domingo, 31 de janeiro de 2010

Sem ânimo

Ultimamente tenho pensado em milhares de coisas pra escrever no blog. Mas estou tão sem ânimo pra escrever quanto o meu irmão está para trabalhar.

Por isso as postagens estão um pouco raras por aqui.

Vou rezar o terço todos os dias pra ver se o ânimo de antigamente volta. Ou melhor, vou rezar um inteiro.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A sorte de hoje

Cara, tem hora que o Orkut inventa cada uma. A pior de todas é a sorte do dia. Não sei de onde tiram aquelas frases mais toscas do mundo.

Mas a de hoje é a pior:

Sorte de hoje: Os jovens têm anseios que nunca passam, enquanto os velhos têm lembranças do que nunca aconteceu.

Nossa... como pode? Alguém me explica como alguém pode se lembrar do que nunca aconteceu? O que a primeira parte tem a ver com a segunda? O que eu to fazendo à 0h22 de uma segunda feira lendo "Sorte de hoje" no orkut em vez de ir dormir porque tenho que acordar cedo amanhã pra ir trabalhar?

É uma calcinha bege.

É de tirar o tesão!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Colhendo o vício!

"Oi, meu nome é Danilo"

"Oi Danilo!"

"Vim aqui hoje, nesta reunião para contar a minha experiência de vida. É algo que está acabando comigo. Algo que me consome a cada dia, a cada momento, a cada instante. Outro dia, cheguei em casa e falei, meio sem pensar:

- Caramba, consegui comprar uma vaca!

Aí, minha avó perguntou:

- Como assim? Por que? Com que dinheiro? Onde você vai guardar?

Daí, eu expliquei que não era uma vaca de verdade. Era na Colheita Feliz, do Orkut. Mesmo assim, ela perguntou as mesmas coisas quando eu disse que havia comprado um porco, uma galinha, um burro, melancias, abóboras, cenouras, nabos e casinhas de cachorro. E ficou mais passada ainda quando eu disse que consegui comprar tudo isso com a venda das coisas que eu roubei. E toda vez eu explico tudo em detalhes e ela sempre pergunta no final:

- Hã?

Coitada, mal sabia ela o vício que estava prester a se instalar no neto dela. No início, achei que seria só mais um joguinho de internet. Mas depois, vi que não era bem assim. O jogo é viciantemente viciante. Não dá para parar. Descobri que é um caminho sem volta.

Você precisa cuidar da sua fazendinha e precisa comprar sementes, plantar, esperar crescer, colher e vender. Conforme vai vendendo, vai ganhando dinheiro e comprando mais e mais coisas, como animais, por exemplo.

Tem alguns produtos que só podem ser comprados com dinheiro de verdade. Dá até pra imprimir um boleto e pagar no banco! Ai meu Deus, quantas vezes cheguei a imprimir o boleto, mas graças a Deus, resisti e não fui."


"plac plac plac plac plac plac", "parabéns", "que lindo!", "que força de vontade"...

"Eu não gasto com isso não, mas confesso que, desde que comecei minha colheita, há umas duas semanas, chego a marcar o horário que as plantinhas vão amadurecer pra colhê-las. Se elas estão maduras, outras pessoas podem entrar na minha colheita e roubar. E eu odeio ladrões.

A Colheita Feliz virou assunto até em roda de amigos. Hoje mesmo, estava conversando numa rodinha quando alguém disse que precisava ir embora pra colher umas abóboras. Daí um outro já disse que conseguiu roubar um caviar de alguém. Outro, que roubou tanto na noite passada, que conseguiu comprar uma ovelha. Outro ainda, disse que precisava pagar um boleto de R$ 7,00 para conseguir moedas verdes. E assim, o assunto rendeu bem uma hora mais ou menos.

Hoje, confesso a vocês: sou viciado em Colheita Feliz."


"Oh!", "ah, meu Deus", "coitado!"...

