Não sou de ficar me emocionando em jogos de futebol, nem de chorar quando meu time ou a seleção brasileira perde. Gosto sim de futebol, sou amante do bom futebol e gosto quando muito de ver belas jogadas, dribles e muita raça em campo.
Porém, se houve alguma partida na qual eu tenha sentido uma ponta de emoção, talvez até um certo orgulho, nesta copa foram os dois últimos jogos da seleção do Uruguai.
Contra Gana, um embate épico nas quartas de final. Com a Jabulani traindo os dois goleiros. Como uma garota que diz sim, mas na hora H pula fora. Um 1x1 digno de virar livro. Quando o atacante do Uruguai defendeu a bola com a mão no último segundo do jogo, dei adeus à Celeste.
O cara foi expulso e saiu chorando, mas o melhor jogador de Gana perde o penalti. Neste momento soltei um grito: "Meu Deus, não acredito!". Minha mãe correu na sala preocupada. "O cara de Gana perdeu o penalti!" E, mas emocionante ainda é ver o Suarez comemorando quando viu o gol a caminho do vestiário. Nos penaltis, Uruguai.
E hoje, mais uma vez, quando achei que estava tudo decidido para a Holanda, com o Robben saindo rindo de campo, com o Cleber Machado dizendo que a Holando era finalista, eis que surge um gol aos 45 minutos do Uruguai. Eis que dou mais um grito: "Meu Deus, gol do Uruguai". Eis que surge a pressão no final da partida. Eis que eu percebo o quão importante é a copa para aquele time. Eis que eu percebo o quanto eu gosto de futebol. Eis que me vejo de pé com as mãos postas e os pés gelados de tensão.
Hoje o Uruguai mostrou ao Brasil como se joga futebol. Futebol é mais que nome. É mais que camisa. Futebol é raça. É pura raça. Prefiro um time inteiro Lúcios e Luganos do que de Kakás e Messis.
Quando estava 2x1, o Brasil parecia jogar um amistoso contra a Holanda. Hoje, em desvantagem no placar, o Uruguai travava uma guerra contra a Holanda. O Paraguai, do mesmo modo, travou guerras contra Espanha, Itália e Japão. O Brasil tinha medo de estragar o esmalte.
Parabéns, Uruguai. Futebol é raça e paixão.
Só de ver a Celeste jogar os dois últimos jogos já valeu a copa inteira. O que vier daqui para frente é cumprimento de tabela.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Uma bela canção (6)
Este é o novo sucesso dos Aviões do Forró. A letra é linda.
Feito Capim
Aviões do Forró
Composição: Rodrigo Mell / Elvis Pires
O amor é feito capim
Mas veja que absurdo:
A gente planta, ele cresce
Aí vem uma vaca e acaba tudo
Me dediquei, me entreguei a você
Me anulei, esqueci de viver
Mesmo assim eu estava feliz
E faria bem mais, mas você não quis
Na primeira tentação você caiu
Nosso amor era quente foi ficando frio
Preparei o terreno pra você me amar
Mas foi plantar amor em outro lugar
O amor é feito capim
Mas veja que absurdo:
A gente planta, ele cresce
Aí vem uma vaca e acaba tudo ( 2x )
Repare no jeito que a cantora diz "vaca". No estilo Bruno e Marrone. Dá a impressão de que, no final da música, ela está toda descabelada, roupas rasgadas por ela mesma e babando de raiva.
Ri muito quando imaginei.
Feito Capim
Aviões do Forró
Composição: Rodrigo Mell / Elvis Pires
O amor é feito capim
Mas veja que absurdo:
A gente planta, ele cresce
Aí vem uma vaca e acaba tudo
Me dediquei, me entreguei a você
Me anulei, esqueci de viver
Mesmo assim eu estava feliz
E faria bem mais, mas você não quis
Na primeira tentação você caiu
Nosso amor era quente foi ficando frio
Preparei o terreno pra você me amar
Mas foi plantar amor em outro lugar
O amor é feito capim
Mas veja que absurdo:
A gente planta, ele cresce
Aí vem uma vaca e acaba tudo ( 2x )
Repare no jeito que a cantora diz "vaca". No estilo Bruno e Marrone. Dá a impressão de que, no final da música, ela está toda descabelada, roupas rasgadas por ela mesma e babando de raiva.
Ri muito quando imaginei.
domingo, 4 de julho de 2010
As curvas do Vale do Ribeira
Cheguei hoje de madrugada de Adrianópolis. Lá será realizada a 25ª Romaria da Terra do Paraná, em agosto e ontem houve um reunião.
