segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A linda capa do JL

A capa de hoje (dia 6) do Jornal de Londrina é, no mínimo, curiosa. De propósito ou não, essa capa atiçou minha imaginação. Como uma mensagem subliminar, descobri todos os significados.



1º) Os dois candidatos segundoturnistas estão na foto principal, num lindo abraço amável, aconchegando e romântico. Reparem na expressão do Hauly, que olhar apaixonado. Reparem também na mão esquerda do Belinati onde está. Puxando mesmo! A mão esquerda do tucano apertando o braço do ex-cassado. O ex-cassado com a mão direita na barriga do tucano. Pena que o fotógrafo não bateu a foto um segundo depois, senão teria flagrado o kiss. É o dead line.

2º) Na foto de baixo, o Barbosa, indignado. Não porque não vai para o segundo turno, mas por ciúmes mesmo. Se você reparar bem, há um discreta lágrima. "Por que não eu, ai, ai". Opa, esse era o Amadeu.

3º) Na foto de cima, um eleitor protestando contra tanta infidelidade, tanta falta de amor de um para com o outro, tanta traição. Ele se sente um palhaço diante disso.

4º) A foto pequena do meio mostra outra eleitora indignada por sair na capa mais boiola de todos os tempos do JL. Quis nem mostrar o rosto. Com certeza, quando ficou sabendo que seria capa do jornal, mudou o voto e não votou em nenhum dos três.

5º) E a manchete: "Eleitos no primeiro turno já pensam em fechar alianças". Casar né.

Mas fala sério gente, o amor é lindo, não é?

O absorvente

Vou contar como foi a primeira (e única) vez que eu usei um absorvente. Foi um pouco traumático para mim, por isso é que estou contando somente agora, depois de tanto tempo, afinal, já faz quase quatro anos. Agora é que eu superei – parcialmente – o trauma.

Eu estava no 1º ano da faculdade e ia de van todos os dias para a aula. Mas aquele dia era especial, pois era o meu aniversário. Ninguém disse nada para mim quando entrei na van. Pensei: “Esqueceram”. Mas fingi que não dei bola. Na volta da aula, ao passar numa outra universidade para pegar umas outras alunas lá, a surpresa:

Um bolo enorme entra na van nas mãos de alguém e todo mundo começa com o “Parabéns pra você, etc etc etc”. Lógico, fiquei feliz com o presente, até porque não estava esperando. Cortamos o bolo, todo mundo comeu, refrigerante pra cá, vinho pra lá.

Quando sobrou um pedaço, me fizeram carregar aquele pratão com pedaço do bolo, no colo. A Larissa disse assim: “O bolo é seu, então leva”. Nem reclamei estava levando. De repende estava eu bem feliz com o bolo no colo quando a Larissa mete uma régua no glacê e taca na minha cara. Quando achei que tinha acabado, a própria Larissa enche a mão e depois a esvazia. Na minha cara de novo. Aí, lambuzou tudo mesmo.

Não conseguia nem respirar mais. Fiquei ali um tempo, imóvel, com a cara cheia de glacê, quando pedi um pano para limpar. Ninguém tinha, a não ser ela. A Larissa (já deu para perceber que não se pode esperar coisas muito boas e gentis desta garota).

Não entendi quando ela tirou aquele saquinho de dentro da bolsa. Abriu e me deu. Disse: “passa”. Não era um pano, era o absorvente. Tive que passar aquilo na cara. Limpei tudo certinho. Foi até bom, era rosinha, cheiroso e macio. A mulher deve se sentir bem usando aquilo. Mas só passei na cara, não testei em mais nenhum lugar.

Depois de limpar, jogaram o absorvente para fora da janela (não sei porque não chamam de curativo, afinal, tem a mesma função de um Band-Aid, por exemplo. Enfim).

Por isso, aquele aniversário ficou marcado como o dia em que usei absorvente pela primeira (e única) vez. Todos da van são testemunhas.



Mas fiquei pensando. E quem foi varrer a rua no outro e achou aquele absorvente cheio de glacê, o que deve ter pensado?

domingo, 5 de outubro de 2008

Eleições jataizinhenses

Com 100% dos votos apurados aqui na minha cidade (mais rápido que em São Paulo), já temos o resultado das eleições.

Para prefeito, foi reeleito o Vilsinho, com 67% dos votos válidos, contra 37% do Dirceu Urbano.

A contagem agora é de acordo com as MINHAS contas, baseadas no resultado que apurei no UOL Eleições. Fiz as contas e deu nisso.