Minha colheita

"Mesmo assim, admito que não estou fazendo nada para mudar este quadro. Cada nível que eu passo, cada presente que eu ganho, cada ponto de popularidade, me incentivam a ir mais e mais além. A ficar até de madrugada vasculhando orkuts alheios em busca de qualquer ovinho, qualquer leitinho, qualquer nabinho...

Nesta última semana, comecei a vasculhar e roubar drogas mais pesadas. Fiquei meia hora na colheita de uma tal de Cacá esperando o pato dela botar e o pavão dar suas penas. Também roubei mel, caviar e até presentes de árvores de natal. Ganhei um bom dinheiro com isso. Meu organismo não se contenta mais só com coisas pequenas. Quero sempre mais. E isso me incomoda muito, porque por causa disso, estou dormindo poucas horas por noite..."


"Não chora...", "isso passa", "é melhor chorar mesmo, faz bem"...

"Se fosse para eu dar um conselho aos mais jovens, seria este: usem maconha, cocaína, abusem no álcool, no cigarro, na cola de sapateiro, sei lá, mas não entrem na Colheita Feliz. Ela, pode ter certeza, é muito pior.

Hoje consegui chegar ao nível 12. Já estou comprando melancias. Ai meu Deus, tenho medo de chegar a ter nível pra comprar frutas mais pesadas como o cacau, o abacaxi, a pitaya e a cana, apesar de também não ver a hora de chegar!"


"Não diga isso", "tente se controlar", "seja forte"...

"Não, não consigo! Não quero, mas quero! Preciso disso, não vivo mais sem isso. Já não tem mais volta. A sensação é maravilhosa, é magnífica. Quero mais, mais e mais! A vida é linda, tudo é lindo, a Colheita Feliz é linda, minhas abóboras são lindas, minha galinha é linda, meu burro é lindo, minha vaca, minha ovelha, meus morangos. Tudo lindo. E por falar em morangos, acho que já está na hora deles madurarem. Ai meu Deus, minha galinha tá pra botar e minha vaca tá pra dar leite. Meu porco e meu burro precisam de comida. Preciso comprar uma paisagem. Minhas flores desabrocharam. Ai, que desespero. Preciso da colheita... preciso da colheita... vou embora."

"Não, não vá!", "não se renda, lute mais", "lute até o fim", "não vá ainda, espere mais um pouco", "você precisa contar mais", "ele já foi?", "já", "será que ele falou tudo o que comprou?", "ah, acho que sim", "rápido então, vamos roubar os ovos da galinha dele", "e o leite", "e as melancias", "caramba, já estou chegando no nível 26, vou comprar o abacaxi", "anda logo, antes que ele chegue em casa", "nossa, como esse jogo vicia"...

domingo, 17 de janeiro de 2010

O discurso de Zilda Arns

Há pouco mais de um ano tive o grande prazer de entrevistar Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, em Florestópolis, na festa dos 25 anos da pastoral. A coisa mais incrível que eu vi naquele final de setembro de 2008 é o amor que aquele povo tinha por aquela mulher de sorriso tão fácil e tão atenciosa.

Apesar de minha mãe ser voluntária da Pastoral da Criança há mais de 20 anos aqui em Jataizinho, ainda não tinha a exata dimensão do quanto isso era importante.

Hoje, com certeza, Zilda Arns já está com Deus. Sem dúvida, dando uma mão pra ele, porque sei que o trabalho dela terminou só aqui na Terra. Lá de cima, ela ainda tem muito serviço. Claro, com uma visão bem mais ampla, no sentido mais literal da palavra. O trabalho continua, como ela mesma deixou explícito em seu último discurso, no Haiti.

Leia alguns trechos.

(Para quem quiser ler as reportagens e entrevistas feitas por mim e pelo meu amigo Paulo Eleutério* para o Webjornal ComTexto, sobre a Pastoral da Criançs, pode clicar aqui, aqui e aqui)

"A construção da paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em fraternidade e responsabilidade social. A paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum.

Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos" significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade. Todo esse caminho necessita de comunicação constante para iluminar, animar, fortalecer e democratizar nossa missão de fé e vida.

Cremos que esta transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças. Este desenvolvimento começa quanto a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. NÃO EXISTE SER HUMANO MAIS PERFEITO, MAIS JUSTO, MAIS SOLIDÁRIO E SEM PRECONCEITOS QUE AS CRIANÇAS.

Os resultados do trabalho voluntário, com a mística do amor a Deus e ao próximo, em linha com nossa mãe terra, que a todos deve alimentar, nossos irmãos, os frutos e as flores, nossos rios, lagos, mares, florestas e animais. Tudo isso nos mostra como a sociedade organizada pode ser protagonista de sua transformação. Neste espírito, ao fortalecer os laços que ligam a comunidade, podemos encontrar as soluções para os graves problemas sociais que afetam as famílias pobres.

Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, deveríamos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los."


*Paulo Eleutério acabou de se formar em Jornalismo. O trabalho de conclusão dele, apresentado no último mês de novembro, foi exatamente sobre o trabalho da Pastoral da Criança em Londrina. E uma das entrevistas foi justamente com Zilda Arns.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Moi de repôi nu ái iói

Hoje faz cinco anos que meu avô faleceu. Hoje a Zilda Arns faleceu. Mas como não quero que haja motivo para alguém ficar triste, não vou escrever uma mensagem linda e maravilhosa, daquelas que fazem chorar e tudo mais. Quem já se foi cumpriu sua missão, como a doutora Zilda e meu avô.
Quero celebrar a vida. Por isso, aqui vai uma receita bem mineira, como é a minha avó, viúva do meu avô, que nasceu em Guaranésia (MG), em 18 de agosto de 1938, perto de Três Corações, a cidade do Pelé.

Receita cazêra minêra de:
MOI DE REPÔI NU ÁI IÓI

INGRDIENTE:
5 denti de ái
3 cuié di ói
1 cabêsss di repôi
1 cuié de mastumati

MODI FAZÊ
Casca o ái, pica o ái i soca o ái cum sá. Quenta o ói na cassarola, foga o ái socado nu ói quentim. Pica o repôi beeeeemmmm finim, foga o repôi nu ói quentim junto cum ái fogado. Poim a mastumati i méxi ca cuié pra fazê o môi. Sirva cum rôis e melete.

Isso é bão dimais da conta, sô!


E de brinde, vai um causo beeemmm minêro messs.


(em homenagem à minha avó, donLuzia, que é minêra tamém né)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O caçador de pipas



Finalmente terminei de ler "O caçador de pipas" do Khaled Rosseini. Achei muito bom. Legalzão mesmo, apesar de não ser o melhor que eu já li.

Pois bem. No começo ele é meio triste e eu acabei ficando com raiva do personagem principal. No meio, continuei com raiva dele. Entre o meio e o final, não fiquei mais. Mas no final acabei me enfezando com ele de novo.

Mas não vou me ater ao personagem, mas na história. No começo, ela é bem triste. Mas no meio ela deixa de ser. Porque a história se passa no Afeganistão dos anos 1970. Quando ocorre o golpe de estado lá, os personagens principais vão morar nos Estados Unidos e passam a ter uma vida bem monótona, então, o livro fica monótono também.

Mas aí, surge uma oportunidade do personagem principal, o Amir, reparar alguns erros do passado, lá no Afeganistão. E é aí que a história começa a ficar mais emocionante. Quando ele volta à terra natal, percebe um Afeganistão totalmente destruído pelo regime talibã.

Apesar da história ser muito bem contada, o que mais me chamou a atenção foi a riqueza de detalhes sobre a história de um país desconhecido antes dos ataques de 11 de setembro de 2001. E isso eu achei super legal. É a parte histórica do livro.