Adrianópolis fica no Vale do Ribeira, uma região de mata atlântica na divisa entre Paraná e São Paulo. E Adrianópolis fica bem no meio do vale. Mas outra hora eu falo sobre a cidade. Agora quero falar sobre a viagem.
Este é o mapa que mostra o caminho que fizemos até lá:

Adrianópolis fica bem aqui ó:

Saímos às 19h de Jataizinho. Passamos por Assaí, São Sebastião da Amoreira, Ribeirão do Pinhal, Santo Antonio da Plantina e Carlópolis, que já divisa com o Estado de São Paulo. Entramos em São Paulo.
Daí para frente: Fartura, Taquarituba, Itabera, Itapeva, Capão Bonito.
De Capão Bonito para frente, só por Deus, porque a partir daí entramos no Vale do Ribeira, que deveria se chamar Vale da Ribanceira. É quando começamos a voltar para o Paraná. A estrada (SP-250) se torna estreita, sem acostamento e cheia de buracos. Mas o pior não é isso. O pior são as curvas.
Você já andou na Serra do Mar? Já? Não gostou? Passou mal? Então neste trecho que andamos entre Capão Bonito e Adrianópolis, passando por Apiaí, Ribeira e outros municípios minúsculos por ali, você iria querer morrer.
Parece ser uma região esquecida do mundo. Até 100 metros antes de entrar na cidade, você não a vê, simplesmente porque a cidade fica escondida no meio das montanhas. Parace uma cidade numa cratera de vulcão. Mas Adrianópolis é mais longe ainda, porque ela fica lá embaixo, no pé do vale, na beira do rio Ribeira.
Aliás, esta é a cidade de Ribeira, que faz parte do Estado de São Paulo:

E esta é Adrianópolis, que é Estado do Paraná, mas é vizinha - separada por uma ponte - de Ribeira:

São cidades com origem nos resquícios da escravidão, ainda no início do século. Há muitas comunidades quilombolas. Para fugir das senzalas do litoral ou região de Curitiba, os negros se embrenhavam pela mata e procuravam os locais de mais difícil acesso. Assim, surgiram as cidades da região.
Foram cerca de 120 quilômetros de curvas, curvas e mais curvas. Muitas curvas. Quando eu digo curvas, digo curvas de 90, 120, 180, quase 360 graus. Pura descida. Puro buraco. Pura escuridão. Até agora estou me perguntando como é que as pessoas que moram lá conseguiram levar os materiais de construção praquele fim de mundo. Não consegui pensar um caminhão cheio de mudanças descendo aquele vale.
Mas pensando bem, não deve ser tão difícil, porque empresas mineradoras sobram por lá. Acabam com a natureza, exploram os locais e deixam as cidades do Vale do Ribeira na miséria. E sabe qual é a empresa que explora o minério lá em Adrianópolis? A Sanderson, nossa vizinha de Londrina.
O rio Ribeira, de tão poluído e contaminado por causa do chumbo, não tem peixe. Por isso, não há pesca na região. As cidades "sobrevivem" única e excluisivamente de mineração, já que não há onde plantar, porque as montanhas em volta, gigantescas, não permitem a atividade.
No mais, o lugar é lindo. Fiquei impressionado com a beleza do Vale do Ribeira. A Romaria da Terra é no dia 15 de agosto. Estarei lá e levo minha câmera fotográfica porque desta vez eu esqueci e não tirei foto alguma.
OBS: Na volta, ao chegar em Taquarituba, passamos direto e só quando estávamos chegando em Avaré é que percebemos o erro. Tinha uma placa indicando que logo logo entraríamos na Castelo Branco, rumo à capital paulista. Até pensamos e ir na 25 de março, mas voltamos e seguimos viagem até Jataizinho.
Adrianópolis fica no Vale do Ribeira, uma região de mata atlântica na divisa entre Paraná e São Paulo. E Adrianópolis fica bem no meio do vale. Mas outra hora eu falo sobre a cidade. Agora quero falar sobre a viagem.
Este é o mapa que mostra o caminho que fizemos até lá:
Adrianópolis fica bem aqui ó:

Saímos às 19h de Jataizinho. Passamos por Assaí, São Sebastião da Amoreira, Ribeirão do Pinhal, Santo Antonio da Plantina e Carlópolis, que já divisa com o Estado de São Paulo. Entramos em São Paulo.
Daí para frente: Fartura, Taquarituba, Itabera, Itapeva, Capão Bonito.