Para vereador, estão eleitos:
Bidu (PRB) – 364
Paçoca (PDT) – 347
Alex Faria (PRB) – 341
Jorginho (PDT) - 313
Ivone Baroto (PDT) – 309
Laércio Quitério (PTB) – 292
Bruno (PDT) – 245
Miriam do Noronha (PSB) – 244
Marcinho (PSB) – 216

O 6º mais votado foi o Diego Furlan (que tentava a reeleição), mas não entrou por causa daquele lance complicadíssimo de quociente eleitoral, coligações e tudo mais. Em seu lugar, entrou o Marcinho, que foi o 10º mais votado.

No mais, com exceção do Diego Furlan, é claro, foram eleitos os mais votados mesmo.

COMENTÁRIO (não agüentei):
Ê Jataizinho!

Tem um povo que perpetua dentro da Câmara de Vereadores. Porém, há esperanças. Talvez seja o caminho para uma renovada, afinal, entraram algumas pessoas de bem e honestas. Talvez, não as mais capacitadas, mas com boas intenções.

Isso me dá esperança. É nos novos que eu aposto minhas fichas.

Só uma perguntinha

Por que em dias "normais" não se pode andar de moto sem capacete; de três na moto; com o braço ou quase o corpo todo para fora do carro, na janela; buzinando feito louco; pegar rabeira nos caminhões; sentar no capô do carro; ou andar na contramão; e na passeata do candidato vencedor pode?

Meu voto e meu amigo

Duas coisas aconteceram hoje, agora a pouco, quando fui votar. Uma boa e outra ruim.

Primeiro a ruim, pra terminar bem.

Ainda estava indeciso na hora de votar para prefeito. São apenas dois candidatos. Um, o atual, água morna, não caga e nem sai da moita. O outro, já foi presidente da Câmara de Vereadores e quer se eleger pela primeira vez, mas não está em boa companhia.

Cheguei à urna. Ainda indeciso, digitei o número de um dos candidatos. Pensei um pouquinho e apertei "CORRIGE". Comecei a achar melhor votar no outro. Digitei o número do outro. Pensei melhor e apertei, novamente, "CORRIGE". Novamente fiquei indeciso.

Acho que o mesário estava pronto para sair da mesa e vir me ajudar. Resolvi digitar novamente o número do primeiro que eu havia digitado. Desta vez, para não ter erro, digitei rapidamente e já apertei "CONFIRMA", apesar do dedo, como num ímã, pender para o meio, querendo apertar novamento "CORRIGE".

Na urna deveria ter uma opção "VOTO CERTO". Que bom se a gente pudesse ver o futuro e saber qual candidato seria melhor. Ou menos pior, no caso da minha cidade.

Mas a notícia boa é que, ao sair do local da votação, uma mão bateu no meu ombro. E, qual não foi a minha surpresa, era o Glen, um grande amigo meu que havia mudado para Faxinal há quase um ano. A gente tinha perdido o contato totalmente, mas ele ainda vota aqui.

Conversamos um bom tempo em frente ao colégio. Com um certo saudosismo, confesso, mas é sempre bom encontrar amigos. Fui para casa feliz da vida, e até esqueci de eleições.

Pelo menos uma boa notícia hoje.

sábado, 4 de outubro de 2008

15 minutos

Neste momento estou numa lan house. Não, meu computador não deu pau. É que o Guilherme, amigo meu, colocou 15 minutos para eu mexer, enquanto ele fica aqui do meu lado, mexendo em outro computador.

13 minutos.

Então, acabei pensando. O que eu faço em 15 minutos? Vou escrever no blog.

Mas, eis a questão, o que escrever? O problema é que não é apenas escrever. É preciso pensar, organizar idéias, pensar de novo para depois escrever. E isso leva tempo. Na maioria das vezes, mais do que 15 minutos. Pelo menos no meu caso.

Por isso, não estou pensando muito para escrever isso aqui não. Até porque, agora só faltam 7 minutos.

5 agora.

O que se faz em 15 minutos? Em 15 minutos é possível compor uma canção; é possível escrever um monte de asneiras (assim como eu agora); é possível ficar bêbado; é possível ficar com uma garota; é possível arranjar uma encrenca; é possível fazer um filho; é possível não fazer um filho; é possível comer um pão; é possível dormir assistindo jogo do Corinthians; é possível dormir ouvindo Adriana Par-tim-pim; e possível também escrever pelo menos uma página de TCC.

