Está na FOLHA ONLINE
Taxa de aprovação a Lula bate novo recorde e alcança 70%, diz Datafolha
Pesquisa Datafolha mostra que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva é considerado ótimo ou bom por 70% dos brasileiros, maior aprovação de um presidente desde 1990, informa reportagem da Folha (a íntegra da reportagem está disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Nenhum presidente no Brasil desde a redemocratização atingiu esse patamar. O recorde anterior já pertencia ao próprio Lula: 64% o avaliavam positivamente em setembro. A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 28 de novembro.
Segundo o levantamento, o presidente conta com a avaliação positiva da maioria da população em todos os segmentos socioeconômicos e regiões do país. Isso já ocorria no levantamento de setembro, mas agora Lula teve reforçado o apoio sobretudo entre os mais jovens (mais nove pontos), os mais escolarizados (mais nove) e no Sudeste (também mais nove pontos). O Nordeste segue como principal área de apoio a Lula: 81% o avaliam como ótimo ou bom.
Para a realização da pesquisa, o Datafolha ouviu 3.486 brasileiros com mais de 16 anos em todo o país. A margem de erro máxima para os resultados é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Na matéria da FOLHA ONLINE tem um gráfico da trajetória de Lula e sua aprovação por parte da população.
Mas para quem quiser os números mais detalhados da pesquisa vai ter de comprar a Folha de São Paulo de hoje (dia 5). Ou então entrar na matéria da Globo.com.
Resumindo, a grande imprensa se inclui nos 7% de rejeição e tenta disfarçar isso. Mas as pessoas sabem o que é bom e o que é ruim. A maioria, pelo menos.
Será que até o final do mandato ele chega a uns 90%? Ainda faltam 2 anos...
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Um segundo de desatenção
Quarta-feira à tarde. Um cara sai com sua moto do trabalho e está indo embora para casa. No meio do caminho começa a chover. Uma tempestade. Os pingos de chuva parecem pedras para o motoqueiro, que está apenas de calças jeans e camiseta.
Já todo molhado, ao passar pela cidade vizinha, ele tem um infortúnio contratempo: na avenida principal desta cidade, a única com semáforo, a viseira do capacete embaça e molha, fazendo com que a visão do cara fique comprometida.
A idéia foi a de levantar a viseira, mesmo na chuva, para ver melhor. Mas, ao levantar a viseira, POF! O semáforo! O carro da frente pára e o motoqueiro bate atrás. Ele cai de barriga no chão, causa um congestionamento, já que era hora do rush.
A maior preocupação do motoqueiro, desatento, era com o carro da frente que, por sorte, não sofreu nenhum arranhão. O dono do carro, a vítima, é até gentil e quer levar o acidentado para o hospital, sugestão que não foi aceita pelo motoqueiro. Na moto, apenas algumas escoriações, assim como no dono dela.
Ainda bem mesmo que não aconteceu mais nada de grave, ou o motoqueiro poderia não estar aqui relatando agora seu primeiro primeiro acidente de moto. Tomara que seja o último também.
Já todo molhado, ao passar pela cidade vizinha, ele tem um infortúnio contratempo: na avenida principal desta cidade, a única com semáforo, a viseira do capacete embaça e molha, fazendo com que a visão do cara fique comprometida.
A idéia foi a de levantar a viseira, mesmo na chuva, para ver melhor. Mas, ao levantar a viseira, POF! O semáforo! O carro da frente pára e o motoqueiro bate atrás. Ele cai de barriga no chão, causa um congestionamento, já que era hora do rush.
A maior preocupação do motoqueiro, desatento, era com o carro da frente que, por sorte, não sofreu nenhum arranhão. O dono do carro, a vítima, é até gentil e quer levar o acidentado para o hospital, sugestão que não foi aceita pelo motoqueiro. Na moto, apenas algumas escoriações, assim como no dono dela.
Ainda bem mesmo que não aconteceu mais nada de grave, ou o motoqueiro poderia não estar aqui relatando agora seu primeiro primeiro acidente de moto. Tomara que seja o último também.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
"Vida de gado"
Este é o título da reportagem de Gilberto Nascimento, que está na revista Carta Capital desta semana. Vi isso no blog do Cláudio Osti, o "Paçoca com Cebola" e achei muito curioso e deprimente.
Na matéria (clique aqui para ler parte dela) o jornalista fala sobre a situação precária de clubes de futebol pequenos e médios pelo Brasil. E para provar a situação, ele visitou nada menos que nossa querida Lusinha, a Portuguesa Londrinense.
Há depoimentos de ex-jogadores, que falam sobre a situação dos alojamentos do time, dos meninos futuros jogadores que nem estudam, da comida sem qualidade, da prostituição (é, da prostituição) e outros assuntos.
Para você ver que vale a pena ler, olha uma das declarações de Amarildo Vieira, presidente do clube, sobre a suspeita de que os jogadores vivem à base de pé de frango: “Isso é uma coisa inventada por um jornalista da tevê de Londrina. A base da alimentação é peixe e macarrão, que tem carboidrato para os atletas. Podem ter sobrado uns dois pezinhos de frango de vez em quando. Mas quem falou isso é o maior mentiroso da face da terra”.
Sobre a suposta prostituição: “Os gays sabem que aqui está cheio de garotos e ficam rondando. Mas o que eu posso fazer? Eu falo com os meninos, procuro conversar. Como sou evangélico (da Igreja do Evangelho Quadrangular), levo a palavra de Deus para eles. Sempre trago alguém aqui, de várias igrejas, para fazer a pregação”.
Pena que não está inteira no site. Mas vou comprar a revista amanhã e vou ler, pois fiquei curioso e deprimido.
