovia de acesso a Assaí, apareceram, bem na curva, três meninos correndo, brincando no meio da pista. Um passou na frente do caminhão. O outro, correndo atrás foi passar, mas ao ver o caminhão tão perto, tentou voltar. Escorregou. Caiu. O caminhão passou em cima da perna do moleque. O colocamos dentro do camininhão e...

9º)... voltamos para Assaí (ô cidadezinha assombrada). Lá o menino foi hospitalizado, atendido e passa bem. Vai ter que esperar sarar as queimaduras da perna para depois engessar e tornozelo quebrado. Ainda vai um bom tempo longe das pistas, das lagoas e do futebol.

10º) Fizemos o boletim de ocorrência e ainda tivemos que voltar ao local do acidente com a polícia rodoviária para que o motorista do cominhão contasse sua versão do fato, que o policial desenhasse o local, que fossem feitos todos os procedimentos burocráticos. Seguimos rumo a Londrina, três horas e meia depois do horário previsto.

11º) Parece que estámos com um imã de coisas estranhas. Já em Londrina, conseguimos atropelar uma pomba. VOANDO! Foi pena pra todo lado. Isso sem contar o capacete que apareceu rolando na beirada da pista.

Chegamos quatro horas depois do meu horário de sair. Desci rapidamento do caminhão, me benzi. Cheguei em casa e rezei o terço. Será que faltou oração? Não saio mais de casa sem rezar.

Mas, sabe aquele dia que você acha que nada mais pode dar errado, mas quem é está errado é você? Foi segunda-feira.

2 comentários:

Reinaldo C. Zanardi disse...

A nós descei, divina luz!
A nós descei, divina luz!
Em nossas almas acendei
O amor, o amor de Jesus

Benzer mais um poquinho não vai fazer mal, Danilo. Se cuida, fio, que o sangue de Jesus é poderoso. Hahahahah (risada de respeito)
Abração.

Maiury disse...

Reza Danilo, Reza.
Quando nos fomos para Brasilia
o pneu do onibus furou 2 veses!!!!!
O horario previsto para a chegada era no maximo 8 da manha chegamos meio-dia
Foi falta de oraçao, tenho certeza.



Reza antes de dormi e olha embaixo da cama, cuidado com o fantasma da pomba atropelada!!!!! xD