Um ponto negativo (pelo menos para mim) do livro, são os longos capítulos. Eu prefiro capítulos curtos. Daqueles que vocês pode ler sempre mais um que não vai se atrasar para a missa. Talvez por causa disso, eu tenha demorado para terminar a leitura.

Mas para saber porque o personagem principal despertou tanta raiva em mim, é só lendo o livro mesmo. Ele é fascinante.

Ah, e o final, eu ainda não sei dizer se é triste ou feliz. Tem um acontecimento na história, pouco antes de chegar no final (o mesmo que me fez pegar raiva de novo do Amir) que muda completamente a história. E o final vai chegando, chegando, chegando, chegando e...

Bom, leia. Comprei por R$ 20,00 em um sebo em Londrina e não me arrependi. Valeu cada centavo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Romaria da Terra 2009

Publico aqui a matéria que eu fiz na Romaria da Terra 2009, em Marilândia do Sul. Ficou bem legal. Prometo!

As imagens são minhas e do meu amigo Paulo Eleutério, que também é jornalista. A edição é minha.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Azar o meu

Cansado de dividir o computador com o meu irmão, resolvi comprar um só pra mim. Paguei os olhos da cara num PC novinho em folha. Gastei todas a minhas economias, cheques e mais cinco prestações.

Mas agora tenho um computador meu. Só meu.

Essa semana paguei a última prestação. Era só isso o que faltava pra eu poder instalar uma internet mais rápida na máquina antiga e dividir com o meu novo. Agora que acabaram as parcelas. Cinco meses esperando por isso.

Ontem à noite, resolvi tirar o cabo da internet do computador velho e ligar no novo pra testar e ver se funcionava.

Mas foi eu clicar no botão da Internet, meu computador novinho pegeu um super vírus. Nem o Douglas (meu amigo que trabalha com isso) conseguiu tirar. Era um vírus pior que o H1N1.

Resultado: meu computador novinho + supervíruspiorqueoH1N1 = formataçãodecomputadornovinho.

Quase chorei. Morri com menos R$ 50,00. Não sei porquê, mas parece que eu vi meu irmão rindo baixinho ali na sala.

Azar o meu. Só meu.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Onde está o R$ 1,00? (resposta)

Galera, na verdade, este R$ 1,00 não existe. Ele não está sobrando. A pergunta foi feita exatamente para confundir a sua cabeça.

A questão foi feita assim:
Se a conta de cada um ficou em R$ 11,00, a conta total ficou em R$ 33,00. Se a garçonete pegou para ela R$ 2,00, com os R$ 33,00 da conta da total, soma-se R$ 35,00. Pergunta: se nós entregamos R$ 36,00 para a garçonete, e a conta total ficou com R$ 35,00, onde foi parar o R$ 1,00 que está faltando?

A conta total não ficou em R$ 35,00. Ficou em R$ 33,00. E nesses R$ 33,00 já estão inclusos os R$ 2,00 que a garçonete pegou.

Portanto a conta ficaria assim:
R$ 31,00 (conta com o desconto) + R$ 2,00 (gorjeta da garçonete) = R$ 33,00 (conta total)

R$ 33,00 (conta total) + R$ 3,00 (troco) = R$ 36,00 (dinheiro entregue para a garçonete)

Finalmente, chega-se à conclusão que o R$ 1,00 não está em lugar algum. Eu apenas somei duas vezes a gorjeta da garçonete e não inclui na pergunta o troco que já havíamos recebido.

Droga! O técnico da seleção na Copa vai ser mesmo o anão mudo da Branca de Neve!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Onde está o R$ 1,00?

(confesso eu demorei bastante para descobrir onde estava)

Eu e mais dois amigos fomos a uma lanchonete. Comemos e bebemos. No final, pedimos a conta. A garçonete apareceu com o papelzinho e descobrimos que havíamos gastado R$ 12,00 reais cada um. Juntamos o dinheiro e entregamos R$ 36,00 para a moça, que levou ao caixa.

