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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Evangelho de Barrabás



Imagine um Jesus azarado.

Pois esta é a melhor descrição para Barrabás em "O Evangelho de Barrabás", de José Roberto Torero e Marcus Aurélius Pimenta. Os autores recriam a história de um personagem que apareceu só lá naquele julgamento em que Jesus foi condenado à cruz, mas ninguém mais sabia qualquer coisa sobre ele.

Vale lembrar: "Barrabás" significa "Filho do Pai", que lhe deixa ainda mais semelhante a Jesus.

No livro, lançado em 2010, Barrabás aparece como um contemporâneo de Jesus. Seus pais também se chamam José e Maria. Barrabás e José também acreditam que a criança é fruto do Espírito Santo, mas os cabelos vermelhos não negam quem é o pai. No livro isso fica mais claro.

Há até uma passagem em que a Sagrada Família se encontra com a família de Barrabás, porque os dois vão se alistar em Belém na época do Nascimento. Barrabás também ganha presentes, mas o destino dele é bem diferente.

O rapaz é tão azarado que (não sei se é essa a intenção dos autores) o leitor acaba tendo um simpatia por Barrabás e acaba entendendo o tal comportamento desordeiro, como é retratado na Bíblia.

Os capítulos são curtíssimos, coisa de duas páginas ou três. E há capítulos muito engraçados como quando Barrabás surfa sobre as águas, ou quando ele transforma a água em vinho, ou ainda quando ele começa a disseminar a religião do Barro, o Barrabismo, e também quando ele é absolvido no julgamento com o nazereno.

Ah, e tem uma outra personagem importantíssima: Maria Magdalena. Ela é a primeira mulher de Barrabás, mas tem a cabeça muito confusa e acaba traindo o amante e indo seguir outros profetas, entre eles um nazareno, cujo nome não é citado no livro.

É uma história interessantíssima, claro, sem nenhum valor histórico. Histórico mesmo, só a brilhante ideia dos autores de reproduzirem a vida de Barrabás de forma tão engraçada.

Para aqueles que pensam "Nossa, esse livro é uma blasfêmia", ou então "Que pecado, estão tirando sarro da Bíblia", podem ler, porque ele não cita em nenhum momento o nome de Jesus, apenas conta a história de Barrabás. Qualquer semelhança, pode ser mera coincidência. Ou não. Depende do ponto de vista do leitor.

E o final é bem legal.

O problema é que ele ainda não existe no sebo, porque é muito novo. Comprei na livraria e paguei R$ 36,00.

Mas vale a pena.

E aqui vai um vídeo de divulgação do livro. É uma entrevista com Jesus e Maria Magdalena.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Abusado



Abusado, de Caco Barcellos, conta a história do morro Dona Marta do Rio de Janeiro, tendo como personagem principal o traficante Marcinho VP, que no livro é chamado de Juliano VP. Mas esse Marcinho VP não é mesmo Márcio Nepomucemo, que está preso no Rio de Janeiro.

Em forma de livro reportagem, "Abusado" tem uma leitura bem dinâmica e uma linguagem bem fácil. Também capítulos curtos, o que eu gosto bastante. Apesar das quase 600 páginas, li em uma semana, porque "Abusado" é desses livros que te prendem da primeira à última página.

Confesso que teve vezes em que eu coloquei o relógio pra despertar meia hora mais cedo só pra ler mais um pouquinho. E ficava até de madrugada lendo. Li bem tarde (era pra eu ter lido na época da faculdade) e confesso que me arrependi, deveria ter lido há mais tempo.

Este é Marcinho VP. No livro ele está sob o pseudônimo de Juliano VP. Caco quis preservar a identidade do traficante, na época, preso em Bangu.

No livro há passagens muito interessantes. Por exemplo, o clipe "They don't care about us", do Michael Jackson, foi gravado na favala Santa Marta e o astro americano contou com a proteção da turma de Juliano. Depois disso, houve o episódio das entrevistas publicadas nos maiores jornais do Rio de Janeiro, que tornou Juliano o traficante mais procurado do Rio.

Lendo, o leitor entende como o tráfico funciona e porque tantos meninos e meninas das favelas entram para o tráfico e querem ser traficantes desde crianças. Mesmo mostrando o lado humano de um traficante, Caco procura deixar claro que Juliano não está no caminho certo e nem que o tráfico de drogas seja o único caminho para o favelado, embora o traficante seja tratado como uma espécie de herói pelos moradores da favela.

O livro foi publicado em 2002, dois meses antes da morte de Juliano na cadeia. Aliás, na época da publicação do livro, a maioria dos entrevistados do livro já haviam morrido na guerra do tráfico.

"Abusado", portanto, é leitura obrigatória. Prometo que, apesar das 600 páginas, parece que tem 30. A maneira de escrever de Caco Barcellos prende o leitor e a leitura flui rapidamente. Os olhos vão como pardais pelas páginas.