Na matéria (clique aqui para ler parte dela) o jornalista fala sobre a situação precária de clubes de futebol pequenos e médios pelo Brasil. E para provar a situação, ele visitou nada menos que nossa querida Lusinha, a Portuguesa Londrinense.
Há depoimentos de ex-jogadores, que falam sobre a situação dos alojamentos do time, dos meninos futuros jogadores que nem estudam, da comida sem qualidade, da prostituição (é, da prostituição) e outros assuntos.
Para você ver que vale a pena ler, olha uma das declarações de Amarildo Vieira, presidente do clube, sobre a suspeita de que os jogadores vivem à base de pé de frango: “Isso é uma coisa inventada por um jornalista da tevê de Londrina. A base da alimentação é peixe e macarrão, que tem carboidrato para os atletas. Podem ter sobrado uns dois pezinhos de frango de vez em quando. Mas quem falou isso é o maior mentiroso da face da terra”.
Sobre a suposta prostituição: “Os gays sabem que aqui está cheio de garotos e ficam rondando. Mas o que eu posso fazer? Eu falo com os meninos, procuro conversar. Como sou evangélico (da Igreja do Evangelho Quadrangular), levo a palavra de Deus para eles. Sempre trago alguém aqui, de várias igrejas, para fazer a pregação”.
Pena que não está inteira no site. Mas vou comprar a revista amanhã e vou ler, pois fiquei curioso e deprimido.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
No balanço do busão...
Quem anda de ônibus todos os dias há de concordar com certos fatos estranhos, chatos e incomodantes que acontecem dentro de um coletivo. Podem reparar e tirar a prova real.
**********
A pessoa que entra no ônibus só senta perto de alguma outra pessoa quando não tem outra opção. Se há lugar vazio, ela se senta lá, naquele banco que só cabe um, ou naquele que cabe dois, mas não tem ninguém. Nunca perto de alguém.
**********
O fone de ouvido é uma nítida forma quem a pessoa tem para dizer: “Não quero conversar, não enche!” É uma outra prova do “anti-socialismo” das pessoas.
**********
A pior coisa do mundo é andar de ônibus quando está chovendo. São 500 pessoas num carro que só cabem 75, às 6 da tarde, e todo mundo fecha o vidro. É fim de expediente, gente. O que tem de mal se molhar um pouco? Mas não. Ninguém admite que caia uma gota d’água no cabelo chapado desde as 5 da manhã.
**********
Se está com frio, vem de blusa. Em tempos de inverno, janela fechada de novo, porque a pessoa não quer estragar o penteado. Não sou obrigado a respirar o mesmo ar daquela pessoa que está gripada, ou daquele molequinho ranhento que está limpando o nariz na manga da blusa da mãe.
**********
Com a janela fechada, na chuva, o vidro embaça e todo mundo fica passando a mão. É nojento! Fica embaçado porque as pessoas respiram e tudo o que sai do nariz e da boca de todo mundo fica ali no vidro e nas hastes onde a gente segura, inclusive moléculas daquele pão de queijo e daquele chocolate hidrogenado que a pessoa comeu à tarde.
**********
Deveria ser proibida a entrada de homens com camiseta regata em transporte coletivo. São 6 da tarde, o ônibus entupido, o cara sai da construção civil e vem com aquela regata segurando na haste na parte de cima. O braço erguido. Meu Deus, não preciso nem continuar.
**********
Agora, quer ver o inferno? Experimenta pegar um coletivo às seis da tarde, num dia bem chuvoso. No calor ou no frio, tanto faz.
**********
Hoje eu tenho um moto, ultimamente não preciso mais andar de ônibus. E nem quero mais. Na verdade, nunca quis, porque é um martírio. Quem agüenta isso há anos, merece, com certeza, um tijolinho no céu, uma beatificação no vaticano, um carro – e eu me incluo nisso. No entanto, quando chove (ai meu Deus, quando chove), não dá pra ir de moto... aí, fazer o quê, não é?
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A pessoa que entra no ônibus só senta perto de alguma outra pessoa quando não tem outra opção. Se há lugar vazio, ela se senta lá, naquele banco que só cabe um, ou naquele que cabe dois, mas não tem ninguém. Nunca perto de alguém.
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O fone de ouvido é uma nítida forma quem a pessoa tem para dizer: “Não quero conversar, não enche!” É uma outra prova do “anti-socialismo” das pessoas.
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A pior coisa do mundo é andar de ônibus quando está chovendo. São 500 pessoas num carro que só cabem 75, às 6 da tarde, e todo mundo fecha o vidro. É fim de expediente, gente. O que tem de mal se molhar um pouco? Mas não. Ninguém admite que caia uma gota d’água no cabelo chapado desde as 5 da manhã.
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Se está com frio, vem de blusa. Em tempos de inverno, janela fechada de novo, porque a pessoa não quer estragar o penteado. Não sou obrigado a respirar o mesmo ar daquela pessoa que está gripada, ou daquele molequinho ranhento que está limpando o nariz na manga da blusa da mãe.
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Com a janela fechada, na chuva, o vidro embaça e todo mundo fica passando a mão. É nojento! Fica embaçado porque as pessoas respiram e tudo o que sai do nariz e da boca de todo mundo fica ali no vidro e nas hastes onde a gente segura, inclusive moléculas daquele pão de queijo e daquele chocolate hidrogenado que a pessoa comeu à tarde.
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Deveria ser proibida a entrada de homens com camiseta regata em transporte coletivo. São 6 da tarde, o ônibus entupido, o cara sai da construção civil e vem com aquela regata segurando na haste na parte de cima. O braço erguido. Meu Deus, não preciso nem continuar.
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Agora, quer ver o inferno? Experimenta pegar um coletivo às seis da tarde, num dia bem chuvoso. No calor ou no frio, tanto faz.