De Capão Bonito para frente, só por Deus, porque a partir daí entramos no Vale do Ribeira, que deveria se chamar Vale da Ribanceira. É quando começamos a voltar para o Paraná. A estrada (SP-250) se torna estreita, sem acostamento e cheia de buracos. Mas o pior não é isso. O pior são as curvas.
Você já andou na Serra do Mar? Já? Não gostou? Passou mal? Então neste trecho que andamos entre Capão Bonito e Adrianópolis, passando por Apiaí, Ribeira e outros municípios minúsculos por ali, você iria querer morrer.
Parece ser uma região esquecida do mundo. Até 100 metros antes de entrar na cidade, você não a vê, simplesmente porque a cidade fica escondida no meio das montanhas. Parace uma cidade numa cratera de vulcão. Mas Adrianópolis é mais longe ainda, porque ela fica lá embaixo, no pé do vale, na beira do rio Ribeira.
Aliás, esta é a cidade de Ribeira, que faz parte do Estado de São Paulo:

E esta é Adrianópolis, que é Estado do Paraná, mas é vizinha - separada por uma ponte - de Ribeira:

São cidades com origem nos resquícios da escravidão, ainda no início do século. Há muitas comunidades quilombolas. Para fugir das senzalas do litoral ou região de Curitiba, os negros se embrenhavam pela mata e procuravam os locais de mais difícil acesso. Assim, surgiram as cidades da região.
Foram cerca de 120 quilômetros de curvas, curvas e mais curvas. Muitas curvas. Quando eu digo curvas, digo curvas de 90, 120, 180, quase 360 graus. Pura descida. Puro buraco. Pura escuridão. Até agora estou me perguntando como é que as pessoas que moram lá conseguiram levar os materiais de construção praquele fim de mundo. Não consegui pensar um caminhão cheio de mudanças descendo aquele vale.
Mas pensando bem, não deve ser tão difícil, porque empresas mineradoras sobram por lá. Acabam com a natureza, exploram os locais e deixam as cidades do Vale do Ribeira na miséria. E sabe qual é a empresa que explora o minério lá em Adrianópolis? A Sanderson, nossa vizinha de Londrina.
O rio Ribeira, de tão poluído e contaminado por causa do chumbo, não tem peixe. Por isso, não há pesca na região. As cidades "sobrevivem" única e excluisivamente de mineração, já que não há onde plantar, porque as montanhas em volta, gigantescas, não permitem a atividade.
No mais, o lugar é lindo. Fiquei impressionado com a beleza do Vale do Ribeira. A Romaria da Terra é no dia 15 de agosto. Estarei lá e levo minha câmera fotográfica porque desta vez eu esqueci e não tirei foto alguma.
OBS: Na volta, ao chegar em Taquarituba, passamos direto e só quando estávamos chegando em Avaré é que percebemos o erro. Tinha uma placa indicando que logo logo entraríamos na Castelo Branco, rumo à capital paulista. Até pensamos e ir na 25 de março, mas voltamos e seguimos viagem até Jataizinho.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
"Eu estava cagando..."
A sinceridade e ingenuidade infantil.
O melhor é o sotaque na hora do "cagando..."
Muito fofo.
O melhor é o sotaque na hora do "cagando..."
Muito fofo.
"Como você pode fazer isso comigo, Corinthians?"
Essa eu vi no Kibeloco e não resistir. Tive de colocar aqui porque é sensacional.
Agora só falta alguém avisar pra Andressa que ela vai ter de se acostumar com isso.
É uma infância perdida. Chorei.
Agora só falta alguém avisar pra Andressa que ela vai ter de se acostumar com isso.
É uma infância perdida. Chorei.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Chi-chi-chi le-le-le Viva Chile!
Desde de quando a Espanha ganhou do Chile no último jogo do Grupo H, eu perdi um pouco do ânimo em relação à copa. Eu achava que o Chile poderia chegar mais longe e estava gostando muito do futebol da seleção chilena. Mas foi perder pra Espanha, quando podia até empatar pra ficar em primeiro e se livrar do Brasil.
Acabei de assistir Brasil 3x0 Chile. Eu não consegui torcer para o Brasil porque o Chile já havia ganhado a minha simpatia. Assisti sozinho no quarto e dormi durante quase todo o primeiro tempo, como se o jogo fosse desses sem importância, tipo Argélia x Eslovênia.
Acordei do sono com a gritaria do segundo gol.
No segundo tempo assisti a, no máximo, 20 minutos picados, mas ainda vi o gol do Robinho.