Enfim, dentre tantas coisas mais interessantes para fazer, por que fui escolher logo escrever no blog?

2 minutos.

Acho que é vício.

Por isso, é melhor eu salvar logo, porque meu tempo está acabando. Meu Deus, tenho que arranjar coragem para fazer coisas importantes.

Menos de 1 minuto.

"PUBLICAR POSTAGEM"

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Amizade

13h30
Danilo: Alexandre, vou viajar para a praia hoje à tarde.

Alexandre: É mesmo? Será que tem vaga pra mim?

Danilo: Acho que tem.

Alexandre: Então eu vou também.

17h
Alexandre (Jataizinho): Bárbara, eu vou pra praia hoje daqui a pouco. Vamos?

Bárbara (Ibiporã): Vamos.

18h30
Partimos.

Sem dúvidas, foi a melhor viajem que já fiz. Simplesmente pelo inesperado, pelo inusitado, pela amizade. De repente assim. O Alexandre me mandou uma mensagem outro dia pelo orkut dizendo que estava conversando com a Bárbara e lembrando das trapalhadas. Eu respondi concordando e lembrando mais coisas. Saudosismo total, mas legal.

Alexandre, você se lembra de quando a gente brincava junto com os brinquedos de Kinder Ovo? A gente vivia trocando os brinquedos, mas eu sempre te enganava (ou você era bobo mesmo). Você me dava camerazinhas que a gente olhava dentro e passava até um filminho. E eu te dava uns bonequinhos feios que nem desmontavam.

Você se lembra dos tenebrosos tempos de Kuntakintê? Meu Deus! Uma vez a gente estava indo para o ensaio e você pegou uma “carona” na pedaleira da bicicleta do Gustavo. Apavorado, você pulou e caiu quase debaixo do caminhão! Quanta trapalhada!

Ah, e setembro lembra o quê? É, foi em setembro que você me chamou para entrar no caralzinho da igreja! “Crianças, amemos a bíblia, que nos CRÁS tão grande alegria”. Até hoje não sei porque você cantava “CRÁS” e não “TRÁZ”, que era o certo.

Lembra quando a gente passou no vestibular? A gente ficou careca! O churrasco na sua casa com toda a turma e, por fim: TELECAR! Meu Deus, nunca achei que iria receber um telecar. Tomara que tenha sido o último...

E os seus estresses. Lembra da vez, lá no ginásio, que você entrou na sala de aula e (não me lembro o que eu falei) você entrou dando guardachuvadas em mim. Mas eu até já acostumei com os estresses. Sempre você tem de dar um piti. O último, na praia, lembra? Puro ciúme da Bárbara!

Dia do piti em Camboriú

Fora também as vezes que eu quebrei o galho pra você na catequese. Sábado de manhã, 8h30, liga o Alexandre pedindo pra eu dar catequese pra ele... ÀS 9H! E sai o Danilo correndo. Mas você tem de admitir que a última eu fiz um encontro dos mais legais... com entrevista com o padre e tudo.

Outro dia você me disse assim: "Danilo, você é o único amigo com quem eu ainda convivo desde criança. Talvez seja por causa da igreja, da faculdade, por estar fazendo coisas parecidas. Será que um dia a gente vai ficar longe?"

Olha, pensei bem e conclui: é inevitável, afinal, cada um escolhe um caminho diferente. Eu gosto do que eu faço. Você também. Por isso, a gente sabe que, mesmo não querendo, o momento de partir está chegando. Eu terei de sair debaixo das asas da minha família e dos meus amigos para ir embora. Você também. Afinal, como diria o poeta: "Mas ela sabe qeu depois que cresce, o filho passarinho e quer voar..."

Mas eu tenho certeza que o vai nos sustentar na caminhada pelo mundo é um passado bem vivido, são as amizades feitas, é a relação com a família e as boas lembranças. E isso, com certeza, não falta.

Todas as minhas boas lembranças são "culpa", em grande parte, dos meus amigos. E entre eles, pode ter certeza, você sabe que está.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Um momento só meu

Em plena segunda-feira de manhã (hoje) saí de casa para fazer uma entrevista com uma senhora lá em Cambé. Com a correria do TCC, não há tempo para descanso nem no final de semana. E muito menos no meio dela.

Terminei a entrevista, mas ainda era muito cedo para ir trabalhar. Resolvi dar uma paradinha na beira do Igapó.

Sentei na grama, peguei o livro de crônicas de Machado de Assis e comecei a ler, ao som dos passarinhos e sentindo de leve a brisa que passava por ali. Depois de algum tempo lendo, detei e cheguei a cochilar.