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Hoje eu tenho um moto, ultimamente não preciso mais andar de ônibus. E nem quero mais. Na verdade, nunca quis, porque é um martírio. Quem agüenta isso há anos, merece, com certeza, um tijolinho no céu, uma beatificação no vaticano, um carro – e eu me incluo nisso. No entanto, quando chove (ai meu Deus, quando chove), não dá pra ir de moto... aí, fazer o quê, não é?
sábado, 8 de novembro de 2008
João e o pé feijão
A história de João e o pé de feijão é uma história que não tem mocinhos, a não ser a esposa do gigante. No total, são cinco personagens: o próprio João, sua mãe, o gigante e sua esposa e a fada madrinha.
A história é a seguinte: um gigante malvado roubou os tesouros do pai de João, que era muito rico, deixando-os na miséria. Aí, já percebemos a primeira característica má, a do gigante, que é um ladrão folgado. João e sua mãe viviam desde então numa cabana na floresta e tinham apenas uma vaca. O menino convence sua mãe a vender a vaca e a troca por três sementes de feijão.
Ao acordar pela manhã, João viu que nasceu um gigantesco pé de feijão bem onde sua mãe havia jogado as sementes, após se enfurecer com a troca pela vaca. Ele então resolve escalar o pé de feijão e chega a um país estranho, nas nuvens. Até aí, todo mundo muito bonzinho, e o gigante malvadão.
Mas ao chegar no topo da planta, João encontra a fada madrinha, que era a fada madrinha do pai de João, contando toda a história do roubo do gigante e incentivando o menino a recuperar a riqueza de seu pai, ou seja, roubar. Repare na índole da fada. Está mais para “foda”.
É aí que se revela a índole maléfica do João, o “mocinho” nas histórias tradicionais. Ele engana a mulher do gigante e rouba a galinha que botava ovos de ouro. No Brasil, João pegaria de quatro a 10 anos de prisão por roubo. Ao voltar para casa, ele e sua mãe ficam ricos com todo o ouro que saía da galinha. A mãe também é má, porque é cúmplice do roubo de João. Além disso, é também cínica, porque reclamou quando da troca das sementes pela vaca, e depois ficou toda feliz quando João trouxe dinheiro para casa. O que o dinheiro não faz, não é?
Pois bem, depois de algum tempo, já rico, João resolve voltar ao castelo do gigante, desta vez disfarçado (falsidade ideológica). João é também muito ganancioso. Novamente, ele engana a esposa do gigante, que, além de coitada, é burra também, e rouba os dois sacos de moedas de ouro. Mais quatro a 10 anos de prisão. Ao voltar, novamente a mãe é cúmplice.
Como se não bastasse, depois de algum tempo, já milionário, o ganancioso e sovina João volta ao castelo e engana novamente a ingênua esposa do gigante. Desta vez, o roubo foi da harpa que tocava sozinha. No entanto, desta vez, o gigante percebeu e foi atrás de João, que saiu correndo e foi escalando para baixo o pé de feijão com a harpa na mão.
Neste momento, a face mais maléfica do rapaz se revela. A chegar ao chão, a mãe (sempre botando fogo e ajudando João em suas maldades) lhe dá uma machadinha e ele corta o pé de feijão, fazendo o gigante cair de cabeça no chão e morrendo instantaneamente. Um latrocínio. João é um assassino frio e cruel, que consegue tudo o que quer de forma ilícita. No Brasil, ele poderia pegar até 30 anos. A mãe, mais alguns, por ser cúmplice novamente.
Assim, viveram felizes para sempre, ricos, milionários com dinheiro roubado do gigante. Final feliz, mas horroroso. Os bandidos venceram.
Portanto estes são os crimes:
Gigante: roubo
Mãe: cumplicidade em todas as maldades de João
Fada: é má. A que incentiva e dá o pontapé inicial para as atrocidades de João
João: maria-vai-com-as-outras, roubo, chantagem, falsidade ideológica, assassinato qualificado, corrupção, latrocínio, lavagem de dinheiro.
Tenho certeza que a descendência de João inclui nomes como Napoleão Bonaparte, Adolf Hitler, Benito Mussolini, Josef Stalin, Mao Tse-tung, Nicolau dos Santos Neto, Augusto Pinochet, Fernando Collor, Antonio Belinati. Cada um herdou um qualidade negativa de João.
A história é a seguinte: um gigante malvado roubou os tesouros do pai de João, que era muito rico, deixando-os na miséria. Aí, já percebemos a primeira característica má, a do gigante, que é um ladrão folgado. João e sua mãe viviam desde então numa cabana na floresta e tinham apenas uma vaca. O menino convence sua mãe a vender a vaca e a troca por três sementes de feijão.
Ao acordar pela manhã, João viu que nasceu um gigantesco pé de feijão bem onde sua mãe havia jogado as sementes, após se enfurecer com a troca pela vaca. Ele então resolve escalar o pé de feijão e chega a um país estranho, nas nuvens. Até aí, todo mundo muito bonzinho, e o gigante malvadão.
Mas ao chegar no topo da planta, João encontra a fada madrinha, que era a fada madrinha do pai de João, contando toda a história do roubo do gigante e incentivando o menino a recuperar a riqueza de seu pai, ou seja, roubar. Repare na índole da fada. Está mais para “foda”.
É aí que se revela a índole maléfica do João, o “mocinho” nas histórias tradicionais. Ele engana a mulher do gigante e rouba a galinha que botava ovos de ouro. No Brasil, João pegaria de quatro a 10 anos de prisão por roubo. Ao voltar para casa, ele e sua mãe ficam ricos com todo o ouro que saía da galinha. A mãe também é má, porque é cúmplice do roubo de João. Além disso, é também cínica, porque reclamou quando da troca das sementes pela vaca, e depois ficou toda feliz quando João trouxe dinheiro para casa. O que o dinheiro não faz, não é?