Aliás, Pardal é o nome de um dos personagens do livro.

Bom, sem mais, fica a dica. Seja abusado e leia.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Três livros do Jô Soares



O primeiro deles é também o primeiro escrito por Jô Soares. Em "O Xangô de Baker Street", o famoso detetive inglês Sherlock Holmes aparece no Brasil, a pedido de Dom Pedro II, para resolver o mistério do sumiço de um violino Stradivarius raríssimo. Aí ele descobre que o roubo tem ligação com alguns assassinatos de mulheres.

O livro mistura personagens reais com personagens fictícios. Lugares reais do Rio de Janeiro do final do século XIX em uma história muito bem contada. Dos três livros do Jô que li, foi o que mais gostei.

O mais legal é que a história reinventa a origem de várias coisas tradicionais, como a caipirinha, piadas folclóricas e personagens que surgiriam nos anos posteriores em filmes e histórias em quadrinhos (não vou contar quem é porque senão vai perder a graça, mas é bem famoso). E nesse caso, acontece algo que Conan Doyle, criador de Holmes, jamais ousaria contar em seus livros. Um deles é que o detetive mais famoso da história da ficção era virgem. O outro eu não posso contar.



O segundo livro que li foi o terceiro escrito pelo Jô: "Assassinato na Academia Brasileira de Letras". A história é simples e se passa no início do século, também no Rio de Janeiro. Assassinatos começam a ocorrer com os imortais da Academia. Um detetive chamado Machado Machado tenta desvendar o crime. O final é feliz.

Foi o que eu menos gostei, porque a história e os acontecimentos foram muito óbvios e eu mesmo descobri o assassino antes dos detetives. O final não é tão emocionante quanto eu pensei que fosse ser e acontecem coisas muito mirabolantes, impossíveis de acontecer de verdade. Mas a história é boa e vale a pena ler.



O terceiro livro, que é o segundo escrito por Jô, é o mais diferente de todos. "O Homem que Matou Getúlio Vargas" conta a história de um tal Dimitri Borja Korozec, filho de uma artista de circo de São Borja (daí o sobrenome) filha bastarda do pai de Getúlio, e um anarquista da Bósnia.

Dimitri é treinado desde adolescente em uma escola terrorista na Bósnia e rapidamente se torna um dos pupilos. Mas o fato de ter um dedo indicador a mais em cada mão sempre o atrapalha nas missões.

Dimitri, que é um personagem inventado, acaba tendo participação importante em vários dos principais acontecimentos do século XX, como a Segunda Guerra Mundial, o atentado contra o presidente Roosevelt dos EUA, a crise de 1929, a gripe espanhola no Brasil. Se relacionou com Mata Hari, Al Capone, atores de Hollywood e muitos outros figurões. Inclusive ele foi o responsável pela condenação de Al Capone e pela morte de Vargas.

A leitura é muito dinâmica, com capítulos curtos e eu gostei muito da história. Recomendo. Dimitri é um personagem cativante, destes que marcam para sempre.

Observações

Algumas coisas são comuns nos três livros: as histórias se passam todas no Rio de Janeiro e mais ou menos nas mesmas épocas; em todos os livros há um personagem anão; os personagens principais são muito parecidos. Tudo isso dá a impressão de que, ao ler um livro após o outro, você já leu aquilo em algum lugar, mas não se lembra onde.

Mesmo assim, gostei muito de ter lido Jô Soares e recomendo.

Veremos agora, quais serão minhas próximas aventuras literárias.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Clube dos Anjos


O mais legal em "Clube dos Anjos" é saber o que vai acontecer e mesmo assim ainda surgir aquela vontade incontrolável de ler.

E é exatamente isso o que acontece com os personagens do livro, mas de um jeito muito mais trágico. Ele são pegos pelo pecado da gula.

Aliás, o livro faz parte da Coleção Plenos Pecados, que tem sete livros e cada um fala de um pecado capital. Esse é sobre a gula. O autor é SÓ Luis Fernando Verissimo, que não é bom pra falar, mas é o cara para escrever.

A história é sobre um grupo de amigos que se reúnem todos os meses há mais de vinte anos para comer. Mas há algum tempo os jantares estão meio sem graça. Até que um deles, Daniel, que é o narrador da história, resolve chamar um cozinheiro especial e o grupo reanima.

Mas após cada jantar, um deles morre. Coincidentemente, sempre aquele que mais gosta do prato do dia. O jantares vão acontecendo, as mortes se sucedendo. Mas o legal é que, mesmo sabendo que vão morrer, eles não resistem à última garfada.

E o talento de Veríssimo me prendeu até a última linha.

Pensando bem até que morrer comendo não seria má ideia. Morreria feliz...

Ai, bate na madeira.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O Chalaça



Comprei o livro "O Chalaça" por alguns motivos.