Como somos clientes do local, a gerente resolveu fazer um desconto e mandou a garçonete devolver R$ 5,00. A garçonete pensou assim: "Como eles estão em três, se eu der R$ 5,00, pode dar briga, por isso, vou pegar R$ 2,00 para mim, de gorjeta, e devolvo três, para que eles possam dividir igualmente." E foi exatamente isso o que ela fez.

Portanto, cada um recebeu R$ 1,00 de troco e a conta de cada um de nós ficou em R$ 11,00.

Se a conta de cada um ficou em R$ 11,00, a conta total ficou em R$ 33,00. Se a garçonete pegou para ela R$ 2,00, com os R$ 33,00 da conta da total, soma-se R$ 35,00.

Pergunta: se nós entregamos R$ 36,00 para a garçonete, e a conta total ficou com R$ 35,00, onde foi parar o R$ 1,00 que está faltando?

Quem acertar ganha uma vaguinha na comissão técnica da seleção brasileira de futebol.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Casagrande e suas primorosas opiniões

Há quase dois meses atrás, quando o Palmeiras estava cinco pontos à frente do segundo colocado, o Cleber Machado perguntou para o Casagrande:

- Casagrande, qual o time que pode fazer frente ao Palmeiras daqui para frente?

E ele, no auge de sua prepotência, respondeu:

- Nenhum! Pra mim, o campeonato já está definido!

Há uma três rodadas atrás, quando a liderança do Palmeiras já não existia mais, vem ele de novo e diz que acha pouco provável que o time do Palestra Itália conquiste o título.

O que será que ele dirá na próxima rodada? Com certeza, que o time que vai ganhar o campeonato é o São Paulo, porque "é a equipe mais completa desde o início da competição". E o melhor, que ele já sabia desde o começo que o São Paulo seria o vencedor.

Assim é fácil opinar, né, Casagrande?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

E na Globo não se falou nada

Eu não gosto de assistir jogo na Band. Realmente, a transmissão da Globo é melhor. Não pelos narradores e comentaristas, mas pela imagem. É só nisso que a Globo é melhor que a Band, porque comentarista por comentarista, são quase todos muito ruins: Casagrande, Falcão, Neto, Godoy, Galvão, Right, Marcilia.

Mas uma coisa eu tenho que ressaltar. Apesar dos comentários totalmente sem nexo e fora de hora do Neto e do Godoy, na Band, eles falam muitas vezes com coragem e sem rabo preso com CBF, o que é o contrário da Globo.

Ontem no jogo entre Palmeiras e Sport, pelo Campeonato Brasileiro, o lance mais polêmioco do jogo foi o segundo gol do time verde, que empatou o jogo no finalzinho.

O maior problema não era se o jogador do Palmeiras estava ou não impedido no lance, até porque as imagens mostraram que realmente não estava. O problema é que todo mundo viu que o árbitro apitou na jogada como que parando o lance. A defesa parou e o goleiro também. O Danilo fez o gol. O juiz validou.

Elmo Alves Resende Cunha, o árbitro da partida

No final do jogo, os únicos que comentaram sobre o apito do juiz foram os comentaristas da Band. Porque a Globo não mencionou sequer uma palavra. Falaram apenas sobre a possibilidade do impedimento. O Renato Marcilia, que elogiou o juiz no jogo todo, é claro que não ia dar o braço a torcer no final. E, é claro, afirmou com todas as letras que o juiz não teve participação alguma no resultado.

Mesmo sem o apitinho do árbitro no lance, talvez o jogador do Palmeiras não errasse o gol. E era difícil errar daquela distância. Mesmo assim, é importante saber que a Globo se omitiu e não pronunciou uma palavra sobre um ato que influenciou no resultado da partida. A Band falou sobre a jogada. A Globo não, é claro.

Ponto pra Band.

domingo, 8 de novembro de 2009

Água de Batata Futebol Clube

Ser torcedor do Santos é muito chato.