Pois bem, depois de algum tempo, já rico, João resolve voltar ao castelo do gigante, desta vez disfarçado (falsidade ideológica). João é também muito ganancioso. Novamente, ele engana a esposa do gigante, que, além de coitada, é burra também, e rouba os dois sacos de moedas de ouro. Mais quatro a 10 anos de prisão. Ao voltar, novamente a mãe é cúmplice.
Como se não bastasse, depois de algum tempo, já milionário, o ganancioso e sovina João volta ao castelo e engana novamente a ingênua esposa do gigante. Desta vez, o roubo foi da harpa que tocava sozinha. No entanto, desta vez, o gigante percebeu e foi atrás de João, que saiu correndo e foi escalando para baixo o pé de feijão com a harpa na mão.
Neste momento, a face mais maléfica do rapaz se revela. A chegar ao chão, a mãe (sempre botando fogo e ajudando João em suas maldades) lhe dá uma machadinha e ele corta o pé de feijão, fazendo o gigante cair de cabeça no chão e morrendo instantaneamente. Um latrocínio. João é um assassino frio e cruel, que consegue tudo o que quer de forma ilícita. No Brasil, ele poderia pegar até 30 anos. A mãe, mais alguns, por ser cúmplice novamente.
Assim, viveram felizes para sempre, ricos, milionários com dinheiro roubado do gigante. Final feliz, mas horroroso. Os bandidos venceram.
Portanto estes são os crimes:
Gigante: roubo
Mãe: cumplicidade em todas as maldades de João
Fada: é má. A que incentiva e dá o pontapé inicial para as atrocidades de João
João: maria-vai-com-as-outras, roubo, chantagem, falsidade ideológica, assassinato qualificado, corrupção, latrocínio, lavagem de dinheiro.
Tenho certeza que a descendência de João inclui nomes como Napoleão Bonaparte, Adolf Hitler, Benito Mussolini, Josef Stalin, Mao Tse-tung, Nicolau dos Santos Neto, Augusto Pinochet, Fernando Collor, Antonio Belinati. Cada um herdou um qualidade negativa de João.
Este texto faz parte da série
Os verdadeiros vilões dos contos de fadas
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
O "grand finale" dos e-mails
Tem e-mails que a gente recebe, desses encaminhados por terceiros, que passaram por segundos e primeiros várias vezes, desses que, quando você olha nos destinatários, a lista é tão longa que a bolinha do mouse chega a gastar.
Pois então, tem vezes que esses e-mails são muito legais. Alguns te remetem a uma reflexão profunda, traz histórias de vida etc. Coisas que te fazem chorar às vezes (eu não!), te fazem pensar na vida e essas coisas-todas-de-livro-de-auto-ajuda.
E pode ser até que funcionem, mesmo que a gente saiba que essas histórias têm grandes, enormes e imensas chances de serem mentira.
O problema é o final dessas mensagens. Quando você está lá, emocionado, pensando: "Nossa, que história linda", vem o maravilhoso desfecho: "Mande para 15 pessoas ou mais, ou então acontecerá contigo o mesmo que aconteceu com esta garota", ou então, "Se você ama Jesus, envie para toda a sua lista de contatos", ou pior, "Envie para o maior número possível de pessoas. Se quebrar a corrente serás amaldiçoado e morrerás e três dias".

Cara, é de doer.
Hoje mesmo recebi um e-mail desses. Resumindo, era história era de um empresário judeu que foi salvo sem querer de um atentado terrorista por um homem. Ele escapou, mas este homem ficou ferido. Disponibilizando sua ajuda, o empresário judeu recebeu uma ligação do homem que lhe salvou, dizendo que precisava de um transplante de órgãos em Boston. Assim, ele disponibilizou toda a ajuda e acompanhou o ferido, por isso, não foi trabalhar naquele dia. Por coincidência, ele trabalhava no World Trade Center e aquele dia era exatamente 11 de setembro de 2001.
Achei linda a mensagem. Li inteira. Me surpreendi. E até estava refletindo o teor da mensagem, quando chega o final: "Envie para 15 pessoas e terás um milagre esta noite". E para completar, uma observação ainda: "Obs: Não ignore porque terás uma surpresa!"
Puta que pariu! Isso acaba com o clima. Odeio isso.
Deletei.
Pois então, tem vezes que esses e-mails são muito legais. Alguns te remetem a uma reflexão profunda, traz histórias de vida etc. Coisas que te fazem chorar às vezes (eu não!), te fazem pensar na vida e essas coisas-todas-de-livro-de-auto-ajuda.
E pode ser até que funcionem, mesmo que a gente saiba que essas histórias têm grandes, enormes e imensas chances de serem mentira.
O problema é o final dessas mensagens. Quando você está lá, emocionado, pensando: "Nossa, que história linda", vem o maravilhoso desfecho: "Mande para 15 pessoas ou mais, ou então acontecerá contigo o mesmo que aconteceu com esta garota", ou então, "Se você ama Jesus, envie para toda a sua lista de contatos", ou pior, "Envie para o maior número possível de pessoas. Se quebrar a corrente serás amaldiçoado e morrerás e três dias".
Cara, é de doer.
Hoje mesmo recebi um e-mail desses. Resumindo, era história era de um empresário judeu que foi salvo sem querer de um atentado terrorista por um homem. Ele escapou, mas este homem ficou ferido. Disponibilizando sua ajuda, o empresário judeu recebeu uma ligação do homem que lhe salvou, dizendo que precisava de um transplante de órgãos em Boston. Assim, ele disponibilizou toda a ajuda e acompanhou o ferido, por isso, não foi trabalhar naquele dia. Por coincidência, ele trabalhava no World Trade Center e aquele dia era exatamente 11 de setembro de 2001.