O lago Igapó é demais

Não se esqueçam: era uma plena manhã de segunda-feira.

Foi revigorante. Depois de um final de semana doente, com febre e uma gripe miserável, me senti bem melhor. Tanto que perdi a preguiça e estou escrevendo agora no blog, depois de quase uma semana.

Queria poder ter momentos assim todos os dias. E tem gente que mora em Londrina, às vezes, perto do lago, e não aproveita.

Ah, se houvesse um lugar assim em Jatazinho. Que bom é ter um momento só meu.

Pena que durou pouco. Estou de volta à correria.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Desgosto total

Meus amigos, só uma pergunta:

Tem coisa pior do que assistir jogo do Palmeiras, com time totalmente reserva, contra um conhecidíssimo tal de Sport Áncash do Peru, no Peru, pela Copa Sulamericana, num estádio vazio, onde cabem não mais que 8 mil torcedores, num campo de grama de mentira, os jogadores de tênis, em plena noite de quarta-feira, ouvindo o Godói dar medalha para o árbitro, e ainda por cima o jogo terminar num 0x0?

Tem.

Ouvir os comentários do Neto.

É de doer.

domingo, 21 de setembro de 2008

O jogo mais difícil do mundo

Descobri o jogo mais difícil do universo! Parece bobo, mas não é.

São 30 fases que você tem de passar morrendo o menor número de vezes possível. É incrível!



A imagem acima é da 1ª fase. A mais fácil. No meio da imagem, acima do joguinho, há a indicação da fase em que você está (1/30). No canto superior esquerdo a indicação é do número de vezes que você já morreu.

À primeira vista parece moleza, mas não é. Experiência própria.

Você é o quadrado vermelho. O objetivo é levar esse quadrado, com as setinhas do teclado, de uma área verde a outra. Tudo isso sem tocar nas bolinhas azuiz, que ficam circulando pela área do jogo. Há fases em que, além disso tudo, você deve pegar algumas bolinhas amarelas para passar de fase.

Eu não consequi passar da 10ª fase. Quande cheguei nela, estava com cerca de 300 mortes. Quando parei de jogar, já estressado e dando murros no monitor (como se isso adiantasse), já estava com 620 mortes no currículo.

É pura paciência. E, conforme você vai perdendo, essa paciência vai diminuindo, o que torna o jogo ainda mais difícil. É quase uma terapia anti-estresse.

Entre no jogo mais difícil do mundo e tentem. Quem conseguir passar da fase nº10, me avisa e me conta como é a 11ª.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A Globo caindo, caindo, caindo...

As novelas da Globo estão cada vez mais em baixa. O UOL publicou os demonstrativos de audiência com as novelas emissora desde de 2.000 e mostrou como o telespectador está ficando de saco cheio das mesmices.

Confiram a matéria.

18/09/2008 - 11h38
Ibope de novelas desaba na Globo; veja a queda
Ricardo FeltrinColunista do UOL

Pela primeira vez na história da Globo o ibope das novelas é preocupante. Muito preocupante. Com exceção da atual novela das 19h, "Três Irmãs", a teledramaturgia global atravessa uma fase sombria sem precedentes. Embora ainda esteja em primeiro lugar no mercado, a hegemonia da Globo em novelas está ameaçada. E em queda, tanto no país como na praça mais importante: a Grande São Paulo.

Mensuramos a queda no ibope. Gráficos abaixo mostram a performance das novelas da Globo desde 2000. Ooops! publica o raio X dos três horários novelas.

Agora, clique aqui e confira toda a matéria. Lá na página do UOL tem os demonstrativos, inclusive com gráficos, da queda da audiência nas novelas das 18h, 19h e 21h.

Viva os mutantes!

Sandy casou e Maisa ficou

Duas notícias me abalaram profundamente. Uma da semana passada e outra de ontem. As duas estão publicadas no UOL Notícias.
..............................

A da semana passada é que... A SANDY, DA SANDY-JUNIOR, SE CASOU!

Segundo o UOL, foi com o violinista Lucas Lima, da Família Lima, lembram?

Mas acontece que eu fiquei muito chateado com essa notícia. Simplesmente por saber que a Sandy, da Sandy-Junior, não é mais virgem! Droga! não gosto mais dela!

Esta era uma das dúvidas a respeito da cantora. Agora resta apenas uma dúvida sobre a Sandy, da Sandy-Junior:

A Sandy, da Sandy-Junior, faz cocô?