1º) O escritor é José Roberto Torero, que eu gosto muito e já li muitos livros dele. Ah, ele tem um blog, que está ali do lado direito do blog, na minha lista de blogs.

2º) Porque com esta obra, Torero ganhou o prêmio Jabuti, um dos principais da literatura brasileira.

O nome inteiro do livro é "Galantes memórias e admiráveis aventuras do virtuoso conselheiro Gomes, o Chalaça".

Por meio de um trabalho de pesquisa, Torero conseguiu fragmentos do diário de Francisco Gomes da Silva, um português que embarcou de gaiato para o Brasil com a família real portuguesa em 1808 e, de simples barbeiro, passou a conselheiro e melhor amigo do imperador Dom Pedro II.

Mas o legal é que, como é um diário, ficamos sabendo de fatos muito engraçados e curiosos, da excentricidade de Dom Pedro, das noitadas do imperador e de seus inseparáveis amigos. Por meio de um diário, Gomes acaba contando parte da história do Brasil, desde quando conheceu Dom Pedro até a morte do imperador, em Portugal.

São capítulos curtos e a linguagem é um pouco arcaica, mas tem um humor muito sutil. Confesso que demorei para ler porque é um pouco cansativo, apesar de não ser tão longo. Mas o final é muito legal e surpreendente.

Vale a pena. Paguei R$ 8,00 no sebo.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Anjos e Demônios


Uma boa dica para quem quer muita ação, aventura e suspense é o livro "Anjos e Demônios", do Dan Brown.

Ele escreveu este depois de "O Código Da Vinci", mas a história é anterior àquele. É a primeira aventura do professor de simbologia de Harvard, Robert Langdon. Desta vez, ele é acompanhado de Vittoria Vetra, filha de um cientista que é assassinado, supostamente por uma fraternidade secreta chamada Illuminati, a qual, Robert Langdon acreditava que estivesse extinta há várias décadas.

O cientista assassinado quer provar a existência de Deus através da ciência, ou seja, provar que Big Bang foi obra divina. A tecnologia que ele produz - a antimatéria - embora possa provar a teoria do cientista, é muito perigosa, pois pode se tornar uma arma nuclear jamais vista. Esta antimatéria então é roubada e instalada dentro do Vaticano bem no dia do Conclave. Tudo isso enquanto cardeais são sequestrados e vão morrendo um a um.

Assim, Langdon e Vittoria Vetra vão tentar descobrir onde está a antimatéria, salvar os cardeais e descobrir o esconderijo secreto dos Illuminati. Tudo isso em algumas horas. Por isso é que a leitura é alucinante. Ah, são capítulos curtos.

Notei muita semelhança com "O Código Da Vinci", o que, para mim, tornou parte do livro chata e sem muita novidade. Algumas semelhanças: fraternidade secreta; um homem e uma mulher; cógidos; poesia de pintores e cientistas para descobrir algumas coisas (Da Vinci e Isaac Newton em um e Bernini e Galileu no outro). Isso o deixou meio previsível em algumas partes.

Há também alguns erros meio por falta de pesquisa do autor, eu acho.

Por exemplo, o celibato, segundo a Igreja Católica, não é apenas se privar do sexo. Pelo contrário, a abstinência ao sexo é consequência do celibato, já que a igreja admite o sexo só depois do casamento. E se padres não podem casar, consequentemente, também não podem ter vida sexual. Assim, o celibato, antes de ser abstinência ao sexo, é também renunciar ao desejo de constituir família. Portanto, se um padre tem um filho, mesmo que seja por inseminação artificial, está quebrando o voto do celibato. Ao ler o livro, lá no final, é possível entender melhor esse erro do autor.

Outra coisa que me incomodou também foi o tratamento dado à parte jornalística da história. Os personagens repórteres que aparecem no livro são absurdos. O autor mostrou que não entende bulhufas de técnica jornalística, com textos bem "senso-comum" e sem técnica e repórteres dando informações sem checa, inventando fatos e falando coisas sem sentido. Bem no estilo que a gente vê nos filmes: "Estamos aqui falando direto do Vaticano onde pode estar havendo um confusão entre os cardeais que, pelo visto, não conseguem eleger o novo papa. As informações que conseguimos apurar é que... não, esperem, parece que algo está acontecendo no céu, o que será?..." Horrível.

Mas esses pequenos incômodos não comprometem a história, que é muito boa, apesar de mais "viajada" do que "O Código Da Vinci". Mesmo assim, gostei muito, mesmo lendo na tela do computador, coisa que odeio.

Sim, baixei o livro da Internet. E daí?

O impresso estava mais de R$ 50,00. Ninguém merece.

sábado, 17 de abril de 2010

Mais três livros pra ler


Eu não resisto a um sebo.

No sábado é praticamente impossível andar no centro de Londrina. Pra estacionar, então, nem se fala. Foi cerca de meia hora pra chegar onde eu queria. Mesmo assim, andei alguns quarteirões a pé mesmo, pra evitar o estresse.