Achei linda a mensagem. Li inteira. Me surpreendi. E até estava refletindo o teor da mensagem, quando chega o final: "Envie para 15 pessoas e terás um milagre esta noite". E para completar, uma observação ainda: "Obs: Não ignore porque terás uma surpresa!"
Puta que pariu! Isso acaba com o clima. Odeio isso.
Deletei.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Os verdadeiros vilões dos contos de fadas
Coisa que me intriga são as historinhas infantis, os populares “contos de fadas”. Elas são impostas a todas as crianças – e foram impostas a mim – como histórias lindas, de princesas, príncipes e crianças que se dão bem no final, após a bruxa, ou madrasta má, se dar mal. As histórias sempre têm pessoas puras, ingênuas e lindas, que são injustiçadas por pessoas más, cruéis e feias.
No entanto, a idéia de ingenuidade, pureza e beleza nestas histórias se traduzem de uma maneira muito diferente do que realmente deveria ser. Apesar da índole má das tais bruxas, madrastas e animais ferozes, os ditos mocinhos das histórias têm a índole tão perversa quanto a dos ditos vilões.
E isso se revela no decorrer das histórias, quando os personagens principais estão em apuros e fazem qualquer coisa para se livrarem de alguma situação. Mentiras, enganações, furtos, falsidade ideológica, corrupção, vingança, estelionato e até assassinato e latrocínio.
E é por isso que eu lanço aqui no blog, mais uma série de textos que vão analisar algumas historinhas que ouvimos quando crianças, contadas pelos pais na hora de dormir ou pela professora na escolinha. Os textos serão postados a partir deste sábado (dia 1º) e cada sábado terá um texto novo.
As histórias serão: João e o pé de feijão; O gato de botas; João e Maria; e Chapeuzinho Vermelho, não necessariamente nesta ordem. Histórias repletas de muitos destes sentimentos e crimes citados acima, onde os vilões podem estar não escondidos atrás de um nariz, boca, pés e mãos enormes e peludas, atrás de uma casinha de doces, ou então num lindo palácio macabro no céu, mas atrás de um lindo manto vermelho, perdidos na floresta, ou num pobrezinho que só tem um vaquinha.
Os mocinhos, se é que existem, nós vamos tentar descobrir quem são.
No entanto, a idéia de ingenuidade, pureza e beleza nestas histórias se traduzem de uma maneira muito diferente do que realmente deveria ser. Apesar da índole má das tais bruxas, madrastas e animais ferozes, os ditos mocinhos das histórias têm a índole tão perversa quanto a dos ditos vilões.
E isso se revela no decorrer das histórias, quando os personagens principais estão em apuros e fazem qualquer coisa para se livrarem de alguma situação. Mentiras, enganações, furtos, falsidade ideológica, corrupção, vingança, estelionato e até assassinato e latrocínio.
E é por isso que eu lanço aqui no blog, mais uma série de textos que vão analisar algumas historinhas que ouvimos quando crianças, contadas pelos pais na hora de dormir ou pela professora na escolinha. Os textos serão postados a partir deste sábado (dia 1º) e cada sábado terá um texto novo.
As histórias serão: João e o pé de feijão; O gato de botas; João e Maria; e Chapeuzinho Vermelho, não necessariamente nesta ordem. Histórias repletas de muitos destes sentimentos e crimes citados acima, onde os vilões podem estar não escondidos atrás de um nariz, boca, pés e mãos enormes e peludas, atrás de uma casinha de doces, ou então num lindo palácio macabro no céu, mas atrás de um lindo manto vermelho, perdidos na floresta, ou num pobrezinho que só tem um vaquinha.
Os mocinhos, se é que existem, nós vamos tentar descobrir quem são.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Voltadinha
Estou de volta.
Após tempos nebulosos de TCC, estou de volta. Entreguei hoje para o orientadora. Ela ainda vai apontar os erros, eu vou corrigir, mandar para a revisão, imprimir algumas cópias, entregar para a banca, apresentar, salvar em PDF e entregar para a universidade.
É muito? É.
Mas a parte em que durmia todos os dias apenas entre as 4h e 8h da manhã, pesquisando, lendo, escrevendo e organizando informações, acho que passou.
Hoje, vou chegar em casa, vou ao campo de futebol, vou fazer caminhada, vou jantar e assistir a novela da oito. Vou conversar como povo e tentar desestressar.
Ah, e amanhã, pelo menos amanhã, vou dormir, de novo, até às 8h, mas vou acordar, sentar na área de casa e ficar à toa. Às 10h, vou assistir Dragon Ball Z. Pelo menos nos próximos dois dias terei algum tempo para isso.
As próximas etapas, espero que não sejam tão "trashs" como as de outrora.
Amém 10 vezes.
Após tempos nebulosos de TCC, estou de volta. Entreguei hoje para o orientadora. Ela ainda vai apontar os erros, eu vou corrigir, mandar para a revisão, imprimir algumas cópias, entregar para a banca, apresentar, salvar em PDF e entregar para a universidade.
É muito? É.
Mas a parte em que durmia todos os dias apenas entre as 4h e 8h da manhã, pesquisando, lendo, escrevendo e organizando informações, acho que passou.
Hoje, vou chegar em casa, vou ao campo de futebol, vou fazer caminhada, vou jantar e assistir a novela da oito. Vou conversar como povo e tentar desestressar.