Mas que pergunta não é... é claro que não! Deeeerrr!
............................

A segunda notícia também me abalou demais e me deixou muito precupado. A notícia é que a Maisa renovou o contrato com o SBT e vai ficar na emissora até 2011!

É muita sacanagem com a gente, pobres pagadores de impostos! Bom, se bem que a apresentadorinha de seis anos anda desbancando Record e Globo nas manhãs de sábado.

Mas o que o Silvio Santos faz com a menina é desumano. Porque não o denunciam por exploração de trabalho infantil? Aqui em casa, se meu primo de oito anos é colocado para varrer a casa, é perigoso minha tia ser presa, mas na TV tudo é lindo.

O pior de tudo é que a menina recebeu elogios da Rainha dos Baixinhos e agora pronto. A Maisa vai querer ser igual a tia Xuxa quando crescer. Tomara que seja mesmo.

Que tenha uma alma santa e imaculada como a da titia. Afinal, a Xuxa só transou uma vez na vida. E nasceu a Sasha. Mas Deus já perdoou.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Fora do ar. Que pena!

Meu amigo Junior Mohr tirou o blog dele do ar. Excluiu mesmo. Sem dó, nem piedade.

Estou tirando também das minhas indicações.

É uma mente criativa se escondendo. É um ótimo blog que se vai. Diante de tantas porcarias que existem por aí, é realmente uma pena que não possa mais nos brindar com seus textos.

Também ainda não sei o motivo da exclusão, mas, a princípio, é uma lástima.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

25 anos num dia só

Sábado (dia 13) foi o aniversário de 25 anos da Pastoral da Criança. Por isso, foi preparada uma grande comemoração em Florestópolis, cidade onde foi implantada a pastoral.

Isso mesmo. A Pastoral da Criança, reconhecida em todo o Brasil e no mundo, que salvou e ainda salva a vida de milhares de crianças de 0 a 6 anos, que acompanha as gestantes e realizadas tantos serviços com as comunidades pobres, começou aqui pertinho, em Florestópolis.

Na época, o município era um dos mais pobres do Paraná, onde morriam 127 crianças para cada 1000 nascidas vivas. Onde a Pastoral, com ajuda de voluntários, conseguiu reduzir este índice a praticamente zero. Mas isso é só uma parte. Quem quiser saber mais, entre no site da Pastoral da Criança, clicando aqui.

Porque o que eu quero contar agora é a minha aventura à Florestópolis. Sabe quando a gente pensa que nada mais de errado pode acontecer? Pois bem, sempre pode piorar.

Para começar, a prefeitura daqui de Jataizinho disponibilizou o pior ônibus para levar a gente. Eu digo o pior mesmo. Mais abaixo tem a foto dele. A velocidade não passava de 50km/h. Na descida.

Foi toda a equipe da pastoral daqui e eu no meio. Estava fazendo assessoria de imprensa para a pastoral de Londrina e tinha uma entrevista agendada com Zilda Arns, fundadora da Pastoral.








Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança


Quando chegamos em Bela Vista do Paraíso, o motorista fez o favor de errar o caminho. Entrou errado num trevo e estava indo para Londrina. Mas era só olhar a placa que estava escrito em letras garrafais: “Florestópolis =>”. Mas ele virou assim <=. Tentando fazer uma manobra para voltar, já que o retorno nunca chegava, o motorista deu ré numa estrada de terra para retornar. Ao final da manobra, ouve-se um CLAC! O ônibus quebrou.

Ele ainda conseguiu seguir mais um pouco até chegar em Bela Vista, onde ele parou. Mas o cheiro de borracha queimada já estava insuportável, porque a roda começou a pegar na lataria do ônibus e o aroma já estava nos entorpecendo. Teve que parar, afinal, a frente do ônibus andava na pista e as rodas de trás, no acostamento, tão torta estava a carroça. E olha que não era 8h30 ainda. Restou-nos pedir carona.









Olha a situação do ônibus!

A faixa ajudou e logo parou um ônibus. De Andirá, que estava indo para lá também. Como só cabiam mais seis pessoas, tratei de correr e garantir meu lugar, minha matéria e minha entrevista com a Zilda. Entrei. Até minha mãe ficou para trás. Depois, o resto do pessoal (umas 30 pessoas) pegaram carona no ônibus de Ibiporã que passou por lá.

Mas não foi melhor que a minha carona, que teve lanchinhos e mais lanchinhos. Refrigerante, chazinho e poltrona reclinável. Quando, enfim, chegamos, fomos tomar o café da manhã e partir para o negócio.

