Já se passaram dois meses desde que cheguei a Portugal. E ontem estava conversando (ou a conversar) com meu amigo Danilo (que não sou eu... ainda não estou louco), que está aqui (ou cá) no país há quase cinco anos.
Eu percebi que os portugueses trocam o verbo "entender" pelo "perceber". O "Está entendendo?" vira "Estás a perceber?". Assim, quis saber com o Danilo como era o "entender" em Portugal. Eis a conversa:
- Danilo, se o "entender" aqui é "perceber", como é "perceber"?
- Han? (ele está há muito tempo em Portugal)
- Se quando os portugueses dizem "Estou a perceber", nós entendemos "Estou entendendo", como é o "perceber" no sentido que entendemos no Brasil?
- Ah, percebi. É "aperceber". O "entender" como nós entendemos no Brasil aqui é "perceber". É por isso que quando eles dizem "Estás a perceber?", eles querem dizer "Estás entendendo?" no português do Brasil. Não que eles falem pensando em como a os brasileiros vão entender e...
- Eu entendi...
- Pois... quando eles querem dizer o "perceber", no sentido como entendemos no Brasil, eles dizem "aperceber". Tipo, "Fui atravessar a rua, mas apercebi que o sinal estava a fechar, então corri e atravessei, mas tropecei, caí e não apercebi que estava vindo um carro. Fui atropelado."
- Mas o "entender" não existe aqui?
- Não percebi...
- A palavra "entender" não existe aqui? Se eu disser "Estás a entender?", um português vai entender o que eu quero que ele perceba? Ou vai perceber o que eu quero que ele entenda? Percebeu?
- Entendi. Não sei se ele vai entender, mas se entender, vai responder "não". Percebeu?
- Entendi. Mas esta história do atropelamento é verdade mesmo?
- Claro que não.
- Mas foi muito criativo...
- É, mas foi só pra ilustrar a explicação, entendeu?
- Percebi.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Três livros do Jô Soares

O primeiro deles é também o primeiro escrito por Jô Soares. Em "O Xangô de Baker Street", o famoso detetive inglês Sherlock Holmes aparece no Brasil, a pedido de Dom Pedro II, para resolver o mistério do sumiço de um violino Stradivarius raríssimo. Aí ele descobre que o roubo tem ligação com alguns assassinatos de mulheres.
O livro mistura personagens reais com personagens fictícios. Lugares reais do Rio de Janeiro do final do século XIX em uma história muito bem contada. Dos três livros do Jô que li, foi o que mais gostei.
O mais legal é que a história reinventa a origem de várias coisas tradicionais, como a caipirinha, piadas folclóricas e personagens que surgiriam nos anos posteriores em filmes e histórias em quadrinhos (não vou contar quem é porque senão vai perder a graça, mas é bem famoso). E nesse caso, acontece algo que Conan Doyle, criador de Holmes, jamais ousaria contar em seus livros. Um deles é que o detetive mais famoso da história da ficção era virgem. O outro eu não posso contar.

O segundo livro que li foi o terceiro escrito pelo Jô: "Assassinato na Academia Brasileira de Letras". A história é simples e se passa no início do século, também no Rio de Janeiro. Assassinatos começam a ocorrer com os imortais da Academia. Um detetive chamado Machado Machado tenta desvendar o crime. O final é feliz.
Foi o que eu menos gostei, porque a história e os acontecimentos foram muito óbvios e eu mesmo descobri o assassino antes dos detetives. O final não é tão emocionante quanto eu pensei que fosse ser e acontecem coisas muito mirabolantes, impossíveis de acontecer de verdade. Mas a história é boa e vale a pena ler.