Ah, e amanhã, pelo menos amanhã, vou dormir, de novo, até às 8h, mas vou acordar, sentar na área de casa e ficar à toa. Às 10h, vou assistir Dragon Ball Z. Pelo menos nos próximos dois dias terei algum tempo para isso.
As próximas etapas, espero que não sejam tão "trashs" como as de outrora.
Amém 10 vezes.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Paradinha
Estou dando uma paradinha nas postagens em razão do término do meu trabalho de conclusão de curso. Na semana que vem, volto a postar.
Peço desculpas aos leitores do planeta, mas este blogueiro não cumpridor de prazos acabou deixando algumas coisas para a última hora e agora está penando para terminar.
Mas, quem nunca deixou para amanhã o que podia fazer depois de amanhã, que atire a primeira pedra. Eu fiz isso, sem poder. E agora estou pagando.
Vou postar somente se for algo-extraordinário-e-não-deixável-de-se-fazer-comentários. No mais, só semana que vem.
Até logo.
Peço desculpas aos leitores do planeta, mas este blogueiro não cumpridor de prazos acabou deixando algumas coisas para a última hora e agora está penando para terminar.
Mas, quem nunca deixou para amanhã o que podia fazer depois de amanhã, que atire a primeira pedra. Eu fiz isso, sem poder. E agora estou pagando.
Vou postar somente se for algo-extraordinário-e-não-deixável-de-se-fazer-comentários. No mais, só semana que vem.
Até logo.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
A difícil arte de usar o banheirinho minúsculo do ônibus da Garcia onde a única coisa que não se consegue acertar é vaso
E ainda por cima os que estão sentadoS lêem um anúncio enorme em vermelho acima da portinha da cabine do motorista: "WC OCUPADO WC OCUPADO WC OCUPADO".
É xixi pra todo lado.
É xixi pra todo lado.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Rumo à Curitchiba
Vou daqui a pouco para Curitiba fazer umas entrevistas para o meu TCC e também umas pesquisas de documentos.
Volto na quarta de manhã com novidades e conto tudo, ok?
Nossa, eu escrevo como se os leitores fossem ficar preocupados. Ou pior, como se houvesse leitores para ficarem preocupados.
Ok, então eu escrevo a todos os meus três ou quatro leitores.
A quem estou enganando?
Volto na quarta de manhã com novidades e conto tudo, ok?
Nossa, eu escrevo como se os leitores fossem ficar preocupados. Ou pior, como se houvesse leitores para ficarem preocupados.
Ok, então eu escrevo a todos os meus três ou quatro leitores.
A quem estou enganando?
Meus primos de Santo André
Conversei sábado com uns priminhos meus lá de Santo André. Na verdade nem os conheço pessoalmente, só por msn e foto mesmo.
É que quando eu fui na casa deles, eu tinha 2 anos de idade, e o pai desses meninos, o Joãozinho, tinha uns 11 ou 12 anos. Esses dias, alguém me adicionou no MSN e eu descobri que era esse menino. Hoje um homem e quatro filhos!
É isso mesmo, quatro filhos.
E foi com eles que eu conversei. Eles têm 11, 8, 6 e 3 anos. Foi super legal. Descobri até que dá pra convesar falando no MSN. Não é o máximo? E o João Victor, o de 8 anos me prometeu até me ensinar a jogar futebol. Ele é corinthiano e diz que é zagueiro.
Mas agora, estou doido para conhecê-los pessoalmente. Acho que no final do ano, vou com a minha avó pra lá, já que ela não paga passagem mesmo, ela paga pra eu ir junto com ela. É que o irmão da minha avó casou com a avó deste rapaz, que é sobrinho dela. Um rolo danado.
Mas é isso.
Brissa, João Victor, Pedro e Kevin. Foi um prazer conhecer vocês, mesmo que seja por MSN mesmo.
A gente se vê, se Deus quiser, no final do ano.
É que quando eu fui na casa deles, eu tinha 2 anos de idade, e o pai desses meninos, o Joãozinho, tinha uns 11 ou 12 anos. Esses dias, alguém me adicionou no MSN e eu descobri que era esse menino. Hoje um homem e quatro filhos!
É isso mesmo, quatro filhos.
E foi com eles que eu conversei. Eles têm 11, 8, 6 e 3 anos. Foi super legal. Descobri até que dá pra convesar falando no MSN. Não é o máximo? E o João Victor, o de 8 anos me prometeu até me ensinar a jogar futebol. Ele é corinthiano e diz que é zagueiro.
Mas agora, estou doido para conhecê-los pessoalmente. Acho que no final do ano, vou com a minha avó pra lá, já que ela não paga passagem mesmo, ela paga pra eu ir junto com ela. É que o irmão da minha avó casou com a avó deste rapaz, que é sobrinho dela. Um rolo danado.
Mas é isso.
Brissa, João Victor, Pedro e Kevin. Foi um prazer conhecer vocês, mesmo que seja por MSN mesmo.
A gente se vê, se Deus quiser, no final do ano.
sábado, 11 de outubro de 2008
Ilustres aniversariantes de hoje
Galera, resolvi colocar aqui hoje, uma singela homenagem (na verdade, uma lembraça) de alguns aniversariantes famosos. Afinal, é um pessoal muito importante e que merece reconhecimento, mundial, sistemasolaral, viagalaxial, e universal (até do Reino de Deus).
São estas as inexoráveis, estrogonóficas e inanerríveis celebridades:
Dyron Daal: jogador de futebol das Antilhas, portanto, antilhano. Nasceu num dia como este, no ano de 1983, na Holanda. Grande talento. Só não sei porque é antilhano se nasceu na Holanda.
Wayne Michael Gardner: nascido em Wollongong, na Austrália, em 11 de outubro de 1959, é um ex-motociclista. Correu muito.