O time nunca luta para chegar a algum lugar. É sempre um mero coadjuvante. No começo do ano, chegou à final do Campeonato Paulista e perdeu para o Corinthians. Depois de vitórias heróicas contra o Palmeiras, o time se acomodou e perdeu na final.

Na copa do Brasil foi desclassificado pelo ABC, ou CSA, ou CSN, CSKA, CBN, CDF, sei lá, já na segunda fase. Aí, tem a chance no Campeonato Brasileiro. E, mais uma vez, nada.

A equipe está exatamente no meio da tabela. 11º lugar; 45 pontos; 11 vitórias, 12 empates, 11 derrotas; 50 gols a favor, 51 contra; quase 50% de aproveitamento. Uma chatice.

Os mais otimistas vão dizer que, pelo menos, o time não está na zona de rebaixamento. Mas eu digo que preferiria que estivesse. Porque assim, teria para quê torcer. Torceria contra o rebaixamento. Aí, no último jogo do campeonato, um golzinho salvador no último minuto tiraria o time da série B por saldo de gols. Assim como aconteceu na classficação para a semi-final do campeonato pauliste este ano, contra a Ponte Preta.

Se eu fosse torcedor do Fluminense, estaria sofrendo, torcendo para o time não cair. Se fosse torcedor do São Paulo, Palmeiras ou Atlético Mineiro, estaria torcendo para ser campeão. Se fosse torcedor do Vasco, estaria hoje feliz pela volta do time à elite. Se fosse do São Raimundo, estaria comemorando também o título da Série D. Bem ou mal, estaria torcendo por alguma coisa.

Um santista hoje torce para o quê?

Tem o time feminino. Mas até lá, a diferença técnica é tão grande que também não tem graça. O time venceu a Libertadores da América só com vitórias. Fez um milhão de gols e não tomou nenhum.

Resta então torcer para Internacional, Goiás e até Avaí.

Hoje o Santos está na zona de classificação para a Copa Sulamericana, porque venceu o Náutico ontem. Mas o próximo jogo é contra o Inter em Porto Alegre. A derrota é certa. Assim, o time volta praquela regiãozinha da tabela que não cai pra segunda divisão e nem classfica pra nada. É aquela região sem graça. De times sem graça.

Sem graça como água de batata.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Borromeu e o macarrão

Hoje é dia 4 de novembro. Dia de duas pessoas muito especiais. A primeira, é um grande amigo meu, o Júnior, que é seminarista e mora em Campo Grande. A outra é um santo meio desconhecido, mas que, de uns tempos para cá, chamou minha atenção.

Por isso, publico aqui uma entrevista que eu fiz com o próprio santo. Este texto já foi publicado há algum tempo no blog do Grupo Querigma, do qual faço parte na minha cidade. Veja, é muito bacana.


Quando o Lima mostrou a ladainha pra gente, a Sandra cantou "São Carlos Bartolomeu". E a gente "Rogai por nós". Mas o Lima veio e corrigiu: "Não é São Carlos Bartolomeu, é São Carlos BORROMEU!".

São Carlos o quê?

Daquele momento em diante, toda vez que a Sandra cantava essa parte da ladainha, ninguém agüentava e dava risada. "São Carlos Borro... kkkkkk". Mas fazer o que... o nome é engraçado mesmo. Até propus que o nome do grupo fosse São Carlos Borromeu, mas não colou.

Hoje eu, Danilo, tive a honra de fazer uma entrevista com este nobre santo. Não posso revelar onde foi, mas quando cheguei, ele estava comendo um prato de macarrão. Em vez de eu fazer as perguntas, foi ele quem começou:

Servido?

Não. Obrigado.
Por que meu nome causa tanto motivo de risos no grupo de vocês?

Porque é engraçado.
O que tem de engraçado em Borromeu?

(comecei a rir) Nada, é que é estranho. Não é dos mais bonitos. Com todo o respeito, nem sabia eu de vossa existência. Muito menos com esse nome.