Descerraram uma placa comemorativa e partiram em caminhada para um palco, montado perto do ginásio de esportes. Cerca de 1000 metros de caminhada. E quem disse que alguém conseguiu acompanhar a Zilda Arns... 75 anos, parece maratonista. Ela partiu em caminhada e eu nas minhas entrevistas.

Entrevistei jovens que foram atendidos pela pastoral e hoje são até líderes, mães cujos filhos são atendidos pela pastoral, ex-crianças que hoje são até mães e pais de família, líderes antigos. Paranaguá, Curitiba, Maringá, tudo quanto é cidade estava lá. Mas ainda faltava a entrevista com a Zilda. Corri muito, já estava exausto.

Mas ela havia me prometido a entrevista na sexta-feira quando a fomos busca-la no aeroporto. Não podia me decepcionar. Até que, após o almoço, consegui uma carona no carro dela. Mas...

Zilda: Você está com muita pressa?

Danilo: ...não...

Zilda: Então eu vou descansar primeiro e depois a gente conversa.

Danilo: Tá... (drogaaaaaaaaaa!)

50 MINUTOS DEPOIS

Volta dona Zilda. Mas àquela altura, ela tinha que voltar, pois já estava na hora do encerramento do evento, com a missa. E a atração principal ali era ela própria.

Insisti e fiz a entrevista. Não deu tempo de perguntar tudo, mas creio que perguntei o mais importante. Foi uma entrevista super legal. Ganhei o dia.

Apesar de todos os imprevistos, percalços e tudo mais, consegui realizar meu objetivo. Afinal, o sacrifício vale a pena se é por uma causa justa. É a Pastoral da Criança.

OBS 1: Para voltar, mandaram um outro ônibus buscar a gente. Quanto ao outro, devem ter vendido para o ferro velho. E bem baratinho.

OBS 2: Se querem saber o resultado da aventura, pode acessar o Webjornal ComTexto na semana que. Vai ter matéria e a entrevista com a Zilda Arns, junto com a matéria sobre os 25 anos da Pastoral da Criança.

sábado, 13 de setembro de 2008

Dunga, vai tomá no c...!

Hoje é vez do técnico anão da seleção mixuruca brasileira de futebol teórico.

Certa vez assisti um filme da Disney que tinha um moça de pele branca como a neve e cabelo pretos como ébano. Na história, uma madrasta invejosa quer matá-la porque não pode haver no reino mulher mais bela que ela própria. Por isso, a madrasta má manda que matem a menina, mas ela consegue fugir para a floresta e encontra sete anões.

Um deles, o mais bobo, mais submisso e mais orelhudo, é totalmente parecido com alguém que vive de verdade entre nós.












O técnico da seleção

Mas nem sempre foi assim. Nas categorias de base, tanto do Internacional, como do Brasil, Dunga sempre foi o líder, sempre falou, sempre gesticulou, sempre cobrou raça. Coisa que ele tinha de sobra.

Na copa do mundo de 1994 e 1998, ousou meter a boca em Romário e Ronaldo, os queridinhos da CBF. Era um pega pra capar! Era o técnico dentro de campo. Ai se alguém não jogasse direito. Hoje não é técnico nem no bando de reservas.

Hoje em dia, no comando da seleção, entra mudo e sai calado. Às vezes, modifica o jeito: entra calado e sai mudo. Abre a boca só para elogia o desempenho da seleção. Só se for de qualquer outra seleção!

Cede às pressões. Ou algém ainda acha que foi ele quem quis convocar o Ronaldinho? Se foi, é burro mesmo. Mas já foi colocado lá, mesmo sem experiência de treinador, porque a CFB já sabia que seria assim. Ai, se fosse o Felipão!

O anão da Branca de Neve








Está aí a outra diferença entre o técnico anão e o anão: o primeiro nasceu falador e líder e depois se tornou o anão da Branca de Neve. O segundo, nasceu mudo, continuou mudo e ficou mudo para sempre como o anão engraçadinho e submisso da Branca de Neve e, por isso, merece um desconto.

Dunga, seja firme! A não ser que seja essa a situação que você quer...

Espelho, espelho meu! Existe algum técnico pior do que eu?
Acho que esta é a outra parte em que as histórias dos anões se diferenciam, afinal, no caso da madrasta má, a resposta é "sim". No caso verdadeiro, a resposta é um sonoro "não", depois de uma sonora gargalhada do espelho.

Por isso

Dunga, VAI TOMÁ NO C...!