Carlos Manuel Gonçalves Alonso: mais um jogador de futebol famosíssimo desta esplêndida lista. Nasceu em Luanda, em 1978, portante, é angolano. Hoje, joga no Barreirense, time que já foi campeão duas vezes do Campeonato da Angola.
Grã-duquesa Joséphine-Charlotte de Luxemburgo: princesa... não, não é de Luxemburgo, é da Bélgica. Nasceu em 1927 como Joséphine-Charlotte Ingeborg Elisabeth Marie-José Marguerite Astrid. Lindo nome. Vai ser o nome da minha égua. É filha do influente Rei Léopold III da Bélgica e Rainha Astrid. Perfeita.
Gilmore Palacio: futebolista belizenho nascido em 1982, famosíssimo por aquela jogada, lembra? Aquela uma... Ah, se você não lembra, pode parar. Você não sabe o que é futebol. Quem é belizenho nasceu onde hein?
Ruslan Ponomariov: este é um jogador de xadrez ucraniano (da Ucrânia) nascido em 1983. Deve ter morrido de tédio.
Dwight Ferguson: e para terminar, mais um jogador de futebol. Este nasceu nas Ilhas Virgens Americanas em 1966. Habilidosíssimo, famosíssimo. Não vou falar mais porque, quem sabe o presidente do Santos vê isso e já quer contratar. Sei que está velho, mas pode ser técnico.
Enfim, está aí a homenagem. Lembrei das pessoas mais famosas do mundo. O que eu acho incrível, é: como tanta gente famosa e influente pode achar de fazer aniversário todos no mesmo dia? Magnífico isso.
Claro que há outros não tão famosos assim, ou então, sem influência alguma, fama alguma, reconhecimento algum e talento algum, que nasceram neste dia, tentando ofuscar o brilho de alguns (sem sucesso, óbvio), ou sendo ofuscado facilmente por outros.
Não dou nem atenção, por exemplo, para um tal compositor de nome Cartola, outro chamado Tom Zé, outro tal de Lobão, uma tal tenista Maria Esther Bueno, ou um atacante da seleção inglesa de futebol Bobby Charlton.
Não fazem e nunca fizeram diferença alguma.
A todos os que estão vivos, feliz aniversário.
Aos que não estão tão vivos assim, feliz aniversário de novo.
E aos que não estão nem um pouquinho vivos, feliz aniversário também.
São estas as inexoráveis, estrogonóficas e inanerríveis celebridades:
Dyron Daal: jogador de futebol das Antilhas, portanto, antilhano. Nasceu num dia como este, no ano de 1983, na Holanda. Grande talento. Só não sei porque é antilhano se nasceu na Holanda.
Wayne Michael Gardner: nascido em Wollongong, na Austrália, em 11 de outubro de 1959, é um ex-motociclista. Correu muito.
Carlos Manuel Gonçalves Alonso: mais um jogador de futebol famosíssimo desta esplêndida lista. Nasceu em Luanda, em 1978, portante, é angolano. Hoje, joga no Barreirense, time que já foi campeão duas vezes do Campeonato da Angola.
Grã-duquesa Joséphine-Charlotte de Luxemburgo: princesa... não, não é de Luxemburgo, é da Bélgica. Nasceu em 1927 como Joséphine-Charlotte Ingeborg Elisabeth Marie-José Marguerite Astrid. Lindo nome. Vai ser o nome da minha égua. É filha do influente Rei Léopold III da Bélgica e Rainha Astrid. Perfeita.
Gilmore Palacio: futebolista belizenho nascido em 1982, famosíssimo por aquela jogada, lembra? Aquela uma... Ah, se você não lembra, pode parar. Você não sabe o que é futebol. Quem é belizenho nasceu onde hein?
Ruslan Ponomariov: este é um jogador de xadrez ucraniano (da Ucrânia) nascido em 1983. Deve ter morrido de tédio.
Dwight Ferguson: e para terminar, mais um jogador de futebol. Este nasceu nas Ilhas Virgens Americanas em 1966. Habilidosíssimo, famosíssimo. Não vou falar mais porque, quem sabe o presidente do Santos vê isso e já quer contratar. Sei que está velho, mas pode ser técnico.
Enfim, está aí a homenagem. Lembrei das pessoas mais famosas do mundo. O que eu acho incrível, é: como tanta gente famosa e influente pode achar de fazer aniversário todos no mesmo dia? Magnífico isso.
Claro que há outros não tão famosos assim, ou então, sem influência alguma, fama alguma, reconhecimento algum e talento algum, que nasceram neste dia, tentando ofuscar o brilho de alguns (sem sucesso, óbvio), ou sendo ofuscado facilmente por outros.
Não dou nem atenção, por exemplo, para um tal compositor de nome Cartola, outro chamado Tom Zé, outro tal de Lobão, uma tal tenista Maria Esther Bueno, ou um atacante da seleção inglesa de futebol Bobby Charlton.
Não fazem e nunca fizeram diferença alguma.
A todos os que estão vivos, feliz aniversário.
Aos que não estão tão vivos assim, feliz aniversário de novo.
E aos que não estão nem um pouquinho vivos, feliz aniversário também.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
A difícil arte de entrevistar crianças
Quinta-feira fui cobrir um projeto chamado "Semana Solidária da Criança", em que um bar, restaurante, ou lanchonete convida escolas para passarem um período no local com jogos, brincadeiras, comidas etc. Uma vez por ano.
O projeto é super legal. Para quem participa. Porque, para o repórter (eu)...
O problema não é o projeto em si, mas o fato de ter que entrevistar criança. Adoro criança, acho lindas, legais e graciosas. Mas não me peçam para entrevistá-las. Não quero mais.