E engolindo uma garfada, respondeu cordialmente:

Pois é. Borromeu é por parte de pai. Meu pai era um conde chamado Gilberto Borromeo, com "o". Passado para a sua língua, fica "u" no final (ri baixinho, mas ele não ouviu). Minha mãe se chamava Margarete de Medici.

Bem que tu poderias chamar-te São Carlos de Medici, não é?
É verdade, ficaria mais bonito. Mas a tradição era colocar no filho o sobrenome do pai. E se fosse "de Medici", vocês nem me reparariam na ladainha, você não ficaria curioso e não estaria fazendo esta entrevista agora. Talvez eu nem estivesse na ladainha, porque a melodia não ficaria legal.

Vejo que és muito sábio.
Modéstia a parte, sou sim. Tive boa formação na Itália, onde nasci. Aos 21 anos já era doutor em lei civil e canônica.

Onde nascestes?
Em 2 de outubro de 1538 em Arona. E morri em 1584 em Milão.

Orando antes da refeição

É verdade que eras sobrinho do papa Pio IV?
É sim. Inclusive, logo depois que me formei, meu tio... quero dizer... o papa me nomeou secretário de Estado e, mais tarde, administrador de Milão.

Mas isso não é nepotismo?
Nepotismo? O que é isso?

Ah, deixa pra lá. Mas conta mais. Como foi o Concílio de Trento? Teves um papel importante lá?
Bem lembrado. O concílio estava suspenso desde 1552. Mas eu falei um monte na cabeça do meu tio... quero dizer... do sume sacerdote, e ele resolvou reconvocar. Daí, eu aproveitei e participei da reforma. Escrevei decretos, tomei decisões. Um monte de coisa.

Fostes ordenado padre?
Fui. Mas não sem antes recusar o título de conde, quando meu pai morreu. E só exerci a função de padre quando o Concílio de Trento aprovou o novo catecismo, o breviário e o missal escritos por mim mesmo.

Porque é que todos os santos que conheço tiveram histórias com o povo pobre e o senhor não? Ficastes apenas no alto escalão da igreja?
Não, claro que não. Quando uma severa seca assolou a região em que eu morava, eu conseguiu alimentar cerca de 3 mil pessoas durante três meses, com a ajuda de amigos. Em 1576 um praga devastou Milão e todo mundo ficou doente. Eu cuidava pessoalmente das pessoas nas ruas.

Ele tinha um narizão

Quando tornastes santo?
Fui canonizado em 1610. Meu dia é o 4 de novembro. Lembre-se de mim hein.

E limpou o canto da boca, sujo de molho de tomate.

Qual a sua função?
Sou invocado contra as pragas e doenças. Mas não adianta só ficar me invocando. Tem de ir ao médico também. Sou santo, mas paciência tem limite.

Sabe como curar a gripe suína?
Ainda não tenho a vacina.

És pouco conhecido...
É verdade. Por causa de São Pedro, Santo Antonio, São João e mais alguns aí, as pessoas não me conhecem muito. Mas por um lado é bom, porque me dá menos trabalho. Outro dia eu visitei Santo Antonio e o coitado estava ficando zureta de tanto pedido de casamento. Não conseguimos nem conversar. Assim, livre, eu posso até comer o meu macarrão. Quer um pouco?

Não obrigado. Gostaria apenas de pedir desculpas pelas risadas quando soubemos de vosso nome. São sabíamos que eras tão importante.
Não se preocupe, eu não ligo. Há outro piores como Danilo Lemos Felipe (nome-verbo-nome), Sandra Valéria, Elizaiana Tonha, Jahn Pierre, Ogomar...

E soltou uma gostosa risada. Cheia de macarrão.

domingo, 4 de outubro de 2009

Sem criatividade

Ultimamente estou sem criatividade para escrever posts legais. Por isso, peço desculpas aos meus milhões de leitores pela falta de postagens. Mas prometo que ela vai voltar.

É que de repente ela dá uns apagões e eu me torno uma pessoa meio sem graça. Acho que estou trabalhando demais. Ai ai!