Realmente uma pena a saída do Chile que, dos pequenos, foi o time mais corajoso, porque atacou, criou chances e não se intimidou diante da Espanha e do Brasil.
O Brasil, passou. Legal. Mas esse jogo bem que podia ter sido contra a Espanha.
Se o Uruguai passar por Gana e o Brasil passar por Holanda, acho que vai acontecer a mesma coisa que aconteceu hoje contra o Chile.
E se o Paraguai chegar na semi-final contra a Argentina, vou ser obrigado a torcer por uma final entre Uruguai e Paraguai. Já pensou?
Acabei de assistir Brasil 3x0 Chile. Eu não consegui torcer para o Brasil porque o Chile já havia ganhado a minha simpatia. Assisti sozinho no quarto e dormi durante quase todo o primeiro tempo, como se o jogo fosse desses sem importância, tipo Argélia x Eslovênia.
Acordei do sono com a gritaria do segundo gol.
No segundo tempo assisti a, no máximo, 20 minutos picados, mas ainda vi o gol do Robinho.
Realmente uma pena a saída do Chile que, dos pequenos, foi o time mais corajoso, porque atacou, criou chances e não se intimidou diante da Espanha e do Brasil.
O Brasil, passou. Legal. Mas esse jogo bem que podia ter sido contra a Espanha.
Se o Uruguai passar por Gana e o Brasil passar por Holanda, acho que vai acontecer a mesma coisa que aconteceu hoje contra o Chile.
E se o Paraguai chegar na semi-final contra a Argentina, vou ser obrigado a torcer por uma final entre Uruguai e Paraguai. Já pensou?
terça-feira, 22 de junho de 2010
Ninguém vai comentar este post
Eu não gosto muito de escrever sobre futebol aqui no blog porque ninguém comenta. É por isso que penso muitas vezes antes de colocar alguma coisa sobre a Copa do Mundo que está rolando aí.
Por isso, eu não vou escrever que aposto em Brasil x Argentina na final da copa.
Não vou escrever que torço muito para o Brasil pegar a Espanha já nas oitavas de final, só para que as seleções sulamericanas não precisem se enfrentar nas segunda fase e tenham chance de se classificarem todas para as quartas de final.
Não vou escrever que o time que jogou melhor e mais bonito até agora na primeira fase da copa é o Chile, pra quem torço muito.
Não vou escrever que não gosto da richa que existe entre brasileiros e argentinos. Richa esta que os meios de comunicação fazem questão de ressaltar, reafirmar e aumentar, seja em propagandas, reportagens ou piadas de mal gosto. Não vou escrever que comigo isso não funciona e que, quanto mais tentam forçar essa rivalidade - que para mim beira a insanidade - mais eu gosto dos hermanos.
Não vou escrever que torço muito para que a França não passe da primeira fase porque quem deveria estar na copa era a Irlanda e Tierry Henry deveria estar no mundial de basquete.
Não vou escrever também que Uruguai e Paraguai estão entre os meus favoritos.
Não vou escrever que esta copa está muito chata porque não sai gol, não tem viradas espetaculares, os jogadores não estão jogando com vontade - porque o importante mesmo para eles são os clubes, não tem golaços, só gol contra e gol feio, os tais craques estão machucados e os que não estão machucados passam longe do que jogam nos seus clubes, e que por causa da globalização do futebol - leia-se europeização do futebol - todos os times jogam iguaizinhos (todos iguais a Eslováquia).
Não vou escrever que, mesmo assim, assisti a quase todos os jogos até agora. Ou pelo menos uma parte de cada um.
Enfim, não vou escrever nada disso.
Afinal, ninguém vai comentar este post mesmo.
Por isso, eu não vou escrever que aposto em Brasil x Argentina na final da copa.
Não vou escrever que torço muito para o Brasil pegar a Espanha já nas oitavas de final, só para que as seleções sulamericanas não precisem se enfrentar nas segunda fase e tenham chance de se classificarem todas para as quartas de final.
Não vou escrever que o time que jogou melhor e mais bonito até agora na primeira fase da copa é o Chile, pra quem torço muito.
Não vou escrever que não gosto da richa que existe entre brasileiros e argentinos. Richa esta que os meios de comunicação fazem questão de ressaltar, reafirmar e aumentar, seja em propagandas, reportagens ou piadas de mal gosto. Não vou escrever que comigo isso não funciona e que, quanto mais tentam forçar essa rivalidade - que para mim beira a insanidade - mais eu gosto dos hermanos.