Cheguei e já fui logo perguntando para uma das professoras qual das crianças gostava de falar e não tinha vergonha. Logo a professora trouxe uma menina, a qual eu já tinha reparado, era líder das brincadeiras, pulava, cantava, dançava e falava. Pensei: perfeita.
Que nada. A menina não abria a boca. Na verdade, abria sim, para dizer aquelas típicas respostas de crianças: "ahan", "não". Aí, o repórter pergunta: "O que você achou mais legal?". "A cama elástica". Repórter: "Por que?". "Porque sim".
Depois de forçar muito, consegui tirar algumas palavras. Tentei com mais umas quatro ou cinco, mas o resultado, sempre o mesmo: algumas palavras e nada mais. Outras, nem algumas palavras. Era apenas uma balançada na cabeça quando a resposta era "sim" ou "não". Quando não dava para responder "sim" ou "não", a resposta era um olhar para a professora, que estava ali perto, como querendo dizer "me ajuda!".
Não há o que faça a criança dar uma resposta bibliográfica. É claro que não estou esperando de uma menina da 3ª série um: "Na minha opinião, este projeto é um marco em nossas vidas, pois proporciona momentos saudáveis de recreação e divertimento. Em nossa realidade não temos condições financeiras, assim como nossos pais, de freqüentar, nem que seja esporadimente, um restaurante, bar ou lanchonete. Esta atividade é, sem dúvida, guardadas as devidas proporções, um momento inesquecível a todos nós."
Mas não precisa também ser um "porque sim", ou "porque não".
Eu sei que a culpa não é da criança, até porque são poucas as que podem fazer uma análise filosófica, sociológica, ou política da situação. Será que existe um manual de como entrevistar uma criança? Será que existe uma maneira de fazer com que a criança não seja apenas um personagem numa reportagem?
Ontem me deparei com essa situação constrangedora para mim mesmo. Será que eu, quase um jornalista formado, posso me dar ao luxo de não saber entrevistar crianças?
No entanto, isto me instigou a tentar procurar meios de entrevistá-las. Vou aprender e colocar, com exclusividade, uma entrevista exclusiva aqui no blog. Com uma criança, claro.
Isto se tornou um desafio para mim.
O projeto é super legal. Para quem participa. Porque, para o repórter (eu)...
O problema não é o projeto em si, mas o fato de ter que entrevistar criança. Adoro criança, acho lindas, legais e graciosas. Mas não me peçam para entrevistá-las. Não quero mais.
Cheguei e já fui logo perguntando para uma das professoras qual das crianças gostava de falar e não tinha vergonha. Logo a professora trouxe uma menina, a qual eu já tinha reparado, era líder das brincadeiras, pulava, cantava, dançava e falava. Pensei: perfeita.
Que nada. A menina não abria a boca. Na verdade, abria sim, para dizer aquelas típicas respostas de crianças: "ahan", "não". Aí, o repórter pergunta: "O que você achou mais legal?". "A cama elástica". Repórter: "Por que?". "Porque sim".
Depois de forçar muito, consegui tirar algumas palavras. Tentei com mais umas quatro ou cinco, mas o resultado, sempre o mesmo: algumas palavras e nada mais. Outras, nem algumas palavras. Era apenas uma balançada na cabeça quando a resposta era "sim" ou "não". Quando não dava para responder "sim" ou "não", a resposta era um olhar para a professora, que estava ali perto, como querendo dizer "me ajuda!".
Não há o que faça a criança dar uma resposta bibliográfica. É claro que não estou esperando de uma menina da 3ª série um: "Na minha opinião, este projeto é um marco em nossas vidas, pois proporciona momentos saudáveis de recreação e divertimento. Em nossa realidade não temos condições financeiras, assim como nossos pais, de freqüentar, nem que seja esporadimente, um restaurante, bar ou lanchonete. Esta atividade é, sem dúvida, guardadas as devidas proporções, um momento inesquecível a todos nós."
Mas não precisa também ser um "porque sim", ou "porque não".
Eu sei que a culpa não é da criança, até porque são poucas as que podem fazer uma análise filosófica, sociológica, ou política da situação. Será que existe um manual de como entrevistar uma criança? Será que existe uma maneira de fazer com que a criança não seja apenas um personagem numa reportagem?
Ontem me deparei com essa situação constrangedora para mim mesmo. Será que eu, quase um jornalista formado, posso me dar ao luxo de não saber entrevistar crianças?
No entanto, isto me instigou a tentar procurar meios de entrevistá-las. Vou aprender e colocar, com exclusividade, uma entrevista exclusiva aqui no blog. Com uma criança, claro.
Isto se tornou um desafio para mim.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Primeiro vídeo do blog
Galera, acho que finalmente descobri como postar vídeos no blog. E, lógico, era muito mais fácil do que eu imaginei.
"São Google, rogai por nós"
E para estrear esta grande descoberta, vou postar um vídeo aqui (claro). E, como não poderia deixar de ser, o primeiro vídeo deste blog é do Flávio Vedoato, o amigo do povo, digamos... um pouco alterado. Só um pouquinho.
O que pode fazer um cara com um celular no lugar certo, na hora certa...
Agora, que já sei como colocar vídeos no blog, só falta uma coisa para acontecer na minha vida: conhecer o Lula.
"São Google, rogai por nós"
E para estrear esta grande descoberta, vou postar um vídeo aqui (claro). E, como não poderia deixar de ser, o primeiro vídeo deste blog é do Flávio Vedoato, o amigo do povo, digamos... um pouco alterado. Só um pouquinho.
O que pode fazer um cara com um celular no lugar certo, na hora certa...
Agora, que já sei como colocar vídeos no blog, só falta uma coisa para acontecer na minha vida: conhecer o Lula.
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