O terceiro livro, que é o segundo escrito por Jô, é o mais diferente de todos. "O Homem que Matou Getúlio Vargas" conta a história de um tal Dimitri Borja Korozec, filho de uma artista de circo de São Borja (daí o sobrenome) filha bastarda do pai de Getúlio, e um anarquista da Bósnia.
Dimitri é treinado desde adolescente em uma escola terrorista na Bósnia e rapidamente se torna um dos pupilos. Mas o fato de ter um dedo indicador a mais em cada mão sempre o atrapalha nas missões.
Dimitri, que é um personagem inventado, acaba tendo participação importante em vários dos principais acontecimentos do século XX, como a Segunda Guerra Mundial, o atentado contra o presidente Roosevelt dos EUA, a crise de 1929, a gripe espanhola no Brasil. Se relacionou com Mata Hari, Al Capone, atores de Hollywood e muitos outros figurões. Inclusive ele foi o responsável pela condenação de Al Capone e pela morte de Vargas.
A leitura é muito dinâmica, com capítulos curtos e eu gostei muito da história. Recomendo. Dimitri é um personagem cativante, destes que marcam para sempre.
Observações
Algumas coisas são comuns nos três livros: as histórias se passam todas no Rio de Janeiro e mais ou menos nas mesmas épocas; em todos os livros há um personagem anão; os personagens principais são muito parecidos. Tudo isso dá a impressão de que, ao ler um livro após o outro, você já leu aquilo em algum lugar, mas não se lembra onde.
Mesmo assim, gostei muito de ter lido Jô Soares e recomendo.
Veremos agora, quais serão minhas próximas aventuras literárias.
sábado, 11 de setembro de 2010
O dia em que não assisti Dragon Ball Z
Eu estava na oitava série. Tinha 14 anos e adorava Dragon Ball Z. Não só eu, mas a maioria dos meninos da sala chegavam a matar as duas últimas aulas pra dar tempo de chegar em casa, ligar a TV e assistir ao nosso desenho favorito. No outro dia o episódio do dia anterior era comentário de intervalo.
Se a mãe perguntasse, o combinado era dizer que teve duas aulas vagas. Se uma mãe perguntasse pra outra, não haveria problema.
Mas naquele dia foi diferente. Não me lembro se houve aula vaga ou se matei mesmo. O certo é que fui embora na hora do intervalo. Saí apressado pra não perder o episódio do dia. Já estava no final da saga, quando o Goku faria a batalha final contra Majin Boo.
Cheguei em casa, nem tirei o uniforme, sentei com mochila e tudo no sofá, liguei a TV.
Pra minha surpresa e tristeza (mais tristeza do que surpresa) a Globo estava transmitindo um noticiário ao vivo sobre duas torres pegando fogo em Nova Iorque, nos EUA. Na hora achei que era fogo mesmo e não admitia que a TV deixasse de transmitir meu desenho favorito pra mostrar aquilo.
Mudei de canal. Mudei de novo, de novo e de novo. Todos transmitiam a mesma coisa.
E eu nem sabia o que era o tal de World Trade Center, de torres gêmeas, de Al Qaeda, de Bin Laden. Queria mesmo era meu Dragon Ball Z.
Não fiquei nem 10 minutos vendo aquilo. Saí e fui jogar futebol. Meus amigos, frustrados como eu foram jogar bola também. Afinal, não estávamos entendendo nada mesmo. Nem imaginei que era o prédio mais alto do mundo, que aviões sequestrados por terroristas tinham colidido contra o prédio, que tanta gente morreu. Mesmo assim, a partir daquele dia fiquei sabendo muito bem o que era terrorismo, Bin Laden, Bush, torres gêmeas.
É engraçado como a gente lembra exatamente o que estávamos fazendo no dia de algum acontecimento importante. Mesmo que na hora eu não tenha visto a mínima importância naquilo, hoje eu sei o quanto aquele fato marcou a história mundial.
A partir dali, duas guerras foram desencadeadas, uma no Afeganistão e outra no Iraque. Muitas reflexões foram feitas em jornais, internet, blogs e até em sala de aula, tanto na escola como na faculdade durante anos. Ouvi muitas opiniões que ajudaram a formar a minha. Um fato extremamente importante e marcante da história política do mundo.
Mesmo que o dia 11 de setembro de 2001 tenha me marcado apenas, naquele primeiro momento, como o dia em que eu matei aula pra assistir Dragon Ball Z e perdi a viagem.
Se a mãe perguntasse, o combinado era dizer que teve duas aulas vagas. Se uma mãe perguntasse pra outra, não haveria problema.
Mas naquele dia foi diferente. Não me lembro se houve aula vaga ou se matei mesmo. O certo é que fui embora na hora do intervalo. Saí apressado pra não perder o episódio do dia. Já estava no final da saga, quando o Goku faria a batalha final contra Majin Boo.
Cheguei em casa, nem tirei o uniforme, sentei com mochila e tudo no sofá, liguei a TV.
Pra minha surpresa e tristeza (mais tristeza do que surpresa) a Globo estava transmitindo um noticiário ao vivo sobre duas torres pegando fogo em Nova Iorque, nos EUA. Na hora achei que era fogo mesmo e não admitia que a TV deixasse de transmitir meu desenho favorito pra mostrar aquilo.
Mudei de canal. Mudei de novo, de novo e de novo. Todos transmitiam a mesma coisa.
E eu nem sabia o que era o tal de World Trade Center, de torres gêmeas, de Al Qaeda, de Bin Laden. Queria mesmo era meu Dragon Ball Z.
Não fiquei nem 10 minutos vendo aquilo. Saí e fui jogar futebol. Meus amigos, frustrados como eu foram jogar bola também. Afinal, não estávamos entendendo nada mesmo. Nem imaginei que era o prédio mais alto do mundo, que aviões sequestrados por terroristas tinham colidido contra o prédio, que tanta gente morreu. Mesmo assim, a partir daquele dia fiquei sabendo muito bem o que era terrorismo, Bin Laden, Bush, torres gêmeas.
É engraçado como a gente lembra exatamente o que estávamos fazendo no dia de algum acontecimento importante. Mesmo que na hora eu não tenha visto a mínima importância naquilo, hoje eu sei o quanto aquele fato marcou a história mundial.
A partir dali, duas guerras foram desencadeadas, uma no Afeganistão e outra no Iraque. Muitas reflexões foram feitas em jornais, internet, blogs e até em sala de aula, tanto na escola como na faculdade durante anos. Ouvi muitas opiniões que ajudaram a formar a minha. Um fato extremamente importante e marcante da história política do mundo.
Mesmo que o dia 11 de setembro de 2001 tenha me marcado apenas, naquele primeiro momento, como o dia em que eu matei aula pra assistir Dragon Ball Z e perdi a viagem.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Parabéns ao Centenário
Quero parabenizar aqui um grande clube. Este clube fez exatamente 100 anos no dia 1º de setembro. É um time de guerreiros, paulista, e que eu gosto muito. Tenho muita simpatia por esse clube.
Meu time, o Santos já venceu, mas já perdeu também, é claro.
Por isso, os meus sinceros parabéns a esse senhor clube, agora centenário.