Não vou escrever que torço muito para que a França não passe da primeira fase porque quem deveria estar na copa era a Irlanda e Tierry Henry deveria estar no mundial de basquete.
Não vou escrever também que Uruguai e Paraguai estão entre os meus favoritos.
Não vou escrever que esta copa está muito chata porque não sai gol, não tem viradas espetaculares, os jogadores não estão jogando com vontade - porque o importante mesmo para eles são os clubes, não tem golaços, só gol contra e gol feio, os tais craques estão machucados e os que não estão machucados passam longe do que jogam nos seus clubes, e que por causa da globalização do futebol - leia-se europeização do futebol - todos os times jogam iguaizinhos (todos iguais a Eslováquia).
Não vou escrever que, mesmo assim, assisti a quase todos os jogos até agora. Ou pelo menos uma parte de cada um.
Enfim, não vou escrever nada disso.
Afinal, ninguém vai comentar este post mesmo.
domingo, 20 de junho de 2010
Confrontos históricos
Dois vídeos muito engraçados da MTV.
Um deles é um confronto histórico entre as seleções Sérvia x Montenegro. Neste, o árbitro para o jogo a todo momento porque a ONU decide que alguns jogadores tem de trocar de time porque Sérvia conquistou um território de Montenegro, ou vice-versa, depois vira tudo Iugoslávia de novo. Muito bom.
O outro é um outro confronto histórico entre Israel x Palestina. Neste, pra começar os times estão desfalcados porque os jogadores se mataram antes da partida. Ninguém invade território de ninguém, mas quando invadem... também muito bom. Esse foi sugestão dada pelo Torero no blog dele.
Imagine isso tudo numa Copa do Mundo!
Um deles é um confronto histórico entre as seleções Sérvia x Montenegro. Neste, o árbitro para o jogo a todo momento porque a ONU decide que alguns jogadores tem de trocar de time porque Sérvia conquistou um território de Montenegro, ou vice-versa, depois vira tudo Iugoslávia de novo. Muito bom.
O outro é um outro confronto histórico entre Israel x Palestina. Neste, pra começar os times estão desfalcados porque os jogadores se mataram antes da partida. Ninguém invade território de ninguém, mas quando invadem... também muito bom. Esse foi sugestão dada pelo Torero no blog dele.
Imagine isso tudo numa Copa do Mundo!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Sobre as pequenas caquinhas
O espetáculo, resumidamente falando, é uma hora de pura bobeira.
São piadas tão simples que a gente que está na plateia não acredita. São diversos atos bem curtos, com situações do cotidiano, mas que se tornam muito engraçadas. Minha barriga chegou doer de tanto que eu ri.
Cinco atores se revezam no palco. Um palco vazio. O que eles usam são apenas roupas alaranjadas de gari e às vezes trocam por camisetas pretas. Uma ou outra vez alguém aparece fantasiado de algum outro personagem.
E tem também um grande tambor de lixo alaranjado que ora é palco para um teatro de bonecos (que não são bonecos, mas sandálias, chinelos, sapatos, tênis e pantufas), ora vira carrinho de pipoca, ora viro lixo mesmo.
Uma hora um dos atores anuncia: "Caquinha número 'tal': o pipoqueiro". Aparece então uma atriz com o tambor de lixo, fingindo ser um carrinho de pipoca. De repente as pipocas (dois atores dentro do tambor) começam a estourar. São dois atores com uma camisa branca na cabeça pulando dentro do carrinho como se fossem as pipocas. Mas a pipoqueira esquece de tirá-los e de repente eles pulam novamente, mas agora com uma camisa preta na cabeça. A pipoca queimou. Só.
Em outro momento eles anunciam uma grande atração: "Toquinho!". Então aparece um rapaz sem metade do braço com um violão na mão. Só.
Tem uma hora que o "Toquinho" entra e anuncia a próxima atração: "Noel Rosa". Então aparece um Papai Noel com uma roupa cor-de-rosa. Só.
E assim o espetáculo vai fluindo. Mas até agora eu não consigo imaginar de onde os atores tiraram tanta bobeira. É muita criatividade. Quem tiver a oportunidade de assistir "Pequenas Caquinhas", do grupo Antropofocus, não perca. É muito divertido.
Ah, como foi uma parceria entre Sesc Londrina e Secretaria de Cultura de Ibiporã, não tive de pagar nada para assistir. Bastou levar um quilo de alimento, o que não era obrigatório. A gratuidade deixou a peça ainda mais deliciosa.