Na volta, não resisti e passei no sebo. Lá o tempo passa que eu nem vejo. Ficaria o dia todo lá dentro, só procurando livros, CDs e revistas que eu curto. Mas a minha cota é sempre meio curta. Mesmo assim eu não resisto.

Tenho livros que comprei há anos e que eu não li ainda. Mas estão lá na minha estante.

Hoje jurei a mim mesmo que iria apenas dar uma olhadinha e já ia embora. Quando percebi, já estava lá dentro há uma hora. E, sem perceber, com livros na mão. Nem terminei de ler os últimos que havia comprado, mas não resisti mais uma vez.

Estes são os que comprei hoje:

Meninos de Kichute

O autor é Márcio Américo e a história se passa na Vila Nova, um dos bairros mais antigos de Londrina, aqui pertinho. O livro, inclusive, virou filme há algum tempo. A história é sobre o próprio autor que, conforme vai contando sua vida de menino, vai contando também a história do bairro e, consequentemente, da cidade. Pelo menos é isso que eu li na contra-capa. 219 páginas, R$ 15.



Dom Quixote

Deste eu não preciso nem falar, afinal, só eu mesmo não o li ainda. Procurei bastante pra ver se achava o livro em espanhol, mas não encontrei. Minha professora do cursinho de espanhol que fiz no ano passado vai dizer que não procurei direito. Confesso que a capa do livro foi um dos principais itens que influenciaram a compra. O autor, como todos sabem, é Miguel de Cervantes. 186 páginas, R$ 18.



O Xangô de Baker Street

Este é do Jô Soares e conta uma história policial que se passa no Rio de Janeiro. O mais legal é que o detetive que vai resolver o caso de um violino roubado é ninguém menos que Sherlock Holmes. Estou ansioso pra ler. 349 páginas, R$ 15.









Custaram um pouco caro por serem comprados no sebo, eu sei, mas estão em perfeito estado, muito bons mesmo.

Conforme eu for lendo, vou postando no blog minhas opiniões. Acho que vai demorar um pouco, já que ainda preciso terminar a outra remessa que comprei no mês passado.

Alguém já leu algum destes três? O que acharam?

Comentem aí.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Proezas do Menino Jesus



Vou aproveitar a Sexta-Feira Santa (ou Sexta-Feira Maior, como diz minha avó) e falar sobre Jesus. Mais precisamente sobre o menino Jesus. Mais precisamente ainda sobre as proezas do menino Jesus.

Andando meses atrás em um sebo de Londrina (como eu adoro sebos!), procurava algum livro que me interessasse. De repente, meio sem querer, encontrei um com o título "Proezas do Menino Jesus", de Luís Jardim. Todo velho, meio sujo, usadão mesmo. Nunca tinha lido nada deste autor. Como a obra custava só R$ 3,00, comprei.

Mas o que eu nunca imaginava era que seria um dos melhores livros que já li em toda a minha vida.

Para começar, ele todo é meio poesia, meio prosa. Conta a história do menino Jesus. Como na Bíblia não há essa parte, o autor resolveu escrevê-la e acabou contando a história de um menino comum, que vive no interior de qualquer cidade pelo Brasil afora. Tinha amigos, brincava, e fazia tudo o que um menino normal faria.

Luís Jardim se refere à mãe de Jesus como Dona Maria e ao como como o Velho José. Jesus também tem amigos: Pedro, dois Tiagos (um dos quais era chamado de Tiá), Judas, Francisco (o menino que gostava dos animais), João, Bartolomeu e outros. O menino Jesus também conversava com os animais.

A maneira como o autor conta a história é tão cativante, que dá vontade até de chorar. Jesus e os amigos fazem muitas brincadeiras. Numa delas, um circo, cada um tem de fazer um número. Jesus faz mágica. Depois faz instrumentos tocarem sozinhos. Pedro, conversando depois com o menino, insinua que aquilo que ele faz parece até milagre, mas Jesus insiste que são truques.

O mais legal é que, no decorrer da história acontecem coisas que ainda vão acontecer na vida adulta do menino, como as tentações, a mulher adúltera (no livro, a menina Madalena), os vedilhões do templo. Mas em cada caso, Jesus resolve de uma maneira bem criança de ser. É lindo!

E há passagens lindíssimas, como o capítulo "Um sonho dentro de um sonho". O menino Jesus sonha que ele mesmo está sonhando:

"Se neste sonho quem sonha não sabe que o sonho do outro menino é o mesmo sonho de quem sonhou; e se não sabe que o menino sonhado é o mesmo menino que sonha; se não sabe é porque não é tempo ainda de o menino saber que Ele era antes, é agora e será para o resto do sempre depois. Ele nasceu, mas antes do antes já era; Ele morreu, mas está vivo no Depois. Tudo cabe no espaço, mas Ele passa o infinito. Nem d’Ele se diga: foi; e nem d’Ele se diga: será, que Ele é Aquele que É."

O próprio menino ainda não entendia bem o que fazia na Terra. E foi a parte que mais me marcou. Li e reli várias vezes tentando entender. E ainda hoje retorno de vez em quando tentando encontrar outras respostas.

Cada vez que o menino realizava alguma "proeza" alguém dizia: "Ensaias agora, menino, teus passos na vida depois", mas ele mesmo não entendia. Inclusive o livro termina assim, quando Jesus vai embora da cidade onde mora e escolhe um caminho bem estrito e pedregoso, que tem uma cruz lá no final. E o menino João, amigo de Jesus, repete a frase, com os olhos cheios de lágrimas.

Se há uma só palavra para descrever o livro "Proezas do menino Jesus", esta palavra é: MARAVILHOSO.

Todas as pessoas deveriam ter a oportunidade de ler. A sensibilidade com que o autor descreve cada fato é tamanha, que não dá nem para descrever. E olha que o encontrei por acaso, jogadinho lá no canto do sebo.

Você que está lendo isso, pode ter certeza de que o livro "Proezas do menino Jesus" é muito melhor do que isso que eu falei. Terminei de lê-lo no final do ano, mas até agora não encontrava palavras para fazer uma postagem legal. Aproveitei a Sexta-Feira Santa, mesmo assim, as palavras não vieram como eu queria.

Por isso, fico apenas com esta:

MARAVILHOSO.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Os Vermes



"Vermes e políticos têm mais em comum do que se pensa. Ambos fazem caminhos tortuosos, estão em todos os lugares e preocupam-se, antes de tudo, com sua sobrevivência. Há porém uma diferença: os políticos tentam entender a natureza da política, os vermes, a política da natureza. Eu, que conheci estes dois tipos de vermes, sei do que estou falando."

Este é um trecho do prefácio do livro "Os Vermes", de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta. Aí ele já começa interessante, porque o prefácio é escrito por ninguém menos que Nicolau Maquiavel (psicografado).

O livro conta a tragetória de Eurytrema pancreaticum, um simpático vermezinho, desde quando ele entra em um corpo humano até sua morte. Este corpo humano é de um político muito corrupto que o autor chama de Ele.

O legal da história é que as tragetórias dos dois (verme e político) são muito parecidas. O político quer ser presidente da cidade, que tem a forma de uma pessoa. Na cidade, cada órgão do corpo é um lugar da cidade que remete àquela parte do corpo. A cidade é o Zoológico e todas as pessoas tem nomes de animais.

Já o vermezinho vai conhecendo o corpo humano inteiro, conhecendo a religião Excrementista e vai recebendo os sete sacramentos nojentos ao longo da vida. Assim, ele conhece seu hospedeiros e o leitor vai percorrendo o corpo do homem na visão de um verme.

E o melhor de tudo: é super engraçado e inteligente.

Como já disse algumas vezes, adoro livros que têm capítulos curtos. E este tem. Curtíssimos até. Não passam de três páginas. São praticamente duas histórias paralelas: a do verme e a do político. E o final é muito legal, mas eu não vou contar.

Uma coisa chata é que às vezes ele fica meio monótono no meio. Mas é pouco. Totalmente superável. Paguei RS 15,00. Um pouco caro, por ter sido comprado em um sebo, mas não me arrependi. Foi um dos livros mais criativos que já li.

No final, dá até vontade de participar da religião Excrementista. Você acaba mesmo se convencendo de que tudo é excremento. Ou melhor, do excremento viemos, para o excremento voltaremos.

Como diz o próprio autor, há dois seres dos quais nós não conseguimos nos livras: os políticos e os vermes.

Honra e Glória ao Grande Excremento!

Opa, me empolguei...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O caçador de pipas



Finalmente terminei de ler "O caçador de pipas" do Khaled Rosseini. Achei muito bom. Legalzão mesmo, apesar de não ser o melhor que eu já li.

Pois bem. No começo ele é meio triste e eu acabei ficando com raiva do personagem principal. No meio, continuei com raiva dele. Entre o meio e o final, não fiquei mais. Mas no final acabei me enfezando com ele de novo.

Mas não vou me ater ao personagem, mas na história. No começo, ela é bem triste. Mas no meio ela deixa de ser. Porque a história se passa no Afeganistão dos anos 1970. Quando ocorre o golpe de estado lá, os personagens principais vão morar nos Estados Unidos e passam a ter uma vida bem monótona, então, o livro fica monótono também.

Mas aí, surge uma oportunidade do personagem principal, o Amir, reparar alguns erros do passado, lá no Afeganistão. E é aí que a história começa a ficar mais emocionante. Quando ele volta à terra natal, percebe um Afeganistão totalmente destruído pelo regime talibã.

Apesar da história ser muito bem contada, o que mais me chamou a atenção foi a riqueza de detalhes sobre a história de um país desconhecido antes dos ataques de 11 de setembro de 2001. E isso eu achei super legal. É a parte histórica do livro.

Um ponto negativo (pelo menos para mim) do livro, são os longos capítulos. Eu prefiro capítulos curtos. Daqueles que vocês pode ler sempre mais um que não vai se atrasar para a missa. Talvez por causa disso, eu tenha demorado para terminar a leitura.

Mas para saber porque o personagem principal despertou tanta raiva em mim, é só lendo o livro mesmo. Ele é fascinante.

Ah, e o final, eu ainda não sei dizer se é triste ou feliz. Tem um acontecimento na história, pouco antes de chegar no final (o mesmo que me fez pegar raiva de novo do Amir) que muda completamente a história. E o final vai chegando, chegando, chegando, chegando e...

Bom, leia. Comprei por R$ 20,00 em um sebo em Londrina e não me arrependi. Valeu cada centavo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mal Secreto



Enfim terminei de ler "Inveja - Mal Secreto", do Zuenir Ventura. Alguns posts atrás disse que havia lido 110 páginas e que não estava gostando. Li as outras 150, ainda na esperança de que o Zuenir ainda me conquistasse.

Pois é... não deu. Não sei se eu é que sou duro na queda, ou se eu não gostei mesmo no livro. Fato é que eu não entendi o sentido dele. Sabe quando uma história não tem um enfoque? Fica difícil até de comentar.

Eu disse história, mas na verdade não há uma história. É como se fosse os bastidores de um livro sobre inveja. Ele faz muita pesquisa, descobre algumas coisas, mas nada de sensacional. Tem uma personagem principal, a Katia, que não merecia um livro para ela. É uma história comum.

O autor passa quase a metade do livro falando de um cisto na bexiga. Eu até achei que depois ele descobriria que o cisto era fruto da inveja de alguém, ou qualquer coisa relacionada ao tema do livro. Pois não era. Ficou uma coisa vaga na obra. De repente ele diz que não era nada grave e que começaria então a escrever o livro. Então por que falou do cisto? O que era então aquele cisto? Encheção de linguiça?

É claro que ele não é de todo ruim. Até melhora, e muito, no final. Tem capítulos curtos, que é algo que eu levo muito em consideração. Tem linguagem simples e é dinâmico. O escritor é um dos maiores e melhores jornalistas do Brasil. E no final há uma revelação bem legal.

Ele ouve várias histórias sobre inveja, entrevista trocentas pessoas, viaja para trocentos lugares e descobre trocentas coisas. Mas aquele cisto, assim como é algo indesejável e intruso dentro do corpo, para mim foi algo indesejável e intruso no meio do livro. Isso me incomodou bastante. Porque todo tumor incomoda.

Mas eu não gosto de leituras que se arrastam e dão sono. Acho que ele enrolou demais. Para a história ficar dinâmica, eu mesmo o resumiria em umas 100 páginas só tirando os excessos. Não quero dizer aqui: "Não leia o livro, porque é ruim". Cada um tem uma opinião e eu posso estar enganado. Mas não foi o melhor que eu já li.

Ou é isso, ou eu não entendi nada mesmo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A mulher que escreveu a Bíblia


A dica de hoje é de um livro do gaúcho Moacyr Scliar. E é fascinante.

"A mulher que escreveu a Bíblia" se baseia na teoria de um estudioso norte-americano chamado Harold Bloom de que a primeira versão da Bíblia teria sido escrita por uma mulher.

A partir disso Scliar escreve uma narrativa que mistura a própria imaginação e fatos narrados na Bíblia, em um texto que flui de uma maneira incrível.

A história começa quando uma mulher, ajudada por um terapeuta de vidas passadas, descobre que no século X antes de Cristo foi uma das 700 esposas do rei Salomão. Porém, a mais feia (uma parte muito legal é quando ela descreve a própria feiúra. A riqueza de detalhes é tanta que dá até medo... ela é medonha). Antes disso, na aldeia em que o pai era o chefe, a única amiga da feia é uma pedra. Leia e entenda o porquê.

Mas o rei descobre que ela é a única que sabe ler e escrever e dá a ela a missão de escrever um livro que conte a história do povo de Israel. "A mulher que escreveu a Bíblia", portanto, é como se fosse os bastidores da Bíblia. Uma resposta para "Quem escreveu a Bíblia?", "Em que circuntâncias ela foi escrita?", "Quando ela foi escrita?". E as respostas são surpreendentes!

É claro que a feia (cujo nome não é citado) tem seus desejos. Prometida em casamento ao rei, ela queria que a vez dela chegasse. Ela se mostra uma mulher à frente do seu tempo: organiza rebeliões, exige seus direitos, mas também quer ser desposada, o que nunca consegue. Até quase consegue, quando arma um protesto e obriga o rei a fazer amor com ela, mas na hora... bom, só lendo o livro mesmo.

Outra coisa bem legal é que o autor mistura linguagens. Ao mesmo tempo em que a feia (o livro é em primeira pessoa) narra o texto com belas frases, palavras como "foda", "grelo", "trepada", "puta" e muitas outras de baixo calão, vão aparecendo. O autor reinventa fatos bíblicos. A feia se mostra mais sábia que o rei mais sábio.

Ah, eu não costumo ler prefácios. Não gosto. Mas o deste livro é importante ler para entender o resto. O início é muito engraçado. O meio é envolvente. O final é surpreendente e encantador.

Leia um trecho: "...porque havia um conflito naquele rosto, a boca destoando do nariz, as orelhas destoando entre si. E os olhos, que poderiam salvar tudo, eram estrábicos, um deles mirando, desconsolado, o espelho, o outro com o olhar perdido, fitando desamparado o infinito, talvez para não ter de enxergar a cruel imagem."

No fim, o leitor percebe que, apesar de feia, não era tão feia assim.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Xadrez, truco e outras guerras


O livre mais diferente que já li. Esta é a melhor definição para "Xadrez, truco e outras guerras", do José Roberto Torero (já disse que, ultimamente, é meu escritor favorito).

A obra gira em torno de um sentimento comum nas pessoas: a ira. A história se passa na Guerra do Paraguai, mas o autor não deixa isso claro em momento algum. Ele recria livremente a história.

A diferença deste para outros livros é o jeito como a história é contada. Cada capítulo (são bem curtinhos) fala sobre algum acontecimento pessoal de alguma pessoa envolvida na guerra, como o Rei, o general, capitão, tenente. Mas o personagem principal é o soldado.

Tudo o que acontece, a responsável é sempre a ira que, segundo Torero, é o único pecado capital perdoável.

Mesmo sendo o personagem principal, o fim do soldado é meio estranho. Na verdade, o fim de todos é estranho. Porque, por mais que seja ficção, a história é baseada em fatos reais, portanto, sendo baseada em fatos reais, pode não haver reviravoltas no final.

Por exemplo, na ficção, um personagem que você imagina ser mau, pode ser bom. Às vezes, ele pode ser mau mesmo. Mas em "Xadrez, truco e outras guerras", a ira mostrada nas ações dos personagens faz o leitor amaldicoá-los numa página e endeusá-los na outra. Assim, não dá para saber se no final ele é bom, ou mau.

Torero mostra que uma guerra não é feita apenas de atos heróicos, mas também de atos mesquinhos, covardes, infames, amorosos, pecaminosos e nem um pouco gloriosos.

Está aí um motivo pelo qual eu achei o livro bem diferente: não dá para explicar.

Ah, e linguagem Torerística, aliada ao tradicional sarcasmo e ironia do autor, deixam o livro delicioso. É daqueles que a gente começa a ler e não vê a hora de terminar.

Só lendo mesmo.

sábado, 20 de junho de 2009

Pequenos amores


O livro "Pequenos Amores", de José Roberto Torero, já inova pelo formato. Ele é pequeno, quase de bolso. Também é desses que se lê numa tacada só. É ilustrado com desenhos irônicos e sarcásticos, assim como os textos o são. Ideal para dar de presente à namorada.

Como eu não tenho namorada, me dei "Pequenos Amores" de presente. E não me arrependi. Se tivesse namorada, compraria um para ela e teria de comprar outro para mim, pois não gosto de emprestar. Portanto, sem namorada, economizei R$ 8,00 no sebo.

Lírico, irônico e poético, o livro conta o que acontece em Paraíso, cidade de 11.890 habitantes, coincidentemente o mesmo número de capítulos da Bíblia multiplicado por 10, que é o número de mandamentos (1.890x10). Torero começa falando de Adão e Eva até concluir que, possivelmente, Paraíso fica no mesmo lugar onde foi o Éden.

Com capítulos curtíssimos contando pequenas histórias recheadas de amor e muito, mas muito humor negro e sarcasmo, o leitor conhece as pequenas histórias amorosas dos habitantes de Paraíso, sempre uma ligada à outra.

Como exemplo, transcrevo o capítulo XXXII:
"No Circo de Variedades Oitava Maravilha trabalham Mario e Maria Sanchez, os únicos trapezistas nacionais que conseguem dar o salto triplo mortal sem rede.
Esse é um número que exige total confiança entre os parceiros.
Mário confiava em Maria até descobrir que Maria o traía com Piteco, o palhaço.
Maria, que não sabia que tido descoberta, ainda confiava em Mário na noite em que ele a deixou cair."

No capítulo L (50) que é o que vem depois do fim, o autor volta a falar de Adão e Eva e o que ocorreu com eles depois que foram expulsos do paraíso. Baseado nestes acontecimentos, Torero sugere como foi que surgiu o significado do que é "Amor". E, para terminar, sugere até o local onde Adão e Eva foram enterrados.

Vale a pena ler. "Pequenos Amores" é delicioso. Um presente e tanto, não só para namorados e namoradas, mas para si mesmo, familiares e, porque não, para pequenos amores do dia-a-dia.

domingo, 14 de junho de 2009

Uma história de futebol


Numa tacada só. Foi assim que eu li "Uma história de futebol", do José Roberto Torero, que é, ultimamente, meu escritor favorito. Quem me emprestou o livro foi o meu amigo Pedro Henrique, que o achou na biblioteca da escola onde ele estuda e me deu pra ler. Tomara que a diretora dele não saiba disso.

O livro, o primeiro do Torero para o público infanto-juvenil (mais infanto do que juvenil), se passa na década de 50 e conta a história de Zuza, um menino apaixonado por futebol, mas um péssimo jogador. O legal é que o próprio Zuza conta a história.

Além dele, o outro personagem principal é o Dico, que é muito bom de bola e é o melhor do time do "Sete de Setembro". Originalmente, o livro foi escrito para se tornar um curta-metragem (o que acabou acontecendo e rendendo-lhe vários prêmios nacionais e internacionais), por isso, ao ler, tem-se a impressão de estar assistindo a um filme, o que torna a leitura bem gostosa.

O grande barato de "Uma história de futebol" é a simplicidade com que foi escrito (como se fosse um tipo de diário do Zuza) sem deixar de lado uma grande riqueza nos diálogos. Situações simples do dia-a-dia de Zuza e Dico relatadas de uma forma encantadora e ingênua. A briga dos pais, o primeiro amor, o time da rua, o dilema entre escolher ser jogador de futebol ou piloto de avião.

Enfim, é um livro, teoricamente, para crianças, mas eu adorei. Acho que ainda tenho um pouco de criança dentro de mim e acabei me identificando com o Zuza. Aliás, qualquer pessoa que ler terá um personagem com quem se identificar e, com certeza, vai se lembrar "de sua infância querida que os anos não trazem mais".

Ah, já ia me esquecendo, o Dico acaba se tornando alguém muito importante e conhecido. Só não posso dizer quem é, porque senão vai perder a graça, né...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O Código Da Vinci


Meio tarde, eu sei, mas semana passada eu li o famoso e tão polêmico livro que todos comentavam há tanto tempo. Aquele, do Dan Brown, o qual padres proibiram as pessoas de lerem; que fez todo mundo ficar com raiva da Igreja Católica; que fez um monte de gente perambular por igrejas na Europa só por curiosidade, ou até mesmo para procurar o Santo Graal.

Li, sim. E adorei.

Mas não vou ficar aqui opinando ou discordando das idéias do autor, das explicações contidas no livro, ou então, se tudo aquilo que está escrito lá é realmente verdade. Os lugares realmente existem e são descritos com uma precisão impressionante de detalhes (também não sei se é verdade, pois nunca estive lá). Mas quero falar sobre o romance e história em si.

É uma leitura deliciosa, do começo ao fim. Muita ação, muito suspense, muito dinamismo, muito mistério e muitas peças para o leitor encaixar. Parece até um jogo que o autor faz para quem vai ler. Você entra na história e, de repente, se vê também na busca do Santo Graal, junto com Robert Langdon e Sophie Neveu.

E quando eu digo "dinâmico", digo no sentido literal da palavra, porque são 425 páginas de uma história que acontece toda em menos de 24 horas. Parece até que, se você parar de ler, vai perder o que vem depois. Confesso até que dei uma boa gargalhada quando descobri um código antes mesmo dos protagonistas. Mas não vou dizer qual é para não perder a graça.

Outro detalhe importante é que a linguagem é bem fácil e são capítulos curtos, o que dinamiza ainda mais. Eu, particularmente, gosto de livros com capítulos curtos, porque você pode parar de ler quando quiser, ou então ler uma capítulo a mais, que não vai te atrasar para a missa.

Só dou um conselho: não leia o livro depois de assistir o filme. Eu fiz isso e me arrependi. Vendo o filme primeiro, as imagens que vieram à minha cabeça ao ler o livro, foram as cenas do filme, inclusive os rostos dos atores. Isso é muito ruim, porque a descrição lida nem sempre é igual à imagem que está gravada no seu cérebro. Leia o livro primeiro, porque assim, ao ver o filme, você vai apenas comprovar se as imagens que apareceram na sua cabeça no momento da leitura se confirmam no filme. É como uma brincadeira.

Para quem gosta de uma boa literatura e não quer se preocupar em saber se Jesus Cristo teve descendentes ou não, se o Graal existe mesmo ou não, se a Igreja Católica esconde as coisas ou não, se Leonardo da Vinci deixou códigos secretos em suas pinturas ou não, "O Código Da Vinci", de Dan Brown é uma ótima pedida.