PARABÉNS NOROESTE!
Ah, e parabéns ao Curíntia também... parece que fez 100 anos também, não tenho certeza
Meu time, o Santos já venceu, mas já perdeu também, é claro.
Por isso, os meus sinceros parabéns a esse senhor clube, agora centenário.

PARABÉNS NOROESTE!
Ah, e parabéns ao Curíntia também... parece que fez 100 anos também, não tenho certeza
domingo, 29 de agosto de 2010
O Último Mestre do Ar
Mudei de planos sexta-feira e fui ao cinema. Assisti "O Último Airbender", ou "O Último Mestre do Ar", que é a mesma história do desenho animado Avatar, que passava na Globo há algum tempo. E que eu adorava.
Aang do filme: o ator é Noah Ringer
E estes são os protagonistas do desenho: Aang, Sokka e Katara
Não gosto muito de desenhos que se transformam em filmes, porque os filmes nunca contam a mesma história do desenho. Assim aconteceu em Dragon Ball, que é um dos desenhos que eu mais gosto, mas o filme é muito ruim e não conta a história corretamente.
Em "O Último Airbender" (que só não se chamou Avatar porque laçaram um outro com este nome há pouco tempo) a história é a mesma do desenho, os personagem são os mesmos e os nomes também. Por isso achei bem legal. Claro que no desenho, como são vários capítulos, a história é mais detalhada e o Aang, personagem principal é mais engraçado e divertido. O Aang do filme é mais sério e ainda está tentando entender o que está se passando no mundo, já que ficou congelado por cem anos.
A única coisa que não gostei muito no filme foi das lutas, que não me pareceram tão reais. Apesar dos muitos efeitos especiais, elas me pareceram meio monótonas.
Mas o mais legal é que eu pude contar toda a história pra Lorena, que foi comigo. Como ela não conhecia o desenho, eu comecei a explicar a história e também o que viria a acontecer nos próximos filmes, já que esse foi apenas o primeiro. Deve ter mais uns dois, se for igual ao desenho mesmo.
Enfim, o filme é muito legal e eu adorei. Não vejo a hora de lançarem as continuações. O Aang ainda vai dominar a terra e o fogo. Nesse ele aprendeu a dominar a água, já que ele é o Avatar e é o único no mundo que consegue dominar os quatro elementos.
O filme é bem legal e eu recomendo. Principalmente para quem já gostava do Avatar desenho animado.
Aang do filme: o ator é Noah RingerNão gosto muito de desenhos que se transformam em filmes, porque os filmes nunca contam a mesma história do desenho. Assim aconteceu em Dragon Ball, que é um dos desenhos que eu mais gosto, mas o filme é muito ruim e não conta a história corretamente.
Em "O Último Airbender" (que só não se chamou Avatar porque laçaram um outro com este nome há pouco tempo) a história é a mesma do desenho, os personagem são os mesmos e os nomes também. Por isso achei bem legal. Claro que no desenho, como são vários capítulos, a história é mais detalhada e o Aang, personagem principal é mais engraçado e divertido. O Aang do filme é mais sério e ainda está tentando entender o que está se passando no mundo, já que ficou congelado por cem anos.
A única coisa que não gostei muito no filme foi das lutas, que não me pareceram tão reais. Apesar dos muitos efeitos especiais, elas me pareceram meio monótonas.
Mas o mais legal é que eu pude contar toda a história pra Lorena, que foi comigo. Como ela não conhecia o desenho, eu comecei a explicar a história e também o que viria a acontecer nos próximos filmes, já que esse foi apenas o primeiro. Deve ter mais uns dois, se for igual ao desenho mesmo.
Enfim, o filme é muito legal e eu adorei. Não vejo a hora de lançarem as continuações. O Aang ainda vai dominar a terra e o fogo. Nesse ele aprendeu a dominar a água, já que ele é o Avatar e é o único no mundo que consegue dominar os quatro elementos.
O filme é bem legal e eu recomendo. Principalmente para quem já gostava do Avatar desenho animado.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Querido blog...
Querido blog
Hoje faz duas semanas que eu estou em Portugal. Sei que parece pouco, mas enquanto as aulas não começam e eu não tenho emprego, o tempo parece andar devagar demais e a saudade de minha cidade, dos meus amigos e da minha família acaba vindo sempre à cabeça.
Mas estou começando a me adaptar.
A família do Paulo, meu amigo, me acolheu muito bem. A dona Sueli e seu Ademir são muito legais, assim como a irmão do Paulo, a Maiury. Enquanto eu não estou trabalhando, eu ajudo na casa lavando louça e fazendo o que eles pedirem. Estou esperando uma resposta de emprego do patrão do Paulo.
Domingo passado encontrei a Claudia e a Tati, duas amigas minhas que moram há um tempão aqui em Lisboa e que eram minhas vizinhas em Jataizinho. Elas me levaram pra passear em Sintra e depois em Belém, que é o bairro aqui de Lisboa de onde saiu a esquadra que descobriu o Brasil.
A Claudia e a Tati vão me ajudar a conseguir emprego.
Já fiz minha matrícula na faculdade. Acredita que só quando cheguei aqui em Portugal é que fui sabe que a Universidade Nova de Lisboa (UNL) é pública e que é uma das melhores do país? Me senti o tal. Afinal, não é todo dia que se faz mestrado na Europa e ainda numa das universidades mais conceituadas... Bom, mas só isso não basta, agora tenho mais é que estudar muito.
E por falar em estudar muito, hoje eu fui na UNL pra resolver umas coisas e acabei conhecendo a Michele, que é uma mulher que trabalha na lanchonete da faculdade. Ela é brasileira, capixaba, e já mora aqui há dez anos. Eu adoro encontrar brasileiros porque temos assuntos em comum, e isso é legal. Ela disse que há muitos brasileiros que estudam na UNL, por isso me animei.
Fiz amizade também com a Lorena, que mora em uma outra cidade aqui perto que eu esqueci o nome. Terça-feira, que foi meu aniversário, fomos eu, ela e o Paulo à praia. Hoje eu e a Lorena vamos ao zoológico.
Esses dias também conversei com a Adriana. Ela é de Jataizinho, estudou comigo no colégio lá e está há três anos e meio em Portugal. Ela é casada com o Everton, que eu conheço também. Vamos nos encontrar semana que vem.
Pensando bem, até que duas semanas passaram rápido. Tomara que continue assim.
Segundo meus amigos, assim que eu começar a trabalhar e estudar, eu nem vou ver o tempo passar. Será? Tomara. Agora só preciso arranjar um lugar pra jogar bola. Já faz duas semanas que não jogo e eu estou ficando meio desesperado.
Hoje faz duas semanas que eu estou em Portugal. Sei que parece pouco, mas enquanto as aulas não começam e eu não tenho emprego, o tempo parece andar devagar demais e a saudade de minha cidade, dos meus amigos e da minha família acaba vindo sempre à cabeça.
Mas estou começando a me adaptar.
A família do Paulo, meu amigo, me acolheu muito bem. A dona Sueli e seu Ademir são muito legais, assim como a irmão do Paulo, a Maiury. Enquanto eu não estou trabalhando, eu ajudo na casa lavando louça e fazendo o que eles pedirem. Estou esperando uma resposta de emprego do patrão do Paulo.
Domingo passado encontrei a Claudia e a Tati, duas amigas minhas que moram há um tempão aqui em Lisboa e que eram minhas vizinhas em Jataizinho. Elas me levaram pra passear em Sintra e depois em Belém, que é o bairro aqui de Lisboa de onde saiu a esquadra que descobriu o Brasil.
A Claudia e a Tati vão me ajudar a conseguir emprego.
Já fiz minha matrícula na faculdade. Acredita que só quando cheguei aqui em Portugal é que fui sabe que a Universidade Nova de Lisboa (UNL) é pública e que é uma das melhores do país? Me senti o tal. Afinal, não é todo dia que se faz mestrado na Europa e ainda numa das universidades mais conceituadas... Bom, mas só isso não basta, agora tenho mais é que estudar muito.
E por falar em estudar muito, hoje eu fui na UNL pra resolver umas coisas e acabei conhecendo a Michele, que é uma mulher que trabalha na lanchonete da faculdade. Ela é brasileira, capixaba, e já mora aqui há dez anos. Eu adoro encontrar brasileiros porque temos assuntos em comum, e isso é legal. Ela disse que há muitos brasileiros que estudam na UNL, por isso me animei.
Fiz amizade também com a Lorena, que mora em uma outra cidade aqui perto que eu esqueci o nome. Terça-feira, que foi meu aniversário, fomos eu, ela e o Paulo à praia. Hoje eu e a Lorena vamos ao zoológico.
Esses dias também conversei com a Adriana. Ela é de Jataizinho, estudou comigo no colégio lá e está há três anos e meio em Portugal. Ela é casada com o Everton, que eu conheço também. Vamos nos encontrar semana que vem.
Pensando bem, até que duas semanas passaram rápido. Tomara que continue assim.
Segundo meus amigos, assim que eu começar a trabalhar e estudar, eu nem vou ver o tempo passar. Será? Tomara. Agora só preciso arranjar um lugar pra jogar bola. Já faz duas semanas que não jogo e eu estou ficando meio desesperado.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Clube dos Anjos

O mais legal em "Clube dos Anjos" é saber o que vai acontecer e mesmo assim ainda surgir aquela vontade incontrolável de ler.
E é exatamente isso o que acontece com os personagens do livro, mas de um jeito muito mais trágico. Ele são pegos pelo pecado da gula.
Aliás, o livro faz parte da Coleção Plenos Pecados, que tem sete livros e cada um fala de um pecado capital. Esse é sobre a gula. O autor é SÓ Luis Fernando Verissimo, que não é bom pra falar, mas é o cara para escrever.
A história é sobre um grupo de amigos que se reúnem todos os meses há mais de vinte anos para comer. Mas há algum tempo os jantares estão meio sem graça. Até que um deles, Daniel, que é o narrador da história, resolve chamar um cozinheiro especial e o grupo reanima.
Mas após cada jantar, um deles morre. Coincidentemente, sempre aquele que mais gosta do prato do dia. O jantares vão acontecendo, as mortes se sucedendo. Mas o legal é que, mesmo sabendo que vão morrer, eles não resistem à última garfada.
E o talento de Veríssimo me prendeu até a última linha.
Pensando bem até que morrer comendo não seria má ideia. Morreria feliz...
Ai, bate na madeira.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Cascais
Ontem fui à praia.
Pegamos o metrô, que aqui se chama metro, depois pegamos o trem, que aqui se chama comboio, e viajamos cerca de meia hora até Cascais, que aqui se chama Cascais mesmo porque é o nome da cidade.
Cascais
Cascais é uma cidade linda. A paisagem é maravilhosa. No caminho, o mar é azul de chegar a doer os olhos. E o melhor de tudo: gastei cerca de 5 euros pra ir e voltar. Eu e o Paulo compramos uma Coca-Cola e um pacote de batata, botamos na mochila e fomos.
A diferença da praia de Cascais para as praias do Brasil é gigantesca. Apesar da beleza, não é tão legal.
Não tem onda.
Não tem milho cozido.
Não tem churros.
Não tem ginástica.
A água é geladíssima (apesar do calor de 30 graus).
Não sanduiche natural nem salada de frutas.
Não tem água de coco.
Não tem Biscoitos Globo.
Não tem barraquinhas.

A coisa mais legal que tem aqui na praia é o topless. Pena que ontem as mais belas resolveram entrar em greve. Ou então, na teoria do Paulo, era proibido fazer topless em Cascais se a mulher tiver menos de 70 anos. Por isso é que não tirei fotos.
Mas como já comecei a falar de topless, não poderia deixar de mostrar um peitinho. Essa eu peguei no flagra!

Se ela fosse famosa, eu ganharia uma boa grana com esta imagem.
Pegamos o metrô, que aqui se chama metro, depois pegamos o trem, que aqui se chama comboio, e viajamos cerca de meia hora até Cascais, que aqui se chama Cascais mesmo porque é o nome da cidade.
Cascais é uma cidade linda. A paisagem é maravilhosa. No caminho, o mar é azul de chegar a doer os olhos. E o melhor de tudo: gastei cerca de 5 euros pra ir e voltar. Eu e o Paulo compramos uma Coca-Cola e um pacote de batata, botamos na mochila e fomos.
A diferença da praia de Cascais para as praias do Brasil é gigantesca. Apesar da beleza, não é tão legal.
Não tem onda.
Não tem milho cozido.
Não tem churros.
Não tem ginástica.
A água é geladíssima (apesar do calor de 30 graus).
Não sanduiche natural nem salada de frutas.
Não tem água de coco.
Não tem Biscoitos Globo.
Não tem barraquinhas.
A coisa mais legal que tem aqui na praia é o topless. Pena que ontem as mais belas resolveram entrar em greve. Ou então, na teoria do Paulo, era proibido fazer topless em Cascais se a mulher tiver menos de 70 anos. Por isso é que não tirei fotos.
Mas como já comecei a falar de topless, não poderia deixar de mostrar um peitinho. Essa eu peguei no flagra!
Se ela fosse famosa, eu ganharia uma boa grana com esta imagem.
O fado
Conheci o fado.
O Fado não é o marido da fada, nem é uma entidade mágica.
É um ritmo típico de Portugal. E achei muito bonito. Saí para caminhar já era mais de 11 da noite e fomos a Maiury e eu pelos becos da Alfama, que é um bairro aqui em Lisboa onde não passa carro porque as ruas são muito estreitinhas, becos.

Lá há várias tabernas, uns barzinhos que parecem cravados na pedra, umas caverninhas. Lá o pessoal toma vinho e ouve o fado. Os cantores, além de cantarem, também interpretam, por isso achei muito legal. Fiquei um tempão apreciando o fado em uma taberninha, mas quando saí para ir embora, percebi que havia muitas delas e em cada uma, um show de fado.
Os cantores cantam sem microfone, sempre no meio das mesas ao som de um violão e um bandolim. Nada elétrico. Adorei o fado.

O Fado não é o marido da fada, nem é uma entidade mágica.
É um ritmo típico de Portugal. E achei muito bonito. Saí para caminhar já era mais de 11 da noite e fomos a Maiury e eu pelos becos da Alfama, que é um bairro aqui em Lisboa onde não passa carro porque as ruas são muito estreitinhas, becos.
Lá há várias tabernas, uns barzinhos que parecem cravados na pedra, umas caverninhas. Lá o pessoal toma vinho e ouve o fado. Os cantores, além de cantarem, também interpretam, por isso achei muito legal. Fiquei um tempão apreciando o fado em uma taberninha, mas quando saí para ir embora, percebi que havia muitas delas e em cada uma, um show de fado.
Os cantores cantam sem microfone, sempre no meio das mesas ao som de um violão e um bandolim. Nada elétrico. Adorei o fado.
domingo, 15 de agosto de 2010
Primeiras impressões de Portugal
Faz três dias que estou em Lisboa.
Hoje fui à missa aqui na igreja de São Domingos. Para começar a igreja é daquelas antiguíssimas, em formato de cruz, cheia de imagens de santo, vitrais, e altas, muito altas.
O legal desta igreja é que há mais de três séculos houve um terremoto gigantesco em Lisboa e um incêndio, que destruiu parte dela. Depois, ela nunca foi restaurada e ficou assim, meio despencada. Há uns pilares faltando pedaços e santos meio danificados, assim como o chão e o teto. Mas a aparência meio em ruínas deixa a igreja com um ar ainda mais misterioso. Parece até uma igreja cavada na rocha ou sob a terra.


Em relação à missa, foi mais chata que já fui em toda a minha vida. As missas em Jataizinho nós tocamos quase com uma banda. Aqui, só um órgão e um senhor de 150 anos cantando. O Glória é rezado. E o abraço da paz então? Super animado. Fora que a pessoa mais nova na missa devia ter pelo menos 75 anos.
Ah, tinha uma senhora do meu lado que começou a fazer um sons muito estranhos, com uma voz muito grossa e rouca. No começo pensei que estava possuída ou algo do tipo. Depois percebi que ela estava rezando o terço. Mesmo assim, ainda não entendi o motivo dos gritos. Deu muito medo.
Outro lugar de muita gritaria é a Feira do Relógio. Também não sei porque se chama Feira do Relógio, mas é uma gritaria danada: "UM EURO!"; "SÓ DOIX EURINHOX""; "DUAX PÇAX POR 5 EUROX!"; "TUDO POR 3 EUROX, É A MODA DO VERÃO!". Lá vende-se de tudo. Roupas, acessórios, objetos de cozinha, óculos, carne e até relógio.

A única coisa que não tem aqui nas feiras é o pastel. No Brasil, feira é feira quando tem pastel. Quem diz que vai à feira, é claro que vai comer pastel. Aqui não. Nem massa de pastel tem no mercado para comprar. Uma pena. As feiras aqui é como se fossem aleijadas. O que tem para comer é uma tal de bifana, que é um pão com uma carne de porco. Não é muito bom. Acho que vou montar uma barraquinha de pastel na feira.
Por falar em pão, por incrível que pareça, os pães aqui são horríveis. Duros como pedra. Aliás, onde eu moro é a parte velha da cidade. Tem até uns prédios cheios de andaimes para não cair. Acho que se jogar um pão no prédio ele cai. Pão bom é o de forma e só. Pão francês é o do Ausec, em Jataizinho, e só.
Em compensação há lugares lindos, como as praças e o rio Tejo. Tem o Terreiro do Paço, tem o Rossio e mais um monte de lugares que vou escrever sobre eles depois. Tem também o metrô, que aqui é metro; tem a bunda, que aqui é rabo; e tem os meninos, que aqui são putos. Semana que vem acho que vou ver jogo no estádio do Benfica ou do Sporting.

Ah, e descobri também que o bairro onde eu moro é o bairro onde nasceu o Fado, música típica de Portugal.

E se Deus quiser (e ele há de querer) vou conseguir encontrar um lugar para jogar futebol.
Até lá.
Hoje fui à missa aqui na igreja de São Domingos. Para começar a igreja é daquelas antiguíssimas, em formato de cruz, cheia de imagens de santo, vitrais, e altas, muito altas.
O legal desta igreja é que há mais de três séculos houve um terremoto gigantesco em Lisboa e um incêndio, que destruiu parte dela. Depois, ela nunca foi restaurada e ficou assim, meio despencada. Há uns pilares faltando pedaços e santos meio danificados, assim como o chão e o teto. Mas a aparência meio em ruínas deixa a igreja com um ar ainda mais misterioso. Parece até uma igreja cavada na rocha ou sob a terra.
Em relação à missa, foi mais chata que já fui em toda a minha vida. As missas em Jataizinho nós tocamos quase com uma banda. Aqui, só um órgão e um senhor de 150 anos cantando. O Glória é rezado. E o abraço da paz então? Super animado. Fora que a pessoa mais nova na missa devia ter pelo menos 75 anos.
Ah, tinha uma senhora do meu lado que começou a fazer um sons muito estranhos, com uma voz muito grossa e rouca. No começo pensei que estava possuída ou algo do tipo. Depois percebi que ela estava rezando o terço. Mesmo assim, ainda não entendi o motivo dos gritos. Deu muito medo.
Outro lugar de muita gritaria é a Feira do Relógio. Também não sei porque se chama Feira do Relógio, mas é uma gritaria danada: "UM EURO!"; "SÓ DOIX EURINHOX""; "DUAX PÇAX POR 5 EUROX!"; "TUDO POR 3 EUROX, É A MODA DO VERÃO!". Lá vende-se de tudo. Roupas, acessórios, objetos de cozinha, óculos, carne e até relógio.
A única coisa que não tem aqui nas feiras é o pastel. No Brasil, feira é feira quando tem pastel. Quem diz que vai à feira, é claro que vai comer pastel. Aqui não. Nem massa de pastel tem no mercado para comprar. Uma pena. As feiras aqui é como se fossem aleijadas. O que tem para comer é uma tal de bifana, que é um pão com uma carne de porco. Não é muito bom. Acho que vou montar uma barraquinha de pastel na feira.
Por falar em pão, por incrível que pareça, os pães aqui são horríveis. Duros como pedra. Aliás, onde eu moro é a parte velha da cidade. Tem até uns prédios cheios de andaimes para não cair. Acho que se jogar um pão no prédio ele cai. Pão bom é o de forma e só. Pão francês é o do Ausec, em Jataizinho, e só.
Em compensação há lugares lindos, como as praças e o rio Tejo. Tem o Terreiro do Paço, tem o Rossio e mais um monte de lugares que vou escrever sobre eles depois. Tem também o metrô, que aqui é metro; tem a bunda, que aqui é rabo; e tem os meninos, que aqui são putos. Semana que vem acho que vou ver jogo no estádio do Benfica ou do Sporting.
Ah, e descobri também que o bairro onde eu moro é o bairro onde nasceu o Fado, música típica de Portugal.
E se Deus quiser (e ele há de querer) vou conseguir encontrar um lugar para jogar futebol.
Até lá.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Em Portugal
Muitas coisas aconteceram nos últimos dias, por isso não postei e a minha amiga This deve estar achando que morri.
Na verdade, não morri. Estou em Lisboa, Portugal.
Vou fazer mestrado em Ciência Política. Daqui para frente, vou tentar atualizar mais este blog e falar da minha nova vida aqui.
Abraço a todos.
Na verdade, não morri. Estou em Lisboa, Portugal.
Vou fazer mestrado em Ciência Política. Daqui para frente, vou tentar atualizar mais este blog e falar da minha nova vida aqui.
Abraço a todos.
domingo, 1 de agosto de 2010
Cia Norte
Já são 2h50 da manhã de domingo. Eu no msn.
De repente, o Lu me manda isso: http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=7433243753259383830&aid=1280602687
olha isso
o nome do album
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
euri muito
Quando eu entrei, era no orkut de um amigo meu. Aí não aguentei. Ri alto. Um dia ainda vou conhecer a Companhia do Norte.

Ruan, me perdoe, mas essa ficou registrada pra sempre.
E Lu, obrigado por fazer me fazer rir na madrugada HAHAHAHAHAHAHA.
De repente, o Lu me manda isso: http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=7433243753259383830&aid=1280602687
olha isso
o nome do album
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
euri muito
Quando eu entrei, era no orkut de um amigo meu. Aí não aguentei. Ri alto. Um dia ainda vou conhecer a Companhia do Norte.
Ruan, me perdoe, mas essa ficou registrada pra sempre.
E Lu, obrigado por fazer me fazer rir na madrugada HAHAHAHAHAHAHA.
sábado, 24 de julho de 2010
Seleção é lugar de Mano
Meu tio Reginaldo já me mandou uma mensagem tirando sarro. Afinal, Mano é o técnico da seleção. O Fluminense não liberou o Muricy, infelizmente.
E antes que meu tio Reginaldo entre aqui no blog e comente, tornando pública minha vergonha, já venho por meio desta postagem retratar minha grande gafe. Em vez de esperar, já fui desferindo meu sarro, afinal, já era certo que Muricy era o técnico da seleção.
Mas vingança é um prato que se come frio. E desta vez, comi congelado.
Meu tio deve ter dito: "Calma, porque ainda não é certeza".
Mas eu não ouvi. Continuei com as piadas. Postei no blog.
Por isso, esta postagem é só para registrar o ocorrido. Porque seleção é, sim, lugar de Mano. Fazer o quê, né?
E antes que meu tio Reginaldo entre aqui no blog e comente, tornando pública minha vergonha, já venho por meio desta postagem retratar minha grande gafe. Em vez de esperar, já fui desferindo meu sarro, afinal, já era certo que Muricy era o técnico da seleção.
Mas vingança é um prato que se come frio. E desta vez, comi congelado.
Meu tio deve ter dito: "Calma, porque ainda não é certeza".
Mas eu não ouvi. Continuei com as piadas. Postei no blog.
Por isso, esta postagem é só para registrar o ocorrido. Porque seleção é, sim, lugar de Mano. Fazer o quê, né?
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Seleção não é lugar de Mano, Regi
Eu tenho um tio que é daqueles bem corintianos bem chatos. Até já escrevi uma postagem aqui no blog em homenagem a ele, quando ele me ligou tirando sarro porque o Santo André fez 1x0 no começo do primeiro jogo da final do Paulistão deste ano, contra o Santos.
Essa semana ele estava que não se cabia em si mesmo porque já era certo que o Mano Menezes, do Corinthians, seria técnico da seleção. Me ligou, veio em casa, tirou o maior sarro.
Eu só disse pra ele: "Calma, porque ainda não é certeza".
Ele não me ouviu. Continuou com as piadas.
Por isso, esta postagem é só para registrar o ocorrido. Porque seleção não é lugar de Mano.
Essa semana ele estava que não se cabia em si mesmo porque já era certo que o Mano Menezes, do Corinthians, seria técnico da seleção. Me ligou, veio em casa, tirou o maior sarro.
Eu só disse pra ele: "Calma, porque ainda não é certeza".
Ele não me ouviu. Continuou com as piadas.
Por isso, esta postagem é só para registrar o ocorrido. Porque seleção não é lugar de Mano.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Insônia
por DANIEL CAMPANER*
São três horas da madrugada e eu estou aqui ainda. Na verdade eu estou no lugar certo. Na minha cama, é claro. Quem dera se fosse na de alguma mulher gostosona aí, ou até mesmo num motel cinco estrelas...
Bom, desculpas. Esqueci de me apresentar.
Eu me chamo Miguel, tenho 20 anos, faço publicidade numa faculdade particular e estou no terceiro ano. Moro no Interior de São Paulo e essa é a minha vida.
Desde meus 18 anos, quando entrei na faculdade eu fico nessa mesma rotina. Estudo até tarde, e pra não dormir bebo café. Ah, eu adoro café. Ele tem cafeína, uma substância que... Nossa, desculpas.
Voltando ao assunto, então... Quando eu entrei na faculdade eu saia muito, estava acostumado com as baladas, porque você sabe, né? Então, quando eu acordei já era tarde. Eu passei na faculdade bem apertado de notas, mas cá estou eu. Agora o problema é outro. Eu estudo muito e fico até altas horas fazendo meus deveres e por causa do bendito café, eu perco o sono.
Agora são três e meia da madrugada e eu não consegui dormir. Eu já tive tempos melhores. Amanhã, ou melhor, hoje eu acordo cedo, tenho aula e entrega do relatório, então boa noite, vou dormir em alguns segundos, quer ver?
Três, dois, um... Ah, não deu certo.
Mas eu sou esperto, vou fechar os olhos, pensar em algo bem gostoso e que me lembre coisas boas. Tipo café. Não, café não. Será que não vou conseguir dormir hoje? O quê eu faço? Já são quatro horas da manhã e nada do sono chegar. Mas agora eu sinto, ele está vindo. Ah, que delícia. Boa noite.
Três, dois, um...
Não foi dessa vez, ainda estou aqui. Essa insônia acaba comigo. Esse café acaba comigo. Ele é tão bom, mas me faz tanto mal. É, acho que insônia é problema mental mesmo. Mas chega de pensar. Porque pensar agora, não leva à lugar algum. Ou leva? Será que se eu ficar pensando eu vou dormir? Ah, eu não sei. Mas às seis eu levanto e faltam trinta minutos. Por isso eu estou indo dormir. E dessa vez é pra valer. Boa noite.
Três, dois, um...
PI PI PI PI PI PI...
*Daniel Campaner é Jaguapitãense, está no ensino médio e diz que nunca passou por isso, diferentemente deste blogueiro. Ele também não gosta de café, diferentemente deste blogueiro. E diferentemente deste blogueiro, ele tem twitter. Quem quiser segui-lo: http://twitter.com/danncampaner
São três horas da madrugada e eu estou aqui ainda. Na verdade eu estou no lugar certo. Na minha cama, é claro. Quem dera se fosse na de alguma mulher gostosona aí, ou até mesmo num motel cinco estrelas...
Bom, desculpas. Esqueci de me apresentar.
Eu me chamo Miguel, tenho 20 anos, faço publicidade numa faculdade particular e estou no terceiro ano. Moro no Interior de São Paulo e essa é a minha vida.
Desde meus 18 anos, quando entrei na faculdade eu fico nessa mesma rotina. Estudo até tarde, e pra não dormir bebo café. Ah, eu adoro café. Ele tem cafeína, uma substância que... Nossa, desculpas.
Voltando ao assunto, então... Quando eu entrei na faculdade eu saia muito, estava acostumado com as baladas, porque você sabe, né? Então, quando eu acordei já era tarde. Eu passei na faculdade bem apertado de notas, mas cá estou eu. Agora o problema é outro. Eu estudo muito e fico até altas horas fazendo meus deveres e por causa do bendito café, eu perco o sono.
Agora são três e meia da madrugada e eu não consegui dormir. Eu já tive tempos melhores. Amanhã, ou melhor, hoje eu acordo cedo, tenho aula e entrega do relatório, então boa noite, vou dormir em alguns segundos, quer ver?
Três, dois, um... Ah, não deu certo.
Mas eu sou esperto, vou fechar os olhos, pensar em algo bem gostoso e que me lembre coisas boas. Tipo café. Não, café não. Será que não vou conseguir dormir hoje? O quê eu faço? Já são quatro horas da manhã e nada do sono chegar. Mas agora eu sinto, ele está vindo. Ah, que delícia. Boa noite.
Três, dois, um...
Não foi dessa vez, ainda estou aqui. Essa insônia acaba comigo. Esse café acaba comigo. Ele é tão bom, mas me faz tanto mal. É, acho que insônia é problema mental mesmo. Mas chega de pensar. Porque pensar agora, não leva à lugar algum. Ou leva? Será que se eu ficar pensando eu vou dormir? Ah, eu não sei. Mas às seis eu levanto e faltam trinta minutos. Por isso eu estou indo dormir. E dessa vez é pra valer. Boa noite.
Três, dois, um...
PI PI PI PI PI PI...
*Daniel Campaner é Jaguapitãense, está no ensino médio e diz que nunca passou por isso, diferentemente deste blogueiro. Ele também não gosta de café, diferentemente deste blogueiro. E diferentemente deste blogueiro, ele tem twitter. Quem quiser segui-lo: http://twitter.com/danncampaner
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