Aqui vão alguns vídeos sobre o "Pequenas Caquinhas". O primeiro é o Hospital do Tênis. O segundo é a Galinha sem Penas. Os dois atos fazem parte da peça.
Vale a pena.
São piadas tão simples que a gente que está na plateia não acredita. São diversos atos bem curtos, com situações do cotidiano, mas que se tornam muito engraçadas. Minha barriga chegou doer de tanto que eu ri.
Cinco atores se revezam no palco. Um palco vazio. O que eles usam são apenas roupas alaranjadas de gari e às vezes trocam por camisetas pretas. Uma ou outra vez alguém aparece fantasiado de algum outro personagem.
E tem também um grande tambor de lixo alaranjado que ora é palco para um teatro de bonecos (que não são bonecos, mas sandálias, chinelos, sapatos, tênis e pantufas), ora vira carrinho de pipoca, ora viro lixo mesmo.
Uma hora um dos atores anuncia: "Caquinha número 'tal': o pipoqueiro". Aparece então uma atriz com o tambor de lixo, fingindo ser um carrinho de pipoca. De repente as pipocas (dois atores dentro do tambor) começam a estourar. São dois atores com uma camisa branca na cabeça pulando dentro do carrinho como se fossem as pipocas. Mas a pipoqueira esquece de tirá-los e de repente eles pulam novamente, mas agora com uma camisa preta na cabeça. A pipoca queimou. Só.
Em outro momento eles anunciam uma grande atração: "Toquinho!". Então aparece um rapaz sem metade do braço com um violão na mão. Só.
Tem uma hora que o "Toquinho" entra e anuncia a próxima atração: "Noel Rosa". Então aparece um Papai Noel com uma roupa cor-de-rosa. Só.
E assim o espetáculo vai fluindo. Mas até agora eu não consigo imaginar de onde os atores tiraram tanta bobeira. É muita criatividade. Quem tiver a oportunidade de assistir "Pequenas Caquinhas", do grupo Antropofocus, não perca. É muito divertido.
Ah, como foi uma parceria entre Sesc Londrina e Secretaria de Cultura de Ibiporã, não tive de pagar nada para assistir. Bastou levar um quilo de alimento, o que não era obrigatório. A gratuidade deixou a peça ainda mais deliciosa.
Aqui vão alguns vídeos sobre o "Pequenas Caquinhas". O primeiro é o Hospital do Tênis. O segundo é a Galinha sem Penas. Os dois atos fazem parte da peça.
Vale a pena.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Pequenas Caquinhas
Acabei de chegar de uma peça de teatro muito legal. A peça se chama "Pequenas Caquinhas" e é apresentada pelo grupo Antropofocus, que eu não sei da onde é.
Mas eu não vou escrever sobre o espetáculo agora, porque depois a gente foi numa pizzaria, eu comi demais e to a ponto de fazer pequenas caquinhas. Ou melhor, nem tão pequenas assim.
Quem quiser saber mais sobre o grupo, clica aqui.
Amanhã eu escrevo sobre a peça.
Mas eu não vou escrever sobre o espetáculo agora, porque depois a gente foi numa pizzaria, eu comi demais e to a ponto de fazer pequenas caquinhas. Ou melhor, nem tão pequenas assim.
Quem quiser saber mais sobre o grupo, clica aqui.
Amanhã eu escrevo sobre a peça.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Eu tentei, juro que tentei...
Eu disse que ia torcer para a Eslovênia.
Olha, juro que tentei. Tentei mesmo. Muito. Mas não dá.
O primeiro jogo da Copa do Mundo ontem foi entre Argélia x Eslovênia. Foi o pior jogo que já assisti na minha vida. Pior que Ceará x Bragantino. Pior que Oeste x Mirassol. Pior que Zanni x Bar Carina (do campeonato aqui de Jataizinho).
Times sem técnica, sem criatividade, sem força ofensiva, sem nada.
Pelo menos a Eslovênia ganhou, mas, como não poderia deixar de ser, o gol saiu num frangasso do goleiro da Argélia. Durante o jogo foi me dando uma agonia sem tamanho. Desisti. Agora, vou torcer para o time que jogar bem. Infelizmente, até agora, quem está ganhando é a Argentina.
Acho que a Copa do Mundo está muito inchada. Muito time. Alguns deles "nada a ver", como diz meu irmão. O que tem a ver times com Nova Zelândia e Austrália (que para mim são a mesma coisa), Sérvia, Eslováquia e Eslovênia (que para mim também são a mesma coisa), Honduras, Argélia, Suiça e Coreia do Norte numa Copa? Nada.
Ou melhor, quase nada. Servem para fazer retranca e jogar para não tomar gol. E isso vai deixando a Copa do Mundo cada vez mais feia. 10 jogos, 16 gols, média de 1,6 por jogo. Uma droga. O Santos faz isso em três jogos.
A Eslovênia é caso passado para mim.
Agora ganha a minha torcida quem jogar melhor. Tomara que seja o Brasil amanhã.
Olha, juro que tentei. Tentei mesmo. Muito. Mas não dá.
O primeiro jogo da Copa do Mundo ontem foi entre Argélia x Eslovênia. Foi o pior jogo que já assisti na minha vida. Pior que Ceará x Bragantino. Pior que Oeste x Mirassol. Pior que Zanni x Bar Carina (do campeonato aqui de Jataizinho).
Times sem técnica, sem criatividade, sem força ofensiva, sem nada.
Pelo menos a Eslovênia ganhou, mas, como não poderia deixar de ser, o gol saiu num frangasso do goleiro da Argélia. Durante o jogo foi me dando uma agonia sem tamanho. Desisti. Agora, vou torcer para o time que jogar bem. Infelizmente, até agora, quem está ganhando é a Argentina.
Acho que a Copa do Mundo está muito inchada. Muito time. Alguns deles "nada a ver", como diz meu irmão. O que tem a ver times com Nova Zelândia e Austrália (que para mim são a mesma coisa), Sérvia, Eslováquia e Eslovênia (que para mim também são a mesma coisa), Honduras, Argélia, Suiça e Coreia do Norte numa Copa? Nada.
Ou melhor, quase nada. Servem para fazer retranca e jogar para não tomar gol. E isso vai deixando a Copa do Mundo cada vez mais feia. 10 jogos, 16 gols, média de 1,6 por jogo. Uma droga. O Santos faz isso em três jogos.
A Eslovênia é caso passado para mim.
Agora ganha a minha torcida quem jogar melhor. Tomara que seja o Brasil amanhã.
Trocando de roupa
Ei, você digitou certo. É o blog "Danilo Lemos e Escrevemos".
É que resolvi mudar a cara dele. Hoje quando loguei, percebi que o Blogger estava disponibilizando um montão de templates novos. Então aproveitei e resolvi trocar.
O outro estava muito batido já, afinal, o blog já completou dois anos e ainda não havia ganhado nenhuma roupinha de ir à missa.
Pois bem... ganhou.
Está bem, está bem, não é bem uma roupinha de ir à missa, está mais para roupinha de ir ao circo, ou à uma festa. Mas é uma roupa nova. Uma cara nova. Um ufa... um até que enfim... um aleluia.
O conteúdo aqui vai continuar a mesma porcaria de sempre, não se preocupem.
É que resolvi mudar a cara dele. Hoje quando loguei, percebi que o Blogger estava disponibilizando um montão de templates novos. Então aproveitei e resolvi trocar.
O outro estava muito batido já, afinal, o blog já completou dois anos e ainda não havia ganhado nenhuma roupinha de ir à missa.
Pois bem... ganhou.
Está bem, está bem, não é bem uma roupinha de ir à missa, está mais para roupinha de ir ao circo, ou à uma festa. Mas é uma roupa nova. Uma cara nova. Um ufa... um até que enfim... um aleluia.
O conteúdo aqui vai continuar a mesma porcaria de sempre, não se preocupem.
sábado, 12 de junho de 2010
Uma bela canção (5)
Eu estava mechendo despretensiosamente no Youtube quando digitei a palavra "cemitério". Minha ideia era achar um vídeo recomendado por um amigo meu e tal.
Mas qual não foi a minha surpresa quando encontrei esta bela canção. Uma das melhores que já vi. É de um cantor chamado Leandro Nassif.
Amor de Cemitério
Leandro Nassif
Menina eu te conheci no enterro de um amigo meu
Enquanto todo mundo chorava eu observava um peito seu
Pode parecer estranho mas quando é amor eu falo sério
Se existe amor de carnaval, de ping-pong
Por que não existe amor de cemitério?
Menina, tão pálida magrinha, esquálida
Foi quando eu me distraí
Com o enterro de um anão
Aí que eu te perdi no meio da multidão
Não sei se você é real ou se é uma assombração
Menina quero te levar pra dentro do meu caixão
Mas qual não foi a minha surpresa quando encontrei esta bela canção. Uma das melhores que já vi. É de um cantor chamado Leandro Nassif.
Amor de Cemitério
Leandro Nassif
Menina eu te conheci no enterro de um amigo meu
Enquanto todo mundo chorava eu observava um peito seu
Pode parecer estranho mas quando é amor eu falo sério
Se existe amor de carnaval, de ping-pong
Por que não existe amor de cemitério?
Menina, tão pálida magrinha, esquálida
Foi quando eu me distraí
Com o enterro de um anão
Aí que eu te perdi no meio da multidão
Não sei se você é real ou se é uma assombração
Menina quero te levar pra dentro do meu caixão
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Copa do Mundo... não aguento mais!

Eu não aguento mais a Copa do Mundo. E olha que ela nem começou.
A imprensa quer dar tanto show de cobertura que acaba deixando a gente farto de copa.
É tanta copa, tanta copa, tanta copa, que quando o jornal anuncia uma notícia sobre copa eu saio da sala e venho mexer no computador. Quando entro na internet, todos os sites só falam de copa. Acho que nem sites pornográficos dão trégua. Saio da Internet com raiva, precisando fugir de copa, ligo o rádio. Mas lá também só dá copa. Até os meus CDs parecem que falam de copa.
A Globo mandou 500 profissionais à África do Sul. Um faz matéria sobre as pernas do jogador. O outro, sobre como foi o dia da seleção. O outro sobre a cor da chuteira do Robinho. O outro faz uma matéria sobre o Rei Zulu.
A Sandra Anemberg apareceu anteontem e ontem no Globo Esporte. Anteontem para entregar uma blusa pra Glenda e ontem ela apareceu tocando uma vuvuzela. Dá pra acreditar numa jornalista assim? A Glenda não dá uma notícia que preste, tá lá passeando. Anteontem eu torci pra um leão pular em cima do Renato Ribeiro numa das 251 matérias que ele fez sobre leões. Pelo menos assim acontece algo interessante. A Anemberg fez uma matéria sobre a comida predileta do Mandela. Carlos Gil fez uma matéria sobre as câmeras do Soccer City. O que o Willian Wack está fazendo lá?
Já perdi as contas de quantas matérias foram feitas sobre Apartheid, sobre minas de diamantes, sobre preconceito, sobre a bola da copa, sobre as declarações supercriativas dos jogadores nas coletivas de imprensa, sobre os contundidos da copa.
Enfim, é tanta informação inútil que eu, pelo menos, já estou saturado e enjoado de Copa do Mundo.
Parece até que, com o evento, todos os outros problemas acabam e as pessoas vivem de "patriotismo", aliás, um patriotismo que só aparece de quatro em quatro anos, em ano de eleição, mas é na Copa do Mundo. Pensei aqui comigo: Depois da copa, o que o Jornal Nacional, Hoje e Bom Dia Brasil vão mostrar? Porque não tem mais o que mostrar. Não acontece mais nada.
Se isso for realmente verdade, vamos criar um movimento para que a Copa do Mundo seja permanente e os problemas acabem assim, milagrosamente.
Não aguento mais a Copa do Mundo.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
O Chalaça

Comprei o livro "O Chalaça" por alguns motivos.
1º) O escritor é José Roberto Torero, que eu gosto muito e já li muitos livros dele. Ah, ele tem um blog, que está ali do lado direito do blog, na minha lista de blogs.
2º) Porque com esta obra, Torero ganhou o prêmio Jabuti, um dos principais da literatura brasileira.
O nome inteiro do livro é "Galantes memórias e admiráveis aventuras do virtuoso conselheiro Gomes, o Chalaça".
Por meio de um trabalho de pesquisa, Torero conseguiu fragmentos do diário de Francisco Gomes da Silva, um português que embarcou de gaiato para o Brasil com a família real portuguesa em 1808 e, de simples barbeiro, passou a conselheiro e melhor amigo do imperador Dom Pedro II.
Mas o legal é que, como é um diário, ficamos sabendo de fatos muito engraçados e curiosos, da excentricidade de Dom Pedro, das noitadas do imperador e de seus inseparáveis amigos. Por meio de um diário, Gomes acaba contando parte da história do Brasil, desde quando conheceu Dom Pedro até a morte do imperador, em Portugal.
São capítulos curtos e a linguagem é um pouco arcaica, mas tem um humor muito sutil. Confesso que demorei para ler porque é um pouco cansativo, apesar de não ser tão longo. Mas o final é muito legal e surpreendente.
Vale a pena. Paguei R$ 8,00 no